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Tudo sobre inibidores da monoamina oxidase

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Os Inibidores da monoamina oxidase (IMAOs) estiveram entre os primeiros fármacos introduzidos clinicamente como antidepressivos, foram
descobertos quase simultaneamente à descoberta da imipramina. O primeiro IMAO, a iproniazida, sintetizada com vistas ao tratamento da
tuberculose, provocava euforia e hiperatividade em alguns pacientes. Todavia, foram superados por outros tipos de antidepressivos, cujas eficácias clínicas foram consideradas melhores e cujos efeitos adversos, em geral, são menores que os dos IMAOs.

A enzima monoamino-oxidase é encontrada em quase todos os tecidos, e existe em duas formas moleculares semelhantes, codificadas por genes separados.

  • A MAO-A tem preferência de substrato pela 5-HT e é o principal alvo para os IMAOs antidepressivos.
  • A MAO-B tem preferência de substrato pela feniletilamina e a dopamina. O tipo B é inibido seletivamente pela selegilina, usada no tratamento da doença de Parkinson

Esses fármacos causam inibição irreversível da enzima e não distinguem as duas isoenzimas principais.

Os IMAO de primeira geração incluem os derivados da hidrazina, a exemplo da fenelzina e da isocarboxazida, e os derivados não hidrazínicos, como a tranilcipromina, que resulta da ciclização da cadeia lateral isopropil da anfetamina.

Quais as drogas

  • Tranilcipromina: parnat – 10mg. Único IMAO disponível no Brasil.
  • Moclobemina – aurorix (não disponível no Brasil).

Farmacocinética

Essas drogas são bem absorvidos por via oral. Sua distribuição no organismo se faz de acordo com a localização da MAO, bem como de acordo com a composição lipídica tissular, o que explica as concentrações mais elevadas no fígado, coração e cérebro.

A mensuração das concentrações plasmáticas dos IMAO clássicos é de pouca utilidade, uma vez que eles inibem irreversivelmente a MAO. Enquanto essa enzima possui uma meia-vida de 8-12 dias, os IMAO são eliminados rapidamente do plasma (suas meias-vidas é de algumas horas).A inibição da MAO, por estar sujeita à ligação irreversível dos IMAO, necessita de um período de 10-20 dias para que a síntese e a atividade enzimática da MAO retornem aos níveis anteriores ao tratamento.

Farmacodinâmica

Não se sabe muito bem como os IMAOS possuem ação antidepressiva. O rápido aumento de concentração de aminas cerebrais em decorrencia da inibição da inativação metabólica dessas, pode ser um dos fatores envolvidos.

Seu principal efeito é aumentar a concentração citoplasmática das monoaminas nas terminações nervosas, sem afetar grandemente os depósitos vesiculares que são liberados por estimulação nervosa. O aumento do compartimento (pool) citoplasmático resulta em aumento da taxa de liberação espontânea das monoaminas e, também, aumento da liberação por aminas simpatomiméticas com ação indireta, como a anfetamina e a tiramina.

Além dos efeitos sobre a metabolização das monoaminas, mecanismo mais estudado, as ações farmacológicas dos IMAO podem derivar de outros mecanismos que atuam sobre a função amina. Assim, eles podem bloquear a recaptação das aminas ou agir indiretamente, liberando as aminas dos sítios de estocagem.

Efeitos adversos

Em indivíduos normais, os IMAOs causam aumento imediato da atividade motora e desenvolvem euforia e excitação durante alguns dias. Os efeitos dos IMAOs sobre o metabolismo das aminas desenvolvem-se rapidamente, e o efeito de uma única dose dura vários dias.

Os 3 efeitos colaterais mais comuns são

  • Anti-alfa-1-adrenérgico: Hipotensão ortostática (atentar para idosos);
  • Insônia;
  • Disfunção sexual.

Interações medicamentosas

Quando o paciente que faz uso da IMAO é exposto a alimentos ricos em tiramina (que são alimentos envelhecidos, como queijo gorgonzola, vinho tinto, carne defumada (feijoada), chocolate, café, abacate, uva passa), devemos nos atentar, pois esses alimentos, quando degradados, geram um excesso de noradrenalina quando a monoamina oxidase não está funcionando, gerando vasoconstricção periférica e consequente hipertensão de difícil controle. Pacientes em uso de IAMO devem ser orientados a uma dieta pobre em alimentos ricos em tiramina.

Substância Efeito de Inibição da MAO
Certas aminas e precursores das aminas (tiramina, triptamina, dopamina, L- dopa) Potencialização dos efeitos pressores
Dorgas simpatomiméticas (anfetaminas, efedrina, fenilefrina, metaraminol, fenil propanolamina e ADT) Potencialização dos efeitos pressores e hiperpiréticos
Reserpina, metildopa Conversão da resposta hipotensora em resposta hipertensora
Cafeína, teofilina Conversão da hipocinesia e resposta hipotérmina em hipercinesia, agitação e resposta hipertérmina
Insulina, clorpropamida Potencialização da resposta hipoglicêmica
Analgésicos narcóticos Interação tóxica com agitação, tremor, fasciculação, hiperreflexia, hiperpirexia e raramente coma e morte
Interações entre os IMAO clássicos e outras drogas ou constituintes dietéticos

Toxicidade aguda

Os IMAOs do tipo hidrazina (p. ex., fenelzina e iproniazida) produzem, muito raramente (menos de um em 10.000), hepatotoxicidade grave, que parece ser causada pela parte hidrazina da molécula. Não se recomenda, portanto, seu uso em pacientes hepatopatas.

Posologia

O medicamento não deve ser utilizado com outro antidepressivo em 15 dias.

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