Que a tecnologia
está mudando nossas vidas não é novidade para ninguém, inclusive na medicina. Nesse
cenário, algumas inovações tecnológicas em saúde vão mais além. Elas alteram a
maneira como o cuidado é prestado, contribuindo positivamente para a melhoria
da prática assistencial, oferecendo melhores condições de vida para os
pacientes e revolucionando a maneira como lidamos com a saúde.
Algumas empresas
trabalham no desenvolvimento de soluções que auxiliam tanto médicos na detecção
e prevenção de agravos a saúde, quanto pacientes no controle e tratamento de
suas enfermidades, como o uso de dispositivos e sensores que alertam quando um
medicamento foi esquecido e quando deve ser tomado.
De maneira geral,
essas soluções oferecem novas oportunidades que auxiliam no diagnóstico precoce
e contribuem para as decisões de cuidados individualizados. Em uma reportagem da National Geographic, um médico norte-americano lista uma
série de funções inovadoras.
Monitoramento
- Lentes de contato inteligentes: captam indicadores iniciais de câncer e outras
enfermidades, e medem os níveis de açúcar no sangue a partir do fluido
lacrimal; - Dispositivos implantáveis sob a
pele: monitoram a composição química do sangue; - Dispositivo ingeridos em
cápsulas: realizam tarefas no trato gastrointestinal; - Sensor aderente colocado na
barriga de uma grávida: detecta movimentos musculares no útero.
Fim da experimentação humana
A tecnologia “organ-on-a-chip” é baseada em um microchip que
simula o funcionamento detalhado (atividades, mecânica e fisiologia) de um
órgão ou de um sistema orgânico. Essa inovação dispensa a experimentação
humana, uma vez que ela é feita em “pacientes virtuais”. Com ela, os estudos
clínicos se tornam mais rápidos e precisos.
Telemedicina
A telemedicina já é realidade em outros países e, no Brasil, o CFM ampliou os limites
da utilização dessa tecnologia por meio da Resolução 2.217/2018. Telemedicina é
a prática médica realizada à distância. No país, atualmente, ela é considerada
para o exercício da medicina na assistência, pesquisa, prevenção de doenças e
promoção de saúde. Ao redor do mundo, seu ponto forte é a emissão de laudos à
distância, por meio de uma plataforma online.
Inteligência Artificial
É um ramo da ciência
da computação capaz de elaborar dispositivos que simulam a capacidade humana de
raciocinar, perceber, tomar decisões e resolver problemas. No setor saúde, a IA
pode oferecer benefícios por meio da geração de dados, ensinando como tratar
doenças e colocar os pacientes no centro da gestão em saúde. Além disso, ela
ajuda na prevenção, detecção de doenças nos estágios iniciais e na
identificação de melhores tratamentos. Os principais benefícios são:
- Maior precisão nos diagnósticos;
- Otimização no armazenamento de
dados; - Ampla base de dados para
diagnósticos precoces; - Softwares ágeis e prontuários eletrônicos;
- Melhores
recursos no tratamento do câncer.
No entanto, junto
com essas inovações surgem também alguns desafios concernentes a implantação e ao
manuseio desses dispositivos, que podem demandar tempo e investimento das
instituições para a capacitação dos profissionais que irão manuseá-los. Deve-se
levar em consideração uma série de fatores que influenciarão na escolha do
dispositivo adequado e no alcance dos resultados esperados para cada caso.