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Envelhecimento do sistema nervoso: depressão, delirium, demência e ccl (comprometimento cognitivo leve) | Colunistas

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Quais são os tipos de depressão no idoso?

Presente entre 4,8 a 14,6% em idosos, quando relacionado a pacientes hospitalizados ou institucionalizados, os resultados aumentam para 22%. A causa envolve multifatores desde genéticos, biológicos, epigenéticos a ambientais.

Os tipos de depressão que acometem os maiores de 60 anos são:

●     depressão vascular: caracterizada por início tardio e utilizada para descrever quadros depressivos associados a doenças cerebrovasculares.

Os sintomas são: redução de interesse, retardo psicomotor, disfunção cognitiva, lentificação psicomotora, prejuízo na percepção e pouca agitação ou sentimento de culpa, além de uma possível piora na incapacidade.

         Atentar ao primeiro episódio que ocorre em idades mais avançadas (mais de 85 anos) e não tem relação com história de depressão familiar.

●     síndrome da depressão-disfunção executiva: causada por uma proeminente disfunção fronto estrial (vias neuronais que conectam região lobo frontal com os núcleos da base que medeiam funções motoras, cognitivas e comportamentais dentro do cérebro).

Os sintomas são: retardo psicomotor, redução de interesse, dano nas atividades instrumentais da vida diária, insight limitado e sinais vegetativos.

         Essa síndrome apresenta resposta lenta e instável aos antidepressivos e requer um cuidadoso plano de acompanhamento.

●     depressão psicótica: ocorrência de delírios ou alucinações durante episódios de depressão maior.

Estudos sugerem que sintomas psicóticos ocorrem em cerca de 15% de todos os pacientes com depressão. Além disso, os sintomas psicóticos aparecem em mais de 25% dos pacientes deprimidos admitidos em hospitais.

Mais frequente em idosos do que nos adultos jovens, a alucinação e/ou delírios são caracterizados por culpa, hipocondria, niilismo, persecutório e ciúmes. Consequentemente, tem-se o maior risco de autolesão.

●     depressão melancólica: incapacidade de reagir a estímulos positivos, perda do prazer por quase todas as atividades, piora do humor pela manhã, sentimento de culpa excessivo, despertar precoce, marcante retardo ou agitação psicomotora, perda de apetite e peso.

Método de diagnóstico:

A escala mais utilizada nos consultórios é a Escala de Depressão Geriátrica (GDS), esta é a única desenvolvida especialmente para este grupo etário. A vantagem é: não incluir sintomas somáticos, reduzindo a interferência de sintomas que possam confundir em uma população em que esta comorbidade é uma realidade. A desvantagem é: a limitação em uso na presença de déficit cognitivo, especialmente após estágio moderado.

A versão original da GDS possui 30 itens, entretanto a mais utilizada é composta de apenas 15 itens. A depressão estará presente no paciente idoso caso a pontuação ultrapasse os 05 pontos, entretanto, esta estará moderada de 8 a 9 pontos e grave acima de 10 pontos.

O que é delirium?

Dellirium é definido como um estado de desorientação do paciente. (observação: dellirium e delírio possuem definições diferentes).

Epidemiologia:

De forma geral 1 a 2% dos idosos apresentam dellirium, em pacientes hospitalizados essa taxa aumenta para 40%.

Em 36% a 67% dos casos, o diagnóstico não é feito de forma correta, sendo confundido com síndromes, como por exemplo, demência e depressão, ou mesmo como parte do processo fisiológico do conhecimento.

Etiologia: 

As causas clínicas de dellirium em idosos são comumente processos infecciosos, particularmente pneumonia e infecções do trato urinário, afecções cardiovasculares, cerebrovasculares e pulmonares que causam hipóxia e distúrbios metabólicos.

Fármacos constituem a causa mais importante de dellirium, podendo corresponder como fator etiológico isolado em 12 a 39% dos casos. ·        (medicamentos como antidepressivos tricíclicos antiparkinsonianos, neurolépticos e uso ou abstinência de hipnóticos e sedativos são mais associados ao delirium).

Fatores de risco:

●     fatores de risco independentes: déficit cognitivo prévio, doença grave, uremia e déficit sensorial;

●     alcoolismo, história de acidente vascular encefálico e idade maior do que 75 anos.

Quadros clínicos:

●     manifestações clínicas: distúrbio da cognição, atenção e consciência no ciclo sono-vigília e no comportamento psicomotor;

●     apresenta início agudo e curso flutuante;

●     sintomas em dias anteriores ao dellirium: diminuição da concentração, irritabilidade, insônia, pesadelos ou alucinações.

Diagnósticos:

●     o teste mais utilizado é o CAM (Escala de Confusão Mental), testes clínicos e avaliação;

●     o CAM é caracterizado como um fluxograma em que o paciente precisa positivar para a presença de flutuação de comportamento durante o dia, dificuldade de concentração e presença de pensamentos desorientados ou qualquer alteração do nível de consciência.

O que é demência?

A demência é caracterizada por ser progressiva (meses ou anos), embora o indivíduo esteja lúcido.

Possíveis causas:

●     demências reversíveis: neoplasias, distúrbios metabólicos, traumatismos, toxinas (alcoolismo, metais pesados, venenos orgânicos e infecções), virais, distúrbios autoimunes, medicamentos, distúrbios nutricionais, distúrbios psiquiátricos e depressão;

●     demências irreversíveis: doença de Alzheimer, doença de Parkinson, demência associada com corpúsculo de Lewy.

O que é CCL?

CCL (Comprometimento Cognitivo Leve) é a ideação e tempo de reação mais lenta, perda leve de memória recente e comprometimento da função executiva que pode ocorrer em idades mais avançadas, podendo progredir para a demência ou não.

Diagnóstico:

O diagnóstico mais comum é a associação da história clínica com as atividades instrumentais (escala de Lawton)  preservadas.

Tipos:

●     CCL amnésico (perda da memória comprometida);

●     CCL não amnésico (perda de memória preservada).

Autora: Ana Carolina Ferrari, estudante de Medicina.


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Referências:

Depressão vascular no idoso: resposta ao tratamento antidepressivo associado a inibidor das colinesterases. Disponível em:https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832007000600006#:~:text=O%20termo%20depress%C3%A3o%20vascular%20foi,fatores%20de%20risco%20para%20doen%C3%A7a. Acesso em 02 maio 2021.

Continuação do antipsicótico em depressão psicótica. Disponível em:https://www.scielo.br/pdf/rpc/v31n6/23025.pdf. Acesso em 02 maio 2021

FREITAS, EV. Tratado de geriatria e gerontologia. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.


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