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Hiperglicemia: fisiopatologia da doença crítica na UTI

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A hiperglicemia é um quadro bastante frequente em pacientes críticos internados em UTI. Sua presença está relacionada diretamente com o aumento da morbimortalidade, independente da causa do internamento.

Por outro lado, ainda restam muitas dúvidas relacionadas à fisiopatologia, a qual influencia significativamente no seu manejo.

Por que ocorre hiperglicemia na UTI?

Existem inúmeros agentes envolvidos no descontrole glicêmico, sendo resultado de um conjunto de interações neuro-hormonais.

De modo geral, ocorre aumento da produção de glicose pelo fígado associado a elevação da resistência periférica a insulina. Tudo isso independentemente dos níveis de glicose e insulina séricos.

Além disso, é importante ressaltar que tal mecanismo é comum no paciente crítico, mesmo não sendo previamente diagnosticado com diabetes. Isso decorre do bloqueio da resposta dos hepatócitos à insulina.

O estresse metabólico no paciente grave

O paciente grave está sujeito a um quadro de estresse em seu metabolismo, no qual inúmeros mediadores são estimulados.

A liberação de hormônios contrarregulatórios, como os corticoesteroides, o glucagon e as catecolaminas, possuem um papel fundamental no descontrole glicêmico, visto que estimulam a gliconeogênese e a lipólise.

Cabe também destaque ao hormônio de crescimento, angiotensina II e, sobretudo, as citocinas pró-inflamatórias (IL-6). Esses, por sua vez, se relacionam ao aumento da resistência insulínica.

A nutrição, seja por via parenteral ou enteral contínua, assim como a terapia com glicorticoides exógenos, também contribuem para a quebra da homeostase e a hiperglicemia de estresse no paciente grave.

Resumindo a fisiopatologia da hiperglicemia na UTI…

Resumo da fisiopatologia da hiperglicemia no doente crítico da UTI
Figura 1: Hiperglicemia: fisiopatologia da doença crítica na UTI. Fonte: M. V. Viana et al., 2014.

Por fim, percebe-se que a hiperglicemia de estresse tem impacto negativo sobre a função imune, cicatrização feridas e na função endotelial. Com isso, aumenta o risco para novas complicações no quadro clínico.

Complicações relacionadas a hiperglicemia na UTI

A hiperglicemia e a deficiência relativa de insulina aumentam a
predisposição a complicações. Dentre elas, destacam-se:

  • Infecções de corrente sanguínea
  • Polineuropatias
  • Disfunção de múltiplos órgãos
  • Morte

Referências

  • AZEVEDO, Luciano César Pontes de; TANIGUCHI, Leandro Utino; LADEIRA, José Paulo; MARTINS, Herlon Saraiva; VELASCO, Irineu Tadeu. Medicina intensiva: abordagem prática. [S.l: s.n.], 2018.
  • MV Viana et al., 2014. Avaliação e tratamento da hiperglicemia em pacientes graves. Disponível em: < https://bit.ly/3bL0Iwm >.

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