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Eritema nodoso: o que, etiologia e tratamento

eritema nodoso

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Eritema nodoso: tudo o que você precisa saber para sua prática clínica!

O eritema nodoso é uma inflamação do tecido adiposo subcutâneo, caracterizada por nódulos dolorosos, geralmente localizados na parte anterior das pernas. Essa condição é considerada uma manifestação reativa a diversas doenças e estímulos, e sua presença pode indicar problemas de saúde subjacentes.

O que é eritema nodoso?

O eritema nodoso (EN) é a forma mais comum de paniculite, uma inflamação que acomete o tecido gorduroso sob a pele. Ele é considerado uma reação de hipersensibilidade que pode ser desencadeada por infecções, doenças autoimunes, medicamentos ou condições hormonais. Afeta predominantemente mulheres entre 20 e 40 anos, mas pode ocorrer em qualquer faixa etária e gênero.

Os nódulos associados ao EN são avermelhados, firmes e dolorosos ao toque. Geralmente desaparecem sem deixar cicatrizes após algumas semanas, mas podem causar desconforto significativo. Além das manifestações cutâneas, o EN frequentemente se apresenta com sintomas sistêmicos, como febre, fadiga e dores articulares, especialmente nos tornozelos.

Fonte: Bernardes Filho, Fred & Quaresma, Maria & Vendramini, Dâmia & Bonkevitc, Fernanda & Damiani, Leandro & Alves, Andreia & Nery, José. (1970).

Principais causas do eritema nodoso

Diversas condições podem desencadear o EN. Abaixo, detalhamos os fatores mais relevantes:

Infecções

Infecções bacterianas, virais e fúngicas são causas frequentes do EN. Entre as bactérias, as infecções estreptocócicas, como a faringite, são as mais comuns. Tuberculose e lepra também estão associadas ao desenvolvimento do EN, especialmente em regiões onde essas doenças são endêmicas. Infecções virais, como hepatite B, hepatite C, HIV e mononucleose infecciosa, também podem ser responsáveis.

Em menor escala, infecções fúngicas, como histoplasmose e coccidioidomicose, são potenciais desencadeantes.

Doenças autoimunes e inflamatórias

O EN pode ser um dos primeiros sinais de doenças autoimunes, como sarcoidose, doença de Crohn e retocolite ulcerativa. Nessas condições, o EN ocorre devido à resposta inflamatória exacerbada que acomete não apenas os órgãos internos, mas também a pele.

Reações a medicamentos

Certos medicamentos estão relacionados ao desenvolvimento de EN, incluindo contraceptivos orais, sulfonamidas, penicilinas, iodetos e amoxicilina. A interrupção do uso desses fármacos geralmente leva à resolução da condição.

Alterações hormonais

Gravidez, terapia hormonal e outras alterações nos níveis de estrogênio podem predispor ao aparecimento do EN, embora os mecanismos exatos dessa relação ainda não estejam completamente esclarecidos.

Sintomas e apresentações clínicas

O principal sinal do EN são os nódulos subcutâneos dolorosos, que geralmente surgem nas pernas, especialmente na face anterior da tíbia. Esses nódulos evoluem em coloração, de vermelhos a arroxeados, e posteriormente apresentam uma tonalidade amarronzada até desaparecerem. A resolução ocorre em um período de 3 a 6 semanas.

Além das lesões cutâneas, os pacientes podem apresentar sintomas sistêmicos:

  • Febre e fadiga: comum no início da condição, geralmente associada à inflamação subjacente
  • Artralgia: a dor nas articulações, particularmente nos tornozelos, é uma queixa frequente e pode preceder o aparecimento dos nódulos
  • Edema local: as áreas acometidas podem apresentar inchaço devido à inflamação subjacente.

Diagnóstico do eritema nodoso

O diagnóstico do EN é essencialmente clínico, baseado na avaliação dos nódulos e no histórico do paciente. Contudo, uma investigação detalhada é crucial para identificar a causa subjacente e orientar o tratamento.

História clínica e exame físico

O médico deve investigar infecções recentes, uso de medicamentos, doenças autoimunes e fatores hormonais. O exame físico detalhado ajuda a diferenciar o EN de outras condições dermatológicas, como vasculites.

Exames laboratoriais

Hemograma completo, proteína C-reativa (PCR) e taxa de sedimentação eritrocitária (VHS) são exames úteis para avaliar a presença de inflamação. Além disso, testes específicos, como o ASLO (anticorpos antiestreptolisina O), auxiliam no diagnóstico de infecções estreptocócicas.

Exames de imagem

Radiografia de tórax é frequentemente solicitada para excluir sarcoidose ou tuberculose, especialmente em pacientes com sintomas respiratórios.

Biópsia de pele

Embora raramente necessária, a biópsia pode confirmar o diagnóstico nos casos atípicos, revelando a inflamação do tecido subcutâneo.

Tratamento do eritema nodoso

O manejo do EN depende de dois pilares principais: o tratamento da causa subjacente e a terapia sintomática para aliviar o desconforto.

Tratamento da causa subjacente

Quando o eritema nodoso é associado a uma infecção, como a faringite estreptocócica, o tratamento com antibióticos adequados, como a penicilina, é essencial. Doenças autoimunes podem exigir o uso de corticosteroides ou imunossupressores, como metotrexato ou azatioprina. Se medicamentos forem a causa, a descontinuação do uso é a abordagem primária.

Terapia sintomática

Pode-se utilizar:

  • Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), como ibuprofeno ou naproxeno, são amplamente utilizados para controlar a dor e reduzir a inflamação
  • Repouso e elevação dos membros acometidos ajudam a reduzir o edema e o desconforto
  • Compressas quentes ou frias podem ser aplicadas localmente para aliviar a dor.

Assim, para pacientes com EN persistente ou grave, podem ser considerados corticosteroides sistêmicos. Medicamentos imunomoduladores também são opções terapêuticas em casos mais complexos.

Prognóstico e complicações

O eritema nodoso tem, na maioria dos casos, um curso benigno e autolimitado. Com o tratamento adequado, os nódulos geralmente desaparecem sem deixar cicatrizes em 3 a 6 semanas. No entanto, em casos onde a causa subjacente não é identificada ou tratada, o EN pode tornar-se recorrente.

Além disso, o desconforto associado pode afetar significativamente a qualidade de vida, especialmente quando acompanhado de sintomas sistêmicos.

Prevenção

Embora não exista uma forma específica de prevenir o EN, algumas medidas podem reduzir o risco:

  • Tratar prontamente infecções bacterianas ou virais
  • Evitar medicamentos conhecidos por desencadear o EN, sempre que possível
  • Controlar doenças autoimunes de forma eficaz, com acompanhamento médico regular
  • Manter hábitos saudáveis, como uma dieta equilibrada e prática de atividades físicas, para fortalecer o sistema imunológico.

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Referências bibliográficas

  1. Schwartz, R. A., & Nervi, S. J. (2007). Erythema nodosum: a sign of systemic disease. American Family Physician, 75(5), 695-700.
  2. Kluger, N., & Guillot, B. (2008). Erythema nodosum: review of an uncommon skin manifestation and its associated diseases. Acta Dermato-Venereologica, 88(3), 236-240.
  3. Zuberbier, T., & Asero, R. (2018). Guidelines for the diagnosis and management of urticaria and erythema nodosum. Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology, 32(10), 1711-1720.

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