
Está disponível no Brasil um teste para dengue que dá resultado em até 10 minutos, de forma rápida e segura. O diagnóstico é realizado depois de 5 dias de suspeita, através do sangue, que pode ser uma simples gota ou plasma sanguíneo.
1. Dengue
Uma das arboviroses mais comuns, a dengue é transmitida
pela fêmea do mosquito Aedes aegypti e tem como agente etiológico 4
sorotipos virais: DENV1, DENV2, DENV2 e DENV4.
A clínica é variável, subdivide-se em dengue
clássica, com sintomas gerais, como mialgia, prurido e febre, e dengue
hemorrágica, a qual apresenta febre mais alta e sintomas hemorrágicos
graves.
2. Dengue no Brasil
Nos três primeiros meses de 2019, o Brasil
registrou 273.193 casos prováveis de dengue, o que representa um aumento de
282% em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram confirmados 80
óbitos por dengue, enquanto outros 137 permanecem em investigação, segundo o
Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da
Saúde.
Os dados epidemiológicos apontam a urgência de
critérios diagnósticos mais específicos a fim de alcançar uma notificação e um manejo
clínico adequados, sobretudo diante das novas epidemias (como sarampo) que
podem ser diagnósticos diferenciais e exigem tratamento específico.
Nesse sentido, foi desenvolvido um teste
rápido para a detecção mais precisa e imediata da dengue, o imunoensaio
cromatográfico rápido, o qual chega ao Brasil em momento oportuno.
3. Teste Rápido
O teste rápido da dengue é um dos mais novos
avanços para a detecção da doença, cujo nome completo seria Teste Rápido
OnSite Duo Dengue Ag-IgG/IgM. O nome pode ser assustador, mas também
facilita o entendimento da tecnologia usada.
Imunoensaio de fluxo lateral, o teste rápido
detecta e diferencia, simultaneamente, os antígenos IgG, IgM e NS1
(DEN1, 2, 3 e 4) da dengue no sangue total, no plasma ou no soro humano.
3.1 Quando Fazer
O teste pode ser feito
mediante suspeita de dengue, porém a detecção é otimizada por volta do 5º dia
de sintomas, como mostra o gráfico:

3.2 Quem pode fazer
A
realização do teste não exige formação específica, pode ser feito por pessoal
minimamente instruído e sem uso de equipamentos de laboratórios.
3.3 Equipamento

O equipamento possui duas colunas laterais e
uma linha inferior. A fita esquerda refere-se aos antígenos IgM e IgG, a fita
direita representa a proteína NS1 e a linha inferior é o local de deposição da
amostra biológica (sangue total, soro ou plasma), à direita, e do sistema tampão,
à esquerda.
A tecnologia é composta por:
- Conjugado
absorvente contendo antígenos recombinantes (IgM e IgG) à esquerda, e
anticorpos de rato anti-antígenos NS1 à direita, ambos conjugados com
ouro coloidal, e um anticorpo controle conjugado com ouro coloidal de cada
lado.
- À
esquerda, contém tira de membrana de nitrocelulose contendo as linhas
testes (M e G) e a linha controle (C). À direita, há outra membrana de
nitrocelulose contendo a linha teste (T) e a linha controle (C).
3.4 Como é feito
A realização do teste é
simples, basta uma gota de sangue retirada por punção digital e
depositada no poço de amostra. Caso o material escolhido seja soro ou plasma,
deve-se realizar punção venosa, centrifugar o material e depositar no poço.
3.5 Resultado
O
resultado poderá ser interpretado em média 10 minutos após a deposição do
material. O resultado positivo requer a coloração das linhas G, M ou T e
negativo quando apenas as linhas C (controle) estiverem coradas. Caso as linhas
controle não estejam coradas, o teste deverá ser descartado.
Em todos os casos, a clínica é soberana. Portanto, lembre-se de considerá-la no seu diagnóstico e não hesite em solicitar exames alternativos.