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Histologia do Sistema Reprodutor Feminino: saiba tudo!

sistema reprodutor feminino

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A histologia do sistema reprodutor feminino é uma área da anatomia que estuda os tecidos e estruturas microscópicas que compõem os órgãos responsáveis pela reprodução nas mulheres.

O sistema reprodutor feminino é complexo e inclui vários órgãos, como os ovários, as tubas uterinas, o útero, a vagina e as glândulas mamárias.

Confira um artigo completo que falamos sobre a Histologia do Sistema Reprodutor Feminino para esclarecer todas as suas dúvidas!

Sistema reprodutor feminino

O sistema reprodutor feminino é constituído pelos órgãos reprodutores internos:

  • Ovários
  • Tubas uterina
  • Útero
  • Vagina
  • Genitália externa (clitóris, vestíbulo, grandes lábios e pequenos lábios).
Desenho esquemático dos órgãos sexuais internos femininos (vista posterior).
Imagem: Desenho esquemático dos órgãos sexuais internos femininos (vista posterior). Fonte: PAWLINA, Wojciech. Ross Histologia.

A partir do nascimento, os órgãos reprodutores encontram-se incompletamente desenvolvidos e permanecem em estado de repouso até que os hormônios gonadotróficos, secretados pela glândula hipófise, sinalizem o início da puberdade. Tal período tem como marca inicial a menarca, isto é, a primeira menstruação.

Depois disso, o sistema reprodutor sofre modificações cíclicas em sua estrutura e em sua atividade funcional, controladas por mecanismos neurohormonais. A menopausa é um período variável durante o qual as modificações cíclicas tornam-se irregulares e acabam cessando. Após a menopausa, há uma lenta involução do sistema reprodutor.

Desenvolvimento dos ovários

Os estágios iniciais da oocitogênese ocorrem durante a vida fetal, quando as divisões mitóticas aumentam maciçamente o número de ovogônias (células germinativas primordiais) até próximo ao final do 5º mês fetal. Neste período, cada ovário contém cerca de 5 a 7 milhões de ovogônias. Cerca de 1 milhão delas tornam-se envolvidas por células foliculares e sobrevivem até o nascimento.

Do milhão de ovogônias que sobrevivem formando folículos primordiais, cerca de 600.000 tornam-se atrésicas durante a primeira década de vida, e na menarca. Uma mulher jovem possui apenas cerca de 300.000 a 400.000 folículos.

Geralmente, a ovulação ocorre a cada 28 dias durante os próximos 30 a 40 anos, com um ovócito sendo liberado a cada mês, contabilizando um total de cerca de 450 ovócitos liberados durante o período reprodutivo. Os folículos restantes degeneram e morrem.

Folículos primordiais

Imagem: Folículo primordial. A. Desenho esquemático de um folículo primordial, com o ovócito detido na prófase da primeira divisão meiótica. B. Fotomicrografia de folículos primordiais; células foliculares achatadas (CF); núcleo (N); Ovócitos cujos núcleos não estão incluídos no plano do corte (X); folículos nos quais o ovócitos não aparecem, apenas as células foliculares em cortes frontal ou tangencial (setas). Fonte: PAWLINA, Wojciech. Ross Histologia.

Os folículos primordiais, os mais primitivos, formados durante a vida fetal, são constituídos por um ovócito primário, circundado por uma única camada de células foliculares achatadas aderidas umas às outras através de desmossomos. Ao nascimento, esses ovócitos encontram-se parados na fase de diplóteno da prófase da meiose I.

O ovócito primário é uma célula esférica que apresenta um núcleo grande e excêntrico com um único nucléolo bem evidente. Contém numerosas mitocôndrias, abundantes aparelhos de Golgi e retículo endoplasmático rugoso contendo poucos ribossomos. A maioria desses folículos se localiza na região cortical, próximo à túnica albugínea. Uma lâmina basal envolve as células foliculares e marca o limite entre o folículo e o estroma conjuntivo adjacente.

Oocitogênese

A oocitogênese é um processo que se baseia em uma meiose. Com isso, vamos fazer uma rápida revisão dos conceitos de divisão celular que abrangem esse processo. A meiose é caracterizada por duas divisões reducionais.

Como os gametas masculino e feminino fundem-se durante a fecundação, é essencial que cada gameta apresente metade dos cromossomos da espécie para garantir que a diplopia da espécie seja reestabelecida. Na primeira meiose, há a produção de duas células-filhas contendo um conjunto haploide completo de cromossomos duplicados, constituídos de duas cromátides-irmãs, o ovócito primário e o primeiro corpúsculo polar.

Já a segunda meiose, é semelhante à mitose e é caracterizada pela formação de quatro células-filhas, dentre elas o ovócito secundário, com metade do número de cromossomos da célula que as originou.

O que ocorre na puberdade?

A partir da puberdade, a cada dia um pequeno grupo de folículos primordiais inicia um processo de crescimento folicular – modificações do ovócito, das células foliculares e dos fibroblastos do estroma que envolve cada um desses folículos. Inicialmente, o ovócito aumenta de tamanho e ocorre proliferação das células foliculares achatadas circundantes, que se tornam cuboides. Neste estágio, o folículo passa a ser identificado como folículo primário.

Dentre a grande população de folículos primordiais, não se sabe como são selecionados os folículos que abandonam seu estado de repouso e entram na fase de crescimento. O crescimento folicular é estimulado pelo FSH secretado pela hipófise.

