Confira um artigo completo que falamos sobre o Gerenciamento de Desastres e Vítimas em massa para esclarecer todas as suas dúvidas. Ao final, confira alguns materiais educativos para complementar ainda mais os seus estudos.
Boa leitura!
Gerenciamento de Desastres e Vítimas em massa
Do ponto de vista médico, os desastres podem ser definidos como incidentes ou eventos em que as necessidades dos doentes sobrecarregam ou extrapolam os recursos necessários para os seus cuidados, ou seja, o número de doentes que requerem assistência médica dentro de um dado período de tempo é tão grande que os profissionais dos serviços médicos não conseguem cuidar deles com os recursos habitualmente disponíveis e necessitam de mais auxílio, às vezes externo.
Os termos “incidentes com múltiplas vítimas (IMVs)” e “eventos com vítimas em massa (EVMs)” são eventos que envolvem mais do que uma vítima, mas que podem ser resolvidos com os recursos habitualmente disponíveis. Alguns autores diferenciam os termos devido as estratégias que podem ser utilizadas como alternativa para triagem e tratamento.
Mas basicamente, IMVs refere-se a desastres nos quais os recursos para o cuidado do doente estão sobrecarregados, mas não são extrapolados; já EVMs são desastres nos quais os recursos para o cuidado do doente são extrapolados e não podem ser suplementados imediatamente.
Embora desastres em geral ocorram sem um aviso prévio, o preparo e a antecipação dos recursos e profissionais de saúde aumenta a capacidade do sistema de atendimento à saúde. Tal preparação é responsabilidade institucional e pessoal de cada unidade de saúde e de cada profissional.
A capacidade de responder a situações de desastre está comprometida pela demanda excessiva de recursos, capacidade e estruturas organizacionais. Assim, o principal objetivo da resposta é reduzir a morbidade (lesão, doença) e a mortalidade (morte) causadas pelo desastre.
Se liga! O princípio-chave da resposta médica a um desastre é fazer o melhor para o maior número de doentes com os recursos disponíveis.
Os desastres
Podemos classificar os desastres quanto a evolução, intensidade e origem.
Evolução
Desastres súbitos ou de evolução aguda: Caracterizados pela rapidez com que evoluem e, normalmente, pela violência dos fenômenos que os causam.
Desastres de evolução crônica, gradual: evoluem progressivamente ao longo do tempo, como por exemplo no caso das secas e estiagens.
Desastres por somação de efeitos parciais: Caracterizados pela acumulação de eventos semelhantes, cujos danos, quando somados ao término de um determinado período, representam também um desastre muito importante, como por exemplo, no caso dos acidentes de trânsito.
Intensidade
| NÍVEL | DESCRIÇÃO |
|---|---|
| I | São de pequeno porte, com danos facilmente suportáveis e superáveis pelas próprias comunidades afetadas. |
| II | São de médio porte, com danos e prejuízos que podem ser superados com recursos da própria comunidade, desde que haja uma mobilização para tal. |
| III | São de grande porte e exigem ações complementares e auxílio externo. |
| IV | São de muito grande porte e, nesses casos, os danos e prejuízos não são superáveis e suportáveis pelas comunidades sem ajuda de fora da área afetada. |
Origem
Desastres naturais: provocados por fenômenos e desequilíbrios da própria natureza.
Desastres humanos: caracterizam-se por serem provocados por ações ou omissões humanas.
Desastres mistos: caracterizam-se por ocorrerem quando as ações ou omissões humanas contribuem para intensificar, complicar e/ou agravar desastres naturais.

