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Habilidades médicas essenciais para carreira | Colunistas

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Confira neste artigo, tudo que é importante que o profissional médico domine algumas habilidades médicas e procedimentos essenciais em um atendimento.

É claro que é praticamente impossível que um profissional saiba a fundo sobre todas as áreas, porém existe um conhecimento básico que deve ser comum a todos os médicos para sua prática diária.

Essas habilidades podem ser consideradas desde como se comunicar com seu paciente, até procedimentos mais específicos como suportes de vida avançados.

Vou listar aqui nesse texto as habilidades básicas que, na minha opinião, nós, médicos, devemos ter.

Habilidades médicas e procedimentos específicos

É evidente que alguns procedimentos são bem importantes para a prática clínica. Entre eles:

  • aferir uma pressão arterial,
  • realizar uma intubação orotraqueal,
  • fornecer um suporte de vida avançado

No entanto, o médico não deve apenas se contentar com esses. É preciso construir uma boa relação com o paciente e possuir habilidades que possam levar a melhores resultados.

A boa comunicação com o paciente

O profissional deve escutar atentamente o paciente, realizando escuta ativa, evitando interrompê-lo. Vários estudos já avaliaram a forma em que o médico se comunica com o paciente.

Um deles (LANGEWITZ et al 2002) considerou 335 entrevistas, onde a resposta do paciente foi cronometrada, sendo que o tempo médio em que o paciente falou sem interrupção foi de 92 segundos.

Um estudo mais antigo (BECKMAN E FRANKEL, 1984) apontou que o médico interrompe o paciente em 18 segundos.    

Com essa habilidade, o médico consegue, além de compreender o que o paciente necessita e anseia, estabelecer um vínculo que pode ser essencial para a construção do plano terapêutico.

Fornecer uma má notícia

Além de uma boa comunicação, o médico deve saber passar uma informação que provavelmente não irá agradar seu paciente e seus familiares ou que pode trazer mudanças na vida dessas pessoas.

O protocolo SPIKES, construído por Bachman em 1992, serve para orientar o médico de como tornar didática a comunicação de notícias ruins.

Basicamente ele orienta a se preparar para o encontro, perceber seu receptor, convidá-lo para o diálogo, transmitir informações e como expressar as emoções.

Realizar um exame clínico de forma correta

 Depois da anamnese, o exame físico é o mais importante durante uma consulta médica. Isso porque além de complementar os achados da história, pode evidenciar e/ou excluir hipóteses diagnósticas.

Ademais, em uma consulta de urgência pode servir como parâmetro complementar para definir a gravidade do paciente.

Solicitação racional de exames complementares

O exame serve para confirmar ou excluir uma hipótese diagnóstica em casos ambulatoriais, acompanhar condições crônicas, como em pacientes hipertensos e diabéticos, conduzir os pré-natais ou para avaliação de gravidades em atendimentos de emergência.

De qualquer forma, para solicitação de forma racional desses exames, o médico deve detalhar bem a história e exame físico, como já mencionado anteriormente nesse texto.

Para resumir essa questão, é imprescindível que se compreenda que se deve honrar o nome completo, que é “exames complementares”. Serve para ajudar o profissional da saúde a complementar sua suspeita.

Esses exames não devem ser considerados ‘’uma arma que atira para todos os lados’’, em busca de diagnósticos ou ideias.

Reconhecer as emoções transferidas pelo paciente

Na consulta médica, o paciente pode procurar o profissional e demonstrar facilmente suas angústias, medos ou esperanças. Dessa maneira, surge uma das habilidades do profissional nessa questão, de reconhecer as informações não verbais que o paciente passa, seja através de gestos, fisionomias ou até mesmo pela fala (velocidade, tom de voz).

Assim, ainda, durante o atendimento a um paciente, podem ocorrer dois processos, o de transferência e o de contra-transferência.

O de transferência representa os sentimentos (positivo) e/ou problemas (negativo) que os pacientes trazem para a consulta, baseados em experiências prévias.

Já a contratransferência equivale às emoções emanadas pelo profissional da saúde ao paciente, podendo ser, também, positiva ou negativa.

Habilidades médicas com a tecnologia

 Outra habilidade de grande importância para o médico e os demais profissionais da saúde é o manuseio de computadores e de redes, uma vez que a tecnologia faz parte e ajuda muitos no mundo atual.

Por exemplo, hoje em dia, muitas das unidades de saúde, principalmente nas capitais brasileiras, utilizam o prontuário eletrônico para anotações das informações do paciente.

Dessa forma, os profissionais (médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas e demais envolvidos no atendimento do paciente) devem saber manusear de forma correta tanto o computador, como o sistema disponibilizado para tal objetivo.

Outro exemplo é o teleatendimento, que se popularizou nos últimos anos, estimulado pela pandemia do COVID-19.

Dessa maneira, esse modelo de atendimento consiste em atender pacientes em dúvidas simples (que não haja tanta necessidade de ver o paciente presencialmente, uma vez que, em demais casos, é imperioso o exame físico). Geralmente, funciona como um serviço de teleorientação ou triagem.

Sou Marcel Aureo, médico generalista.

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