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Exame obrigatório para exercer medicina: 85% da população no Brasil apoia, diz CFM | Especialistas

Exame obrigatório para exercer medicina

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85% da população apoia exame obrigatório para exercer medicina no Brasil, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM). O Instituto Datafolha indica que 88% dos entrevistados entendem que alunos reprovados em um exame de ­fim de curso, além de não receber o diploma, deveriam ser orientados a participar de aulas e outras atividades de reforço, permitindo-lhes se submeter às provas até que vençam essa etapa.

“No Brasil, o total de escolas médicas quase triplicou em 18 anos. Esse número pulou de 126 estabelecimentos, em 2002, para os atuais 342.

Isso trouxe um cenário preocupante para o processo de formação de futuros profissionais. A falta de infraestrutura, de professores qualificados e, em alguns casos, de um projeto acadêmico sólido tem comprometido o desempenho dos jovens médicos. A população tem percebido esses impactos, até mesmo porque assumiu uma posição de maior autonomia no relacionamento com os médicos que a assistem: ela sente dificuldades em estabelecer elos de confiança, do ponto de vista técnico e clínico, com a nova geração de pro­fissionais.” Diz o editorial do jornal do conselho federal de medicina.

Não é nova a discussão que fala sobre ter um exame obrigatório para exercer medicina no país (uma espécie de exame de OAB dos médicos). Alguns conselhos regionais já tem o exame, inclusive com índices de “aprovação” baixos. O Cremesp pioneiro no tema teve em 2018 índice de 61%. Outros conselhos como CREMGO e CEMERO tem também avançado  no tema. porém sem repercussão sobre o exercício da medicina. O tema é complexo pois mexe com questões como:

“De quem é a responsabilidade em formar bons médicos? Do
estudante ou da faculdade?”

“O que acontece com quem não passar nessa prova ou processo
avaliatório?”

“Provas ou processos de avaliação são suficientes para medir
o fenômeno de formar bons médicos da forma que a sociedade necessita?”

Segundo a publicação uma parte relevante dos estudantes de
medicina apoiam o exame (cerca de 55% segundo o CFM) embora a discussão seja
mais complexa do que uma prova.

No mundo o movimento é semelhante, e países tem buscado
alternativas para melhorar a qualidade da formação médica.

Algumas correntes acreditam que a responsabilidade deve ser
da faculdade e não do aluno, devendo as instituições arcarem com recursos para os
alunos reprovados que possam tentar novamente caso o exame seja implementado.
Diz o CFM em seu jornal:

“O desempenho
insatisfatório de um estudante de medicina numa prova de avaliação de
conhecimentos pode ter múltiplas causas, entre as quais estão deficiências
apresentadas pela escola onde está inscrito. Esse é o consenso entre os
especialistas em educação e lideranças médicas.”

Existe um projeto de lei parado na câmara sobre o tema
dispondo sobre a obrigatoriedade do exame para todos os estudantes de medicina
do Brasil.

Diz
o PL 4667/2020:

“Altera o art. 17 da Lei nº 3.268, de 30 de setembro de
1957, para dispor sobre a obrigatoriedade de aprovação em Exame Nacional de
Suficiência em Medicina, como um dos requisitos necessários para o exercício
profissional da Medicina em território nacional.”

Fonte:

Jornal
do  Conselho Federal de Medicina – ANO
XXXV • Nº 307 • SETEMBRO/2020

Câmara
de Deputados do Brasil

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