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Importância da inteligência emocional na profissão | Colunistas

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É certo que todas as profissões que envolvem relações
humanas direta e constantemente necessitam de perspicácia para lidar com as
pessoas, além de sabedoria por parte do profissional para não levar assuntos do
trabalho para o meio pessoal. Essa sabedoria e perspicácia são o que constituem
a inteligência emocional. Sabedoria para entender a si e aos outros, e
perspicácia para usar essa sabedoria como ferramenta em suas relações
interpessoais.

O psicólogo americano Howard Gardner, com sua Teoria da
Múltiplas Inteligências, divide a inteligência humana em 9 inteligências:

  • Inteligência lógico-matemática
  • Inteligência linguística
  • Inteligência visual-espacial
  • Inteligência corporal-cinestésica
  • Inteligência musical
  • Inteligência interpessoal
  • Inteligência intrapessoal
  • inteligência naturalista
  • Inteligência existencial

A inteligência emocional é constituída pelas inteligências
intrapessoal e interpessoal. Com ela, há a compreensão dos próprios
sentimentos, emoções e reações (intrapessoal), além da compreensão dos
sentimento, emoções e reações das outras pessoas (interpessoal). Pode-se dizer
que quanto maior for a sua inteligência emocional, maior será sua empatia e sua
habilidade em se relacionar com outras pessoas.

Um médico, por exemplo, que trabalha em posto de saúde ou em
um consultório lotado, provavelmente receberá reclamações sobre a demora na
espera, ou ainda que as consultas estão muito rápidas. Frente a isso, o médico
deverá agir com sabedora para não se irritar com os pacientes e seus
acompanhantes, além de perspicácia para explicar que se trata de um problema
administrativo e que ele está fazendo o melhor que pode em prol dos pacientes.
Outrossim, a inteligência intrapessoal o ajudará a não levar o estresse da
situação para casa ou ainda se culpar pelo ocorrido, e a inteligência
interpessoal o ajudará a entender o estresse dos pacientes e talvez pensar em
uma solução para a questão.

Outro exemplo seria um enfermeiro do setor pediátrico, que
presencia claros sinais de abuso infantil ou maus-tratos e, a partir disso,
deverá seguir os procedimentos padrões de denúncia para a situação. É
importante que ele tenha inteligência intrapessoal para que, em uma situação
triste e inadmissível como essa, ele possa manter a compostura e sua eficiência
no trabalho, tanto nesse caso quanto nos casos seguintes, e também a
inteligência interpessoal para conseguir conversar e convencer os responsáveis
da criança a permanecerem no local até a chegada de policiais e assistente
social.

Um profissional de demasiada inteligência emocional, tanto
por necessidade, quanto por característica da profissão, é o psicólogo ou
psiquiatra. Eles utilizam sua inteligência emocional como ferramenta de
diagnóstico e tratamento. Ouvi uma vez de um professor que aprecio que todo bom
médico precisa ter um pouco de psicólogo também, haja vista que os problemas de
saúde do ser humano têm estreita relação com a mente. É preciso enxergar o ser
humano como um todo, e não separar de maneira cartesiana o corpo e a mente.
Prova disso são as doenças somáticas. Muitos artigos científicos revelam que
grande número das queixas apresentadas em consultas não apresenta fator
orgânico, ou seja, são somáticas. Depreende-se a partir disso que a
inteligência emocional também é importante para o médico no diagnóstico e no
tratamento, praticamente todo o seu trabalho, portanto.

Outro ponto importante sobre a inteligência emocional na
vida dos médicos é o contínuo e cotidiano contato com o sofrimento, a dor, e a
morte Isto é, o médico (assim como todo profissional da área da saúde) precisa
dessa inteligência para não transformar a sua profissão em um objeto de
suplício contra si mesmo, tomando para si todas as dores alheias; entretanto,
ele precisa dessa inteligência também para que o cotidiano não se torne
cinismo, banalização da dor de outro ser humano.

Ninguém tem poder sobre a vida e a morte, e a inteligência
emocional é necessária para aceitar isso, pois mesmo que o médico trabalhe com
quase perfeição, nem tudo irá proceder como previsto. Ademais, existe na
medicina uma constante penúria advinda do pensamento “será que eu poderia ter
feito melhor?” ou “será que eu serei capaz de não cometer erros médicos?”. Essa
preocupação começa na faculdade, onde os estudantes de medicina (nem todos,
claro) estudam não apenas pensando nas provas, mas também que aquele
conhecimento poderá salvar uma vida no futuro. Esse sentimento faz muitos
estudantes se dedicarem a revisões de semestres anteriores durante as férias,
fins de semana e feriados, período este que deveriam descansar e recuperar as
forças e a motivação para o semestre seguinte ou para as próximas aulas. É
necessário, portanto, inteligência emocional para saber reconhecer os próprios
limites e ser compreensível com as próprias fraquezas e a necessidade de
descanso cujo os médicos não são isentos. Repito: necessidade!

O mesmo se aplica aos profissionais formados. Quando falta
inteligência emocional para reconhecer as suas carências, eles acabam por se
sobrecarregarem com o peso emocional do trabalho, afastando as pessoas próximas
de si, negando a si mesmos o direito a uma vida pessoal que não inclua assuntos
da labuta, e, destarte, adoecendo físico ou psicologicamente. Médicos,
estudantes de medicina, e outros profissionais da saúde, como pode um doente
cuidar de outro doente? Cuidem de si mesmos. Por favor.

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