“Se pudermos reduzir o custo e melhorar a qualidade da tecnologia médica através dos avanços na nanotecnologia, podemos abordar mais amplamente as condições médicas que prevalecem e reduzir o nível de sofrimento humano.” – Ralph Merkle
Desde a
segunda metade do século XX, a terceira revolução industrial tem contribuído
para as mudanças significativas em vários aspectos da vida contemporânea. Os
avanços tecnológicos e científicos são visíveis principalmente na medicina e na
informática.
Essa sociedade
global, altamente tecnológica, é, em sua maioria, incapaz de pensar a longo
prazo, uma vez que a vida é vista como algo efêmero, de pouca duração.
Por outro
lado, não se pode ignorar que, mesmo diante de condições adversas para a
prática do altruísmo, há pessoas em todo o um mundo que, de alguma forma,
doam-se aos outros sem pedir nada em troca. E, na grande maioria das vezes,
utilizam dos mais novos recursos tecnológicos para otimizar a qualidade de vida
da sociedade.
Um bom exemplo
para ilustrar esse fato é a criação da inteligência artificial (IA) criada pela
empresa chinesa iFlytek. O doutor assistente IA é um robô, de aspecto
humanoide, com olhos grandes e azuis e um sorriso largo e permanente.
O sistema desenvolvido
pela empresa chinesa baseia-se em realizar o diagnóstico e conduta dos
pacientes, através de diagnósticos anteriores por médicos humanos. E, em fase
inicial, precisará ser confirmado pelo médico não robô para que se possa evitar
alguma intercorrência no processo do atendimento médico.
Há cerca de 2
anos, o médico robô foi o primeiro a alcançar a licença para exercer a medicina
após realizar os exames necessários para a aprovação da sua eficácia.
Não se pode
negar que as inovações tecnológicas estão crescendo e ganhando o seu espaço,
como exemplo são as cirurgias que antes eram feitas de maneira aberta e hoje, a
maioria das cirurgias eletivas se são realizadas por métodos de vídeo ou até
mesmo por equipamentos manuseados por médicos em salas diferentes. O benefício
notório é a diminuição do risco de complicações e do tempo de internação do
paciente.
O que não se
torna diferente com a utilização da inteligência artificial IA, porém, ainda
assim é importante ressaltar é que, por mais que a utilização do robô otimize o
tempo de espera do paciente, tenha capacidade de buscar nos bancos de dados o
seu diagnóstico e tratamento, é de extrema importância que o médico não robô
supervisione as condutas realizadas pela IA.
Sabe-se que a
medicina do futuro e o futuro da medicina dependem da inovação tecnológica. Mas
vale ressaltar que a IA pode ajudar muito a classe médica em seus serviços,
porém, sempre haverá um impasse, pois o médico humano tem a capacidade de
realizar o raciocínio clínico de acordo com a sintomatologia de seus pacientes.
A caminhada não se faz sozinha, é imprescindível que o caminho se faça em
conjunto, pois o objetivo final sempre será a qualidade de vida do paciente e
que este tenha o melhor atendimento que se possa receber.
Finalmente,
compreende-se que os avanços tecnológicos devem ser utilizados não apenas para
diminuir fronteiras e tornar o mundo global, mas também para torná-lo unido e,
respeitando as diferentes culturas, torná-lo mais igual. É nesse contexto que
ações como a de Roberto Burle Marx, que plantou árvores “palma talipot”
para o proveito do próximo, devem ser valorizadas, para que a vida, apesar de
efêmera, possa ser aproveitada por todos em conjunto.