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Inteligência financeira e planejamento pessoal na realidade médica | Colunistas

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Antes de mais nada, doutores e doutoras, gostaria de propor uma reflexão: qual é a importância da inteligência financeira na sua vida como médico? É muito comum quem pensa no retorno financeiro dentro de profissão ser duramente criticado, pois a arte de curar deve ser um trabalho altruísta e não mercantil, e isso não deixa de ser verdade, no entanto a inteligência financeira nos possibilita inclusive exercer nossa profissão com mais qualidade e segurança, vou explicar o porquê.

Vamos pensar que é muito comum na rotina da maior parte dos médicos grandes jornadas de trabalho, plantões emendados, e nós sabemos que após uma, duas ou três noites mal dormidas a qualidade de raciocínio e desempenho não é a mesma. Então, um médico que teve um bom planejamento e inteligência financeira ao longo dos anos e soube se programar para exercer a medicina apenas por paixão (tendo em vista que boa parte do seu custo de vida é mantido pelos seus investimentos), consegue oferecer um atendimento com mais segurança e qualidade para seus pacientes, pois não está sobrecarregado de trabalho ou próximo a um “burnout” (tão comum em nossa profissão) – esse médico está trabalhando realmente com o que ama e no emprego que gostaria de estar, e não porque precisa estar ali, pela dependência do salário no final do mês.

Vamos entender um pouco melhor sobre o planejamento financeiro pessoal?

É muito comum elevar o custo de vida após a formação acadêmica. Por vezes sem necessidade, já que grande parte dos estudantes, durante a faculdade, é dependente dos pais e, logo após concluir a faculdade, já têm a oportunidade de ganhar R$ 20.000,00 mensalmente, um salário muito bom comparado com a média em nosso pais. Por isso, acaba se tornando tentador comprar uma carro mais caro, roupas novas, comer em restaurantes mais refinados, entre diversos outros prazeres que o dinheiro pode nos proporcionar, e aí é que está um grande perigo, o de começar um ciclo vicioso que pode não ter mais volta, como comentamos em nosso último artigo, entrando na terapia do varejo e uma bola de neve sem fim, da qual muitos nunca conseguem se libertar.

Nós do @Invest.Doctor, acreditamos que, sim, devemos aproveitar os prazeres da vida, que podem ser proporcionados, mas a chave de tudo é o equilíbrio. Todos os itens mencionados no último parágrafo são conhecidos como passivos financeiros, mas o que seria um passivo financeiro e um ativo financeiro?

Um passivo financeiro seria qualquer tipo de item que apenas geraria mais despesas, e acabam tirando dinheiro do seu bolso ao longo dos anos, como roupas de marca ou um automóvel (além de desvalorizar anualmente, gera diversas despesas, como seguro, licenciamento, IPVA, manutenção…).

Já um ativo financeiro seria um item que te geraria riqueza e, ao longo dos anos, faria com que você ganhasse cada vez mais dinheiro. Alguns exemplos são: um imóvel para alugar, ações na bolsa de valores, um negócio próprio etc.

É necessário que, ao longo de sua jornada, haja um EQUILÍBRIO entre a compra de passivos e ativos financeiros, pois muitas vezes os primeiros geram um prazer momentâneo (afinal, o dinheiro deve nos trazer conforto e felicidade), porém os segundos são o que vão nos garantir uma vida mais tranquila no longo prazo e a possibilidade de poder trabalhar com o que gostamos, onde gostamos e, acima de tudo, se quisermos.

Não existe uma fórmula mágica para saber quanto você deve gastar com cada coisa; assim como quando estamos diante de um paciente nós não tratamos os exames, e sim os sinais e sintomas do paciente, no mundo do planejamento financeiro pessoal não é diferente – é necessário entender a fundo em qual fase da vida financeira a pessoa está e quais seus planos e sonhos para o futuro. Por exemplo, um colega que está começando a residência talvez não consiga poupar entre 20-30% do seu salário (o que na maior parte das vezes é um bom percentual), diferentemente de um colega que optou por começar a trabalhar no começo da carreira e tem um salário mensal mais robusto.

Para finalizar nosso artigo, gostaríamos de acabar com algumas crenças limitantes, que muitas vezes nos impedem de poupar e fazer um bom planejamento financeiro para o futuro, como, por exemplo:

  • “Caixão não tem gaveta”: é um comentário bem comum de quem tem pensamento imediatista e não consegue poupar parte do salário, mas vale ressaltar que o que é poupado hoje será uma grande fonte prazer e tranquilidade no futuro, e seus filhos te agradecerão um dia por ter feito esse planejamento;
  • “Não tenho tempo”: apesar de que, sim, os médicos trabalham muito, o planejamento financeiro também precisa estar entre suas prioridades, assim como se manter atualizado dentro da profissão, pois esse planejamento é o que vai te possibilitar, em um futuro breve, ter mais tempo livre;
  • “Dinheiro não traz felicidade”: apesar de ser totalmente verdadeira essa afirmação, o dinheiro pode sim comprar experiências e momentos incríveis ao lado de pessoas que você ama, e, além de tudo, também pode comprar tempo, o que será assunto do nosso próximo artigo.

Muito obrigado pela atenção, doutores e doutoras!

@invest.doctor

Willian Baltha e Fernanda Steingraber


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Referências:

ROBERT, T.; KIYOSAKI-SHARON, L. Lechter PAI RICO PAI POBRE-Rio de Janeiro. 2000.

CLASON, George Samuel. HOMEM MAIS RICO DA BABILÔNIA, O. Ediouro Publicações, 2006.

KAHNEMAN, Daniel. RÁPIDO E DEVAGAR: DUAS FORMAS DE PENSAR. Objetiva, 2012. 4- SIEGEL, Jeremy J. INVESTINDO EM AÇÕES NO LONGO PRAZO-5. AMGH Editora, 2015.

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