Você quer saber mais sobre os detalhes das áreas de Ginecologia e Obstetrícia? Neste artigo explicaremos tudo sobre o assunto!
A saúde da mulher é um assunto recorrente, assim como a ida recorrente aos especialistas que possam ajudar com mais precisão nas possíveis dúvidas e até irregularidade desconhecida pela paciente.
No entanto, muitas mulheres ainda não sabem diferenciar o papel do profissional em Ginecologia do de Obstetrícia e muito menos o que as aproximam. Além disso, existe um caminho para entender essas profissões.
Neste artigo, você entenderá quais são as diferenças entre as áreas, remuneração, residência e muito mais.
Qual a diferença da Ginecologia com a Obstetrícia?
A Ginecologia é a especialização que não só estuda, mas também fica responsável por cuidar, diagnosticar e tratar o aparelho reprodutor feminino.
Já a Obstetrícia é a ciência que estuda a reprodução humana. Ela contempla a gestação, parto e puerpério, compreendendo seus aspectos fisiológicos e patológicos.
O que é Ginecologia Obstetrícia?
A Ginecologia Obstetrícia é a formação que lida com as duas especialidades ao mesmo tempo. É possível optar pela especialização em Ginecologia, Obstetrícia ou Ginecologia Obstetrícia. Nesse último caso, o especialista é responsável tanto pela rotina da mulher, como exames preventivos, quanto pela gestação e parto.
O ginecologista obstétrico também lida com cirurgias e momentos mais complexos, como a retirada de um útero ou de uma mama.
História da Ginecologia Obstetrícia
Historicamente, o parto era feito por outras mulheres, de forma natural, em sua maioria feito por parteiras. O parto era algo a ser assistido e havia interferência apenas se houvesse alguma complicação.
No século XVI, na Europa, em especial na França, formou-se uma cooperação entre parteiras e médicos. Ali, desenvolveu-se a concepção de que os médicos deveriam estar presentes no parto, para garantir que o corpo da futura mãe continue funcionando normalmente.
Nessa época, o parto ainda era compreendido como uma patologia, o que trazia medo às mulheres. Isso acabou possibilitando aos homens o controle sobre os partos nos séculos seguintes.
O cenário só mudou em meados do século XIX. Nos Estados Unidos, a população mais pobre era atendida por parteiras, que realizavam partos mais seguros e bem sucedidos do que os realizados por médicos em classes mais altas.
Com isso, a profissão passou a assumir que o parto era algo natural e normal, mesmo havendo possibilidades de incidentes. Até o século XIX, as duas profissões se confundiam. A Ginecologia só ganhou espaço após a Revolução Industrial.
No Brasil, a profissão só passou a existir em 1808. Em, 1930 a profissão passou a ser reconhecida como uma especialização.
Já em 1959, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia foi fundada em Belo Horizonte. Seu objetivo é promover o aperfeiçoamento e fornecer o título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia
O especialista em Ginecologia Obstetrícia e a sua rotina
O especialista em Ginecologia Obstetrícia deve ter algumas características que facilitem sua atuação.
Assim como outras especializações, a área exige que o profissional tenha um contato mais próximo da paciente e saiba como reagir a diferentes situações. Veja algumas características desejáveis:
- Ter boas habilidades de comunicação;
- Ser empático;
- Saber trabalhar bem em equipe.
Em seu dia a dia, o especialista em Ginecologia Obstetrícia deverá lidar com gestantes, com pacientes com problemas hormonais e patologias das mais diversas doenças do corpo feminino.
Deverá colocar em prática basicamente tudo o que foi visto na faculdade. Conhecimentos em anatomia, embriologia, técnica cirúrgica, farmacologia, psicologia, ética, e muito mais, serão exigidos.
O que faz um Ginecologista Obstétrico?
