A síndrome de Down (SD) é uma
alteração genética causada pela presença de um cromossomo a mais, o par 21, por
isso também é denominada trissomia 21. Esta alteração genética afeta o
desenvolvimento do indivíduo, determinando algumas características físicas
e cognitivas. O diagnóstico é realizado por meio do estudo cromossômico
(cariótipo), através do qual se detecta a presença de um cromossomo 21 a mais.
Não se conhece com precisão os
mecanismos da disfunção que causa tal síndrome, mas está demonstrado
cientificamente que acontece igualmente em qualquer raça, sem nenhuma relação
com o nível cultural, social, ambiental e econômico. Há uma maior probabilidade da
presença da patologia em relação à idade materna, e isto é mais frequente
a partir dos 35 anos, quando os riscos de se gestar um bebê com SD aumentam
progressivamente.
Os portadores, com o auxílio de seus responsáveis, recorrem a diversos tipos de terapias alternativas e complementares para uma melhor perspectiva de vida. A equoterapia é uma alternativa de tratamento não medicamentoso em que se trabalham várias formas de desenvolvimento da criança, de forma lúdica, juntamente com o cavalo e em seu próprio ambiente natural. Levada a efeito por meio da utilização do cavalo, faz com que o praticante realize movimentos tridimensionais virtuais e horizontais, mesmo que involuntariamente.
As atividades sobre o cavalo aumentam os
períodos de atenção, possibilitando maior concentração e melhor disciplina, o
que facilita o aprendizado das limitações intelectuais, psicológicas e físicas
dos diversos tipos de comprometimento neurológico e motor. Com a utilização do
cavalo, os portadores de deficiência tendem a adaptar-se ao movimento do
equino, aprendendo a equilibrar e a realizar movimentos simultaneamente ao
comando do instrutor.
Com isso, os praticantes enrijecem a
musculatura hipotônica. O ajuste tônico é a primeira manifestação do corpo
sobre o dorso de um cavalo, pois este nunca se encontra totalmente parado. Todo
e qualquer movimento que o cavalo faça, exige do paciente um ajuste de seu
tônus muscular para o esquema corporal, que é neurológico e se estabelece pela
simultaneidade das informações proprioceptivas e exteroceptivas.
Uma das principais aquisições que a terapia com equino pode proporcionar nos portadores de síndrome de Down é o equilíbrio, além de todos os outros benefícios. As limitações que pacientes portadores de síndrome de Down, ou de quaisquer outras patologias, encontram para serem atendido no tratamento das terapias com equinos são pouca disponibilidade de vagas e o alto custo para manter um centro de terapias com equinos, dificultando o acesso dos pacientes ao atendimento.
As alterações no equilíbrio dos portadores de síndrome de Down interferem na realização de diversas atividades de vida diária. A terapia colabora para a melhora do grau de equilíbrio, sendo um instrumento que, uma vez, incluído no atendimento para portadores de síndrome de Down, contribuirá para a evolução neuropsicomotora destes indivíduos.
O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.
Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.
Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.