Histologia dos ovários

Sua superfície é coberta por um epitélio pavimentoso ou cúbico simples, o epitélio germinativo, que corresponde a uma modificação do mesotélio do peritônio. Sob o epitélio germinativo, há uma camada de tecido conjuntivo denso não modelado, pouco vascularizada, a túnica albugínea, responsável pela cor esbranquiçada do ovário.

Abaixo da túnica, há a zona cortical, na qual predominam os folículos ovarianos, e, mais internamente, a zona medular, que contém tecido conjuntivo frouxo fibroelástico com um rico leito vascular. Entre essas zonas não há um limite bem definido.

Imagem que mostra Parte de um corte de ovário que mostra as regiões cortical e medular (Fotomicrografia. HE. Pequeno aumento).
Imagem: Parte de um corte de ovário que mostra as regiões cortical e medular (Fotomicrografia. HE. Pequeno aumento). Fonte: L.C.JUNQUEIRA; CARNEIRO, José. Histologia Básica.

Ovários: entenda as funções

Os ovários desempenham duas funções interrelacionadas: a gametogênese (produção de gametas) e a produção de hormônios. Os principais hormônios secretados pelos ovários são o:

  • Estrogênio
  • Progesterona

Os ovários apresentam forma de amêndoas e estão ligados ao ligamento largo do útero por meio de uma prega de peritônio conhecido como mesovário, onde encontramos vasos sanguíneos para a nutrição dos ovários.

Nesse contexto, o polo superior do ovário está fixado à parede pélvica pelo ligamento suspensor do ovário e o polo inferior está fixado ao útero pelo ligamento útero-ovárico (remanescente do cordão fibroso embrionário que fixa a gônada em desenvolvimento ao assoalho da pelve).

O que é o folículo ovariano?

O folículo ovariano é o conjunto do ovócito e das células foliculares que o envolvem, também chamadas de células da granulosa. Os folículos localizam-se no tecido conjuntivo (estroma) da zona cortical, onde há fibroblastos.

A região central do ovário, a medula, é constituída por fibroblastos frouxamente situados em uma matriz rica em colágeno contendo fibras elásticas, além de grandes vasos sanguíneos, vasos linfático e fibras nervosas.

Histologia das tubas uterinas (ou trompas de Falópio)

As tubas uterinas têm a importante função de capturar o óvulo liberado pelo ovário durante a ovulação, fornecer um ambiente adequado para a fertilização e transportar o embrião fertilizado até o útero.

A mucosa das tubas uterinas é revestida por um epitélio ciliado que possui células ciliadas e células secretoras. As células ciliadas têm cílios móveis que batem em direção à cavidade uterina. Esses cílios são responsáveis por criar movimento na tuba uterina, o que ajuda a transportar o óvulo e o embrião fertilizado. As células secretoras produzem muco que fornece um ambiente adequado para a sobrevivência dos espermatozoides e do embrião.

Sob a mucosa, há uma camada muscular (miometrio) na parede das tubas uterinas. Essa camada é composta principalmente por músculo liso. A contração do músculo liso ajuda no transporte do óvulo fertilizado em direção ao útero.

A camada mais externa da parede das tubas uterinas é conhecida como serosa, que é um tipo de tecido conjuntivo que envolve o órgão. A serosa fornece suporte estrutural e proteção às tubas uterinas.

Histologia do sistema reprodutor Feminino: útero

O útero é composto por várias camadas de tecido que se adaptam às diferentes fases do ciclo menstrual e à gravidez:

  • Endométrio: a camada mais interna do útero é chamada de endométrio. O endométrio é uma mucosa altamente vascularizada que reveste a cavidade uterina. Durante o ciclo menstrual, essa camada passa por mudanças cíclicas. Se uma gravidez ocorrer, o endométrio é o local onde o embrião se implanta e se desenvolve
  • Miométrio: a camada média do útero é composta pelo miométrio, que consiste principalmente em músculo liso. O miométrio é responsável pelas contrações uterinas durante o trabalho de parto e também ajuda a empurrar o embrião em direção ao endométrio após a fertilização
  • Perimétrio: a camada mais externa do útero é chamada de perimétrio, que é uma camada de tecido conjuntivo que envolve o órgão, proporcionando suporte estrutural e proteção

Além dessas camadas principais, o endométrio possui várias glândulas mucosas tubulares que secretam muco e nutrientes que são necessários para a sobrevivência do embrião, caso ocorra a fertilização. As glândulas endometriais passam por alterações ao longo do ciclo menstrual, incluindo o espessamento durante a fase secretora do ciclo.

Durante a gravidez, o útero sofre expansão significativa para acomodar o crescimento do feto. O miométrio desempenha um papel importante nessas alterações, uma vez que suas contrações ajudam a posicionar o feto para o parto.

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Referência bibliográfica

  • Cunningham F G. Ginecologia de Williams. Porto Alegre: Mc Graw Hill, Artmed, 2011.
  • Crispi C. Tratado de Videoendoscopia e Cirurgia Minimamente Invasiva em Ginecologia. Rio de Janeiro: Revinter. 2011.
  • Comissões Nacionais Especializadas de Ginecologia e Obstetrícia. Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia –Manual de Orientação: Mastologia, Rio de Janeiro, 2010.

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