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A doença falciforme (DF) é a patologia hereditária mais comum, com uma distribuição mundial.
No Brasil, a prevalência da hemoglobina S (HbS) varia de 6% a 15,7% entre os diferentes grupos da população, apresentando maior frequência em descendentes Africanos, fator que corrobora para este seja um problema de saúde pública na região Nordeste.
É caracterizada por alterações na membrana plasmática das hemácias, causando desoxigenação, rigidez e deformação da célula, que assume formato de foice. Além dos acometimentos relacionados à anemia como astenia e palidez.
A DF também leva a um aporte deficiente de oxigênio na microcirculação, que pode resultar em complicações mais graves, como por exemplo, venoclusão, eventos tromboembólicos, hemorragias, Acidentes Vasculares Encefálicos, Infarto Agudo do Miocárdio e Osteonecrose.
A Osteonecrose da cabeça femoral (ONCF) é a principal complicação da DF, possuindo uma prevalência que varia de 3 a 50% entre seus portadores, e seu tratamento ainda é um grande desafio.
O transplante não ablativo autólogo de células-tronco (TNAACT) torna-se uma opção terapêutica eficaz, pois melhora a função articular na ONCF e reduz as dores crônica associada ao quadro, além de ser um procedimento pouco invasivo, apresentando com uma estratégia segura e eficaz para o tratamento da OCNF.
Objetivo: relatar o caso de um paciente portador de ONCF há 07 anos, secundária a DF e avaliar o manejo da dor crônica associado ao quadro com o TNAACT.
Relato de Caso
Paciente, masculino, 30 anos, portador Osteonecrose da cabeça femoral secundária a DF há 07 anos, com dor de intensidade 5 em quadril, de caráter continuo e crises álgicas com intensidade 10 a cada 6 meses.
Relata ter realizado dois implantes de prótese em quadril direito e um em quadril esquerdo, além de já ter passado por 3 TNAACT com melhora temporária do quadro, sendo o último há 3 meses.
Conclusão
O plano terapêutico adotado, TNAACT, propiciou uma melhora considerável na qualidade de vida da paciente, evidenciado pela redução da intensidade dolorosa bem como diminuição das frequências das crises álgicas.
Observa-se também, a necessidade de um acompanhamento multiprofissional, tendo em vista que se trata de uma doença com relevante impacto na qualidade de vida.
REFERÊNCIAS:
1. Adorno EV, Couto FD, Moura Neto JP, Menezes JF, Rego M, Reis MG, et al. Hemoglobinopathies in newborns from Salvador, Bahia, Northeast Brazil. Cad Saude Publica. 2005; 21 :292–8. doi: 10.1590/S0102-311X2005000100032. [ PubMed ] [ Cross Ref ]
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