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Imagem da Tireoide e Linfonodos Cervicais: saiba mais!

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Confira um artigo completo que falamos sobre Imagem da Tireoide e Linfonodos Cervicais para esclarecer todas as suas dúvidas. Ao final, confira alguns materiais educativos para complementar ainda mais os seus estudos.

Boa leitura!

Imagem da Tireoide e Linfonodos Cervicais: Tipos de Transdutor

Antes de adentrar ao conteúdo deste Super Material é importante recordar alguns conceitos básicos. A ultrassonografia (USG) é realizada por meio da colocação de um transdutor sobre a pele do paciente. O transdutor converte energia elétrica em um breve pulso de energia sonora de alta frequência, que é transmitida aos tecidos do paciente.

Os tecidos, então, refletem ecos da energia sonora que voltam até o transdutor. A partir daí, o aparelho de ultrassom realiza a composição da imagem. A forma e a aparência da imagem resultante dependem do design do transdutor.

Assim, vários tipos de transdutor podem ser utilizados durante o exame. Os transdutores lineares, por exemplo, geram imagens de elevada resolução em campo de visão próximo da pele (campo de visão superficial). São muito bem empregados na obtenção de imagem da tireoide. Já para campos de visão profundos, como em exames de abdome e obstétricos, o transdutor convexo é mais adequado, pois possui raio de curvatura maior.

Imagem da Tireoide e Linfonodos Cervicais: Tireoide

Anatomia pela USG

A glândula tireoide consiste em lobos emparelhados de tamanho quase igual conectados através da traqueia por um fino istmo. O parênquima tireoidiano é homogêneo, com fina ecogenicidade de nível médio, maior que a dos músculos.

Os marcos anatômicos incluem a linha média da traqueia cheia de ar, que lança sombra acústica, além da artéria carótida comum e da veia jugular interna quem possuem trajeto paralelo a borda lateral dos lobos tireoidianos.

O músculo longo do pescoço situa-se posteriormente e os músculos esterno-hióideo, esternotireóideo e esternocleidomastóideo são anteriores a tireoide. Os lobos da tireoide muitas vezes têm tamanho ligeiramente assimétrico. Geralmente, o esôfago se projeta por trás da traqueia, quase sempre no lado esquerdo, e não deve ser confundido com massa da tireoide, paratireoide ou linfonodo.

Também podem ser obtidas imagens da artéria e veias tireoidianas superiores entre o polo superior da tireoide e o músculo longo do pescoço. O nervo laríngeo recorrente e a artéria e veia tireoidianas são observados posteriormente em relação aos polos inferiores.

Habitualmente, os músculos esterno-hióideo e esternotireóideo (também chamados de infra-hiódeios) não são vistos na USG como separados e formam uma faixa única de tecido muscular anterior à tireoide. Durante o exame, ainda é possível observar a cápsula da tireoide como uma linha hiperecoica ao redor do parênquima da tireoide.

Em condições normais, os sinais de fluxo detectados com doppler colorido se limitam a periferia e as regiões polares da glândula, com pouco sinal de fluxo em sua parte central. Em relação a técnica de exame com doppler colorido, é importante ressaltar que o exame deve ser realizado sem compressão sobre o parênquima tireóideo, para não subestimar a vascularização.

Imagem: SCM: esternocleidomastóideo SM: Musc. Infra-hióideos (esterno-hióideo, esternotireóideo) Tr: traqueia ACC: artérias carótidas comuns VJI: veias jugulares internas. Fonte: BRANT, W.; HELMS, C. A. Fundamentos de Radiologia. 4.Ed.

O ultrassom da tireoide deve ser realizado preferencialmente com transdutores de alta frequência (7 a 15 MHz). A tireoide pode ser facilmente visualizada com o paciente posicionado em decúbito dorsal e com o pescoço estendido, colocando-se um travesseiro sob os ombros. Os lobos da glândula tireoide devem ser avaliados e medidos nos planos longitudinal e transversal. O istmo deve ser examinado no plano transversal e registrada sua espessura. Nódulos tireoidianos que podem ser encontrados no exame devem ser documentados em número, localização e tamanho em três dimensões e características.

SE LIGA! A hipoplasia da tireoide corresponde a ausência parcial da tireoide. A agenesia de um dos lobos, também chamada de hemiagenesia, ocorre por falha no desenvolvimento de um dos lobos tireóideos e é descoberta ocasionalmente. Curiosamente, a hemiagenesia ocorre em 80% dos casos à esquerda. Nesses casos, a USG evidencia hipertrofia compensatória do lobo contralateral.

Imagem: Hipoplasia tireoidiana. Agenesia do lobo direito da tireoide. Fonte: Google imagem.

Nódulo tireoidiano 

O nódulo da tireoide tem uma prevalência alta na população e é detectado facilmente pela USG. Cerca de 10 a 41% das pessoas possuem nódulos identificados durante a USG. A prevalência dos nódulos aumenta com a idade, sendo que cerca de 50% da população acima de 50 anos apresenta nódulo da tireoide e, destes, apenas 5% são malignos.

A conduta diante dos nódulos da tireoide constitui um problema clínico e diagnóstico, tendo em vista que apenas 5% dos nódulos da tireoide são malignos. Por outro lado, 90% dos nódulos ocultos malignos são carcinomas papilíferos menores que 1,5 cm. Por isso, alguns critérios ultrassonográficos são levados em consideração para a distinção entre nódulos malignos e benignos.

Embora a USG tenha uma boa sensibilidade para o diagnóstico dos nódulos, possui especificidade limitada. Por isso, por isso muitas vezes precisa ser acompanhada da punção aspirativa por agulha fina (PAAF). A PAAF é considerada a modalidade diagnóstica mais precisa entre os exames pré-operatórios para o diagnóstico de nódulo maligno da tireoide.

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