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Conceitos introdutórios sobre exames de imagem

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Os avanços científicos e tecnológicos que o mundo experimentou no último século foram sentidos em muitas áreas distintas do conhecimento. Na Medicina, não poderia ser diferente. Assim, os exames de imagem se destacam como uma das inovações mais importantes do saber médico.

Hoje em dia, o que seria da Medicina sem os exames de imagem? Claro que essa tecnologia não pode eximir o médico de sua responsabilidade de ser um bom profissional, mas existem muitas coisas que até o mais experiente dos médicos não consegue enxergar.

Então é exatamente aí que mora a importância dos exames de imagem: enxergar além daquilo que o olho vê. Assim, vários diagnósticos e tratamentos se modernizaram e agora podem ser feitos em minutos.

Por conta disso, todos os médicos e estudantes de Medicina têm a obrigação de ter uma boa base em exames de imagem. Se você ainda se confunde nas principais indicações, em qual exame é qual e como eles são realizados, confira a seguir uma introdução aos principais exames.

Radiografia: O mais famoso dos exames de imagem

Resultado de imagem para raio x

A radiografia é um exame rápido, de fácil execução, de baixo custo e bem disponível. Assim, é um exame indispensável na prática médica, e deve ser bem conhecido por todos os médicos.

Não é apenas o ortopedista que vai lidar com um raio-X, muito pelo contrário. Cardiologistas, pneumologistas, gastros, todos os cirurgiões, médicos generalistas em emergências, enfim, a grande maioria dos médicos terá que ler uma radiografia ao longo da carreira.

Como funciona o exame?

O aparelho emite um feixe de raios X em direção ao paciente. Esses raios, por sua vez, são uma forma de radiação eletromagnética. Então, os raios irão penetrar as estruturas do corpo até atingir um detector posicionado atrás do paciente. Esse detector, seja digital ou um filme fotográfico, irá formar uma determinada imagem a partir da quantidade de radiação que chegar nele.

Entretanto, os raios X não atravessam o nosso corpo de forma uniforme. Para atravessar ossos, por exemplo, eles têm maior dificuldade, enquanto que passam mais tranquilamente por estruturas moles e mais facilmente ainda por ar. Assim, como cada estrutura possui a sua capacidade de absorção desses raios, a imagem formada no filme permitirá a distinção de cada parte do corpo.

Então estruturas densas, como ossos ou partes de metal acrescentadas em uma cirurgia, são mais claras na radiografia do que estruturas de pouca densidade, como tecidos moles ou até mesmo o ar. Confira na imagem do início dessa seção como as costelas estão brilhantes e o ar dos pulmões está escuro.

As radiografias são úteis para diagnosticar fraturas ósseas, pneumotórax, pneumoperitônio, para conferir a eficiência de um procedimento, como intubação, entre outras utilidades.

Tomografia Computadorizada

A tomografia computadorizada, ou TC, é um exame de imagem muito importante para várias situações. Na neuroimagem, a TC de crânio é uma das formas mais comuns de diagnosticar várias patologias, como AVC, TCE e aneurismas. Além disso, pode-se detectar hemorragias, nódulos (cancerígenos ou não), embolia pulmonar, pneumonia, dentre muitas outras doenças.

Esse exame é feito a partir da combinação de uma máquina de raios x com computadores que transformam os sinais obtidos em imagens de ótima definição dos órgãos do corpo.

Além da tomografia usual, a injeção de contraste pode auxiliar na melhor visualização de estruturas vasculares e de outros órgãos, o que também amplia o leque diagnóstico do exame.

Assim como a radiografia, sua principal contra indicação é o uso de radiação. Assim, quando possível e indicado, opte pelo uso de exames de imagem não radioativos.

Ressonância Magnética

rm de joelho

A ressonância magnética (RM) é um exame que não emite radiação. O aparelho da RM gera imagens a partir da interação dos órgãos do corpo com um campo magnético.

Assim, a RM é indicada para pacientes que não devem ser submetidos à radiação. Além disso, esse exame permite uma boa visualização da maior parte dos tecidos moles, sendo muito utilizada para avaliar músculos e tendões.

A RM possui 2 ponderações, T1 e T2. Na T1, os líquidos se encontram em hipossinal (escuros) e a gordura em hipersinal (brilhante). Já na T2, tanto os líquidos quanto a gordura ficam em hipersinal. Ainda, uma técnica chamada FAT SAT pode transformar a gordura em T2 em hipossinal, facilitando a visualização de algumas estruturas. Confira abaixo a diferença.

t1 e t2
Observe o liquor no canal medular. À esquerda, encontra-se brilhante, enquanto está escuro na imagem da direita. Assim, as ponderações são T2 e T1, respectivamente.

Se você não sabe a diferença entre uma TC e uma RM, tente sempre olhar para a cortical óssea. Na RM, ela é bem escura, enquanto que na TC é brilhante.

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