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Introdução a Neonatologia: entenda tudo e tire suas dúvidas!

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Confira um artigo completo que falamos sobre a Introdução a Neonatologia para esclarecer todas as suas dúvidas. Ao final, confira alguns materiais educativos para complementar ainda mais os seus estudos.

Boa leitura!

Introdução a Neonatologia

O risco de mortalidade fetal e neonatal é muito alto quanto maior a proximidade do momento de nascimento. O período perinatal é mais comumente definido como o período a partir da 28ª semana de gestação até o 7º dia após o nascimento.

Já o período neonatal é definido como os primeiros 28 dias após o nascimento e, adicionalmente, pode ser subdividido nos períodos muito precoce (do nascimento até 24 horas), precoce (do nascimento até 7 dias) e tardio (de 8 dias até 28 dias). Lactente é o bebê durante o primeiro ano de vida depois do nascimento.

Desenvolvimento Pulmonar

Inicialmente, o pulmão aparece como um broto ventral fora do esôfago, bem caudal ao sulco laringotraqueal. Os sulcos entre o broto pulmonar e o esôfago se aprofundam e o broto se alonga no mesênquima circundante e se divide para formar o tronco bronquial principal. A ramificação dicotômica subsequente origina as vias aéreas condutoras.

Imagem ilustrativa do Desenvolvimento embrionário do pulmão.Imagem: Desenvolvimento embrionário do pulmão. Aos 26 dias, o pulmão aparece primeiro como uma protrusão do intestino anterior. Aos 33 dias, o broto pulmonar se ramifica e os brônquios principais futuros penetram no mesênquima, aos 37 dias. As vias aéreas para os brônquios lobar e segmentar inicial se formaram aos 42 dias. Fonte: Fanaroff & Martin Medicina Neonatal e Perinatal: doenças do feto e do neonato, 2017

HORA DE REVISÃO: Os órgãos respiratórios inferiores (laringe, traqueia, brônquios e pulmões) começam a se formar durante a quarta semana de desenvolvimento. O sistema respiratório é iniciado como um crescimento mediano – o sulco laringotraqueal – que aparece no assoalho da extremidade caudal da faringe primitiva. No final da quarta semana, o sulco laringotraqueal evagina-se para formar o divertículo laringotraqueal (broto pulmonar) saculiforme, que está localizado na porção ventral da região caudal do intestino anterior. O broto respiratório (broto pulmonar) logo se divide em duas evaginações – brotos brônquicos primários. Posteriormente, os brotos brônquicos secundários e terciários se formam e crescem lateralmente nos canais pericardioperitoneais. Juntamente com o mesoderma esplâncnico circundante, os brotos brônquicos se diferenciam nos brônquios e suas ramificações nos pulmões.

Imagem: A: Corte sagital da metade cranial de um embrião de 4 semanas. B: Seção horizontal do embrião, que ilustra o assoalho da faringe primitiva e a localização do sulco laringotraqueal. Fonte: Embriologia Básica, 2016.

Maturação dos Pulmões

A maturação dos pulmões é dividida em 4 fases histológicas: pseudoglandular, canalicular, saco terminal e alveolar.

Período Pseudoglandular (5 a 17 semanas)

Durante a primeira parte deste período, os pulmões em desenvolvimento se assemelham histologicamente a uma glândula exócrina. Durante 16 semanas, todos os principais elementos do pulmão se formam, exceto aqueles envolvidos com a troca gasosa. A respiração não é possível; consequentemente, os fetos nascidos durante este período são incapazes de sobreviver.

Período Canalicular (16 a 25 semanas)

Durante este período, os lúmens dos brônquios e bronquíolos terminais aumentam e o tecido pulmonar torna-se altamente vascularizado. Durante 24 semanas, cada bronquíolo terminal dá origem a dois ou mais bronquíolos respiratórios, cada um dos quais se divide em três a seis passagens tubulares – os ductos alveolares primordiais.