Esse profissional possui uma grande importância para a vida saudável das mulheres. Algumas funções possíveis de responsabilidade desse especialista é:
- Exame de saúde feminina;
- Cuidados preventivos;
- Cuidados pré-natais.
Já indo para o campo de tratamentos, alguns possíveis são:
- Câncer de mama;
- Cólicas menstruais;
- Endometriose;
- Vaginose;
- ISTs;
- Cistos no ovário e mais.
No atendimento de gestante de rotina, utiliza materiais simples, como fita métrica, balança e aparelho de ultrassonografia. No atendimento ginecológico, diferentes tamanhos de espéculos e material para coleta de exame preventivo, por exemplo.
Mercado de trabalho e áreas de atuação
A Ginecologia e a Obstetrícia são especialidades clínico-cirúrgicas, que constituem uma das quatro grandes áreas da medicina. Além disso, é uma das mais desejadas pelos profissionais de medicina.
De acordo com a Demografia Médica no Brasil, divulgada em 2023, existem 37.327 especialistas em ginecologia e obstetrícia no país.
Essa especialidade tem diversas opções do mercado de trabalho, sendo possível ter uma rotina organizada e com boas condições de trabalho.
A Ginecologia Obstetrícia é uma área bastante completa da medicina, pois pode estar presente nos atendimentos:
- Ambulatoriais;
- Hospitalares;
- Clínicos;
- Cirúrgicos;
- Laboratoriais.
É possível optar por atendimento de pré-natal e realização de partos, o que pode fazer com que a rotina não seja tão bem definida, tendo horários de trabalho menos previsíveis.
Quem decide realizar atendimento ambulatorial, por outro lado, terá horários bem definidos e raramente sairá da rotina. O mesmo acontece com aqueles que passam a realizar exames complementares em laboratórios.
Há também a possibilidade de realizar plantões, que podem chegar a ter 36 horas seguidas.
Porém, apesar de não parecer, quem trabalha dessa forma consegue se organizar e limitar suas atividades para o período do plantão. Ainda é possível prestar um concurso público, abrir o próprio consultório ou atender o Sistema Básico de Saúde (SUS).

Remuneração do ginecologista e obstetra
A remuneração do especialista em Ginecologia e Obstetrícia varia de acordo com sua escolha de função, com o regime de contratação e com a região do país.
De acordo com o site Salario.com, a média salarial do médico ginecologista e obstetra é de R$ 7.550,23 para uma jornada de 21 horas semanais.
O salário desse profissional pode variar entre o piso salarial de R$ 7.344,03 e o teto de R$ 16.467,46.
A Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia
Para obter o título de médico especialista em Ginecologia e Obstetrícia, é preciso concluir a Residência Médica em uma das Instituições reconhecidas pelo Ministério da Saúde ou prestar o concurso oferecido pela Febrasgo.
A Residência em Ginecologia e a Obstetrícia tem duração mínima de três anos, com possibilidade de anos adicionais, dependendo da capacidade do serviço oferecido pelo programa.
A escolha do hospital para residência é parte fundamental do processo. Cada tipo de serviço tem suas próprias características e é importante que o residente se sinta confortável e se adapte ao local escolhido.
Como são os anos de residência em Ginecologia e Obstetrícia?
O primeiro ano de Residência em Ginecologia e Obstetrícia é voltado para a formação obstétrica, como pronto atendimento e pré-natal de baixo risco.
No segundo ano, a especialização foca em Ginecologia, com atuação em ambulatórios especializados, por exemplo.
No terceiro ano, o médico passa a estudar mais a área de gravidez de alto risco e visitar ambulatórios especializados em Obstetrícia. Há treinamento em atendimento de pacientes graves e para concluir o aprendizado básico em ultrassonografia.
Com isso, o residente deve ter em mente, no início da especialização, que seu trabalho será repetitivo e braçal. Conforme os anos forem passando, sua responsabilidade aumentará, até que esteja pronto para o mercado de trabalho.
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