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Estágio acadêmico na UTI: o que fazer? | Colunistas

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Confira neste artigo tudo que você precisa saber sobre estágio acadêmico em UTI, o que é, como fazer e mais informações.

Estágios acadêmicos costumam gerar ansiedade no estudante. No entanto, se mostrar confiante para os desafios que encontrará é um passo fundamental para iniciar a carreira médica.

A Terapia Intensiva gera, em muitos acadêmicos, uma certa insegurança, associado a dúvidas de como se dará o plantão. Dessa forma, tirar dúvidas e pesquisar sobre assuntos relacionados ainda é a melhor opção.

O objetivo deste artigo é orientar sobre quais manobras de exame físico são mais usadas, como se portar perante o cenário intensivo, e outras dicas que valem a pena ser dadas.

A Origem da UTI

O serviço de terapia intensiva surgiu da evolução dos locais de recuperação pós-anestésica, em meados de 1920, em um hospital dos Estados Unidos, chamado Johns Hopkins. Anos mais tarde, em 1926, criada por um renomado médico chamado Dr. Walter Dandy, surgiria oficialmente a primeira unidade de terapia intensiva (UTI) da história.

O que pouco se fala, é que algo semelhante já acontecia quase um século antes da oficialização de Dandy. Uma enfermeira chamada Florence Nightingale (Figura 1) já realizava, em 1854 durante a Guerra da Criméia, uma estratificação de risco entre os soldados hospitalizados, de modo com que os mais graves ficassem mais próximos das áreas de enfermagem, favorecendo o cuidado mais próximo e imediato aos mais necessitados. A ideia foi um sucesso.

Anos se passaram e, no Brasil, na década de 70, é chegada a primeira UTI, no Hospital Sírio Libanês em São Paulo. Tal fato foi um marco histórico ao hospital, tornando-se referência e exemplo no cuidado ao paciente em situação de agravo de saúde.

O Público-alvo da UTI

Antes de mais nada, cabe ressaltar que as unidades podem ser classificadas de acordo com o público, tais como: UTI Cardiológica, Adulta, Pediátrica, Neonatal, e assim por diante. Dito isso, considera-se esperar que dentro de cada especificidade, determinadas doenças estarão presentes.

O que se assemelha em todas é que ali estão os pacientes que necessitam de um cuidado próximo, exames frequentes, monitorização de sinais vitais contínua, e de possibilidade de rápidas intervenções, como uma Intubação Orotraqueal (IOT), por exemplo.

Tais intervenções estão dentro de um conjunto de ações denominadas de SAV (Suporte Avançado de Vida), uma exclusividade da UTI que garante maiores chances de vida ao paciente crítico.

Além disso, pacientes denominados de POI (pós-operatório imediato) podem compor os leitos disponíveis, bem como casos menos graves, como uma observação pós angioplastia coronariana.

Como é ampla a gama atendida, em especial, pelas UTIs Gerais do SUS, ali estarão presentes pacientes acordados e dispostos a estabelecer comunicação para uma anamnese adequada, bem como pacientes em IOT, cujo exame físico vai bem direcionar a evolução, em partes.

O Primeiro Contato

Chegar em uma unidade de terapia intensiva pela primeira vez é um mix de emoções, então o primeiro passo é ter calma para administrar tudo com sucesso. Esteja consciente de que ali estão os pacientes mais graves do setor hospitalar, mas não deixe seu lado emocional tomar totalmente conta, eles precisam da sua ajuda. Seja para colher um bom exame físico, ou para conversar, e de uma forma ou outra, passar esperança e demonstrar cuidado pela sua presença.

É hora de pensar, hora de resgatar na memória tudo aquilo que foi visto ao longo do curso de Medicina, ou outra área atuante, e, assim, aplicar em prol do paciente.

Sempre lembrando de que o controle emocional deve existir, mas a empatia deve estar presente. O segredo é atender o desconhecido com tamanha vontade e dedicação a qual você aplicaria a um familiar ou amigo seu, garantindo um serviço de qualidade, mesmo na condição de acadêmico.

Ainda, uma dica muito valiosa é que sempre devemos usar da humildade intelectual e da simpatia comunicativa para bem conduzir o estágio. Sempre busque, nos momentos livres, olhar prontuários, conversar com a equipe de enfermagem, tirar dúvidas na medida do possível e buscar, acima de tudo, proatividade durante seu período no hospital.  

A Rotina do Estágio

A rotina é dependente do período em que o estágio vai acontecer, isso porque diferem as atuações do profissional médico ao longo do dia.

Plantões Diurnos, geralmente, são acompanhados de um exame físico mais detalhado. Uma boa avaliação de focos cardíacos, focos pulmonares, ausculta, percussão e palpação abdominal, avaliação da perfusão capilar, teste de cacifo, avaliação de empastamento de panturrilhas (Sinal de Bandeira), entre outros, costumam fazer parte da avaliação do paciente no leito de UTI.

Perguntar sobre número de evacuações e micção, bem como o aspecto das substâncias excretadas pode auxiliar no delineamento do caso, além de conferir as drogas administradas e em administração, a glicemia (HGT), sinais vitais e as queixas desse paciente.

A depender da instituição, a rotina pode ser alterada, portanto sempre busque conduzir seu exame físico e outros de acordo com o habitual do local.

Plantões Noturnos costumam acontecer para possíveis intercorrências ao longo da noite, isso porque, teoricamente, o paciente foi assistido de condutas ao longo do dia. No entanto, alterações na medicação, e outras condutas, obviamente, acontecem durante o plantão noturno. Além, disso é preciso avaliação física desse paciente, seguindo basicamente os mesmos critérios do diurno.

 O importante, independente do estágio, é entender o curso da doença do paciente, seja por exame físico, complementar, ou pela simples avaliação dos sinais vitais e dados colhidos pelo serviço de enfermagem, como o HGT, por exemplo.

Além disso, é importante sempre lembrar que você está tratando um paciente com pessoas que o amam e contam com um serviço de qualidade.

O ambiente é multidisciplinar, então ali trabalham técnicos de enfermagem, enfermeiros, fisioterapeutas, biomédicos, médicos, entre outros que compõem a terapia intensiva. Saber interagir com as diversas áreas do saber vividas pelos profissionais de outras áreas, que não a medicina, facilitam o decurso do quadro do paciente.

Conclusão

Por fim, saliento que o controle emocional e a adaptação do seu conhecimento à rotina habitual do serviço ao qual você está estagiando. Esses são os pontos mais importantes para o sucesso no seu estágio.

Lembre-se que você está ali para aprender, então é mais do que esperado alguns erros, principalmente no início. Outrossim, saiba que errar é sinal de aprendizagem, e isso é o que mais terá dentro do ambiente de terapia intensiva.

Autor: Edvandro Rangel Morelato Junior

Instagram: @edvandro_juniorr

Referências:

O que é Unidade de Terapia Intensiva? – https://www.iespe.com.br/blog/o-que-e-unidade-de-terapia-intensiva/

WEIL, M.H., PLANTA, M.V., RACKOW, E.C. Terapia Intensiva: Introdução e Retrospectiva Histórica. In: Schoemaker, W.C. et al . Tratado de Terapia Intensiva cp.1, p.1-4,1992.

GRIFFIN, G.J.; GRIFFIN, H.J.K. Jensens History and Frends of Profissional Nursing, cp.11, p.140-144, 1965.


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil.

A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


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