A respiração é possível ao final da fase canalicular, pois alguns sacos terminais de parede fina (alvéolos primordiais) se desenvolveram nas extremidades dos bronquíolos respiratórios, e o tecido pulmonar é bem vascularizado (passa a ser vascular pela formação de novos vasos).

Embora um feto nascido em 24 a 26 semanas possa sobreviver se receber cuidado intensivo, muitas vezes, ele morre pelo fato de o seu sistema respiratório e outros sistemas serem relativamente imaturos.

Período do Saco Terminal (24 semanas ao nascimento)

Durante este período, muitos mais sacos terminais se desenvolvem e seu epitélio torna-se muito fino (alvéolos primordiais). Os capilares começam a formar protuberâncias nesses sacos. O contato íntimo entre as células epiteliais e endoteliais forma a barreira sangue-ar (hematoaérea), que possibilita a troca de gases adequada para sobrevivência.

Durante 26 semanas, os sacos terminais estão revestidos por células epiteliais pavimentosas de origem endodérmica (pneumócitos tipo I), por meio das quais ocorre a troca gasosa. As células epiteliais secretoras arredondadas e espalhadas por entre as células epiteliais pavimentosas são pneumócitos tipo II, que secretam o surfactante pulmonar, uma mistura complexa de fosfolipídios e proteínas.

O surfactante forma um filme monomolecular sobre as paredes interiores dos sacos alveolares e reduz a tensão da superfície alveolar, o que diminui a pressão necessária para manter o alvéolo inflado, facilitando sua expansão e mantendo sua estabilidade.

A produção de surfactante tem início entre a 20ª e a 22ª semana, mas não alcança níveis adequados até o final do período fetal. O tempo de produção do surfactante em quantidades suficientes depende de um aumento nos níveis de cortisol do feto, o que acontece entre 32 e 34 semanas de gestação. Ao redor das 34 a 36 semanas há material de superfície ativo suficiente secretado no lúmen alveolar e excretado no fluido amniótico.

SE LIGA! A síndrome do desconforto respiratório (SDR) ou doença da membrana hialina afeta aproximadamente 2% dos recém-nascidos vivos, sendo os nascidos prematuramente os mais suscetíveis. A deficiência da substância surfactante é uma das principais causas da SDR. A asfixia intrauterina prolongada pode produzir mudanças irreversíveis nas células alveolares tipo II, tornando-as incapazes de produzir a substância surfactante. Os corticosteroides são estimuladores potentes da produção do surfactante fetal e podem ser administrados à mãe se o parto prematuro for um risco. Os recém-nascidos com SDR têm uma respiração anormalmente rápida e dificultada logo após o nascimento. Os pulmões são subinflados e os alvéolos contêm materiais amorfos (membrana hialina) a partir de substâncias na circulação e das lesões do epitélio pulmonar. O tratamento inclui oxigênio suplementar e surfactante artificial.

Período alveolar (final do período fetal até 8 anos)

No início desse período, cada bronquíolo respiratório termina em um conjunto de sacos terminais de paredes finas que são separadas umas das outras por tecido conjuntivo frouxo. Esses sacos terminais representam futuros ductos alveolares. Aproximadamente 95% dos alvéolos maduros se desenvolvem no período pós-natal. Antes do nascimento, os alvéolos primitivos parecem com pequenas saliências nas paredes dos bronquíolos respiratórios e sacos alveolares.

Após o nascimento, os alvéolos primitivos aumentam conforme os pulmões expandem; no entanto, o aumento do tamanho dos pulmões resulta muito mais de um aumento contínuo no número de bronquíolos respiratórios e alvéolos primitivos do que simplesmente o aumento em tamanho dos alvéolos. O desenvolvimento alveolar geralmente é concluído até os 3 anos de idade, mas novos alvéolos podem ser adicionados até aproximadamente 8 anos de idade.

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