Epistaxe é definida como um sangramento da mucosa nasal, diferente de hemorragia nasal, a qual pode ser proveniente de outros locais como das tubas auditivas.
Epidemiologia
A doença é uma das causas comuns otorrinolaringológica comum para admissão hospitalar.
Estudos apontam que a epistaxe apresenta distribuição etária bimodal, ocorrendo nos extremos de idade, crianças menores de 10 anos e idosos com idade entre 70 e 79 anos.
Classificação da Epistaxe
Ela pode ser classificada anatomicamente como anterior ou posterior, dependendo da fonte do sangramento.
Sangramentos anteriores
São os mais comuns, representando 90 a 95% dos casos de epistaxe. Derivam principalmente da área da bacia vascular do septo nasal, conhecida como plexo de Kiesselbach.
No qual ocorre a anastomose de três vasos:
- ramo septal da artéria etmoidal anterior;
- o ramo nasal lateral da artéria esfenopalatina;
- e o ramo septal da artéria labial superior, ramo da artéria facial.
Este é o tipo mais comum em crianças e adultos jovens. Sendo um sangramento pequeno a moderado e, na maioria das vezes, autolimitado.
Sangramentos posteriores
Surge mais comumente dos ramos posterolaterais da artéria esfenopalatina.
Este é o tipo menos frequente. Porém, é o mais grave, podendo resultar em hemorragia significativa.
