Entre vaias e flores: como a saúde publica do Brasil pode melhorar?
Para todos que de alguma forma vivenciam a saúde pública no Brasil – profissionais, usuários – é facilmente notável que esta enfrenta amplos obstáculos. Todos os dias , inúmeros indivíduos buscam o sistema de saúde e se deparam com cenários que certamente não se adequam às suas expectativas.Falta de leitos, de profissionais especializados, filas enormes para realização de exames e agendamento de consultas, sistemas de informação alimentados de forma inadequada.
Entretanto, nem tudo são vaias. O cenário SUS também recebe muitas flores, sendo conhecido internacionalmente pela eficiência em seus programas de atenção básica – combate a AIDS, Tuberculose, Hanseníase, Programa Saúde da Familía- e pela abrangência da saúde pública primária em um país de dimensões continentais.Há muito para se orgulhar, contudo os gargalos ainda existem. O que fazer então?Como melhorar a saúde pública Brasileira?
Sob uma ótica criteriosa, é possível perceber que o SUS apresenta um evidente desalinhamento entre a amplitude do acesso e o grau de satisfação de seus usuários, dilema este que poderia ser minimizado com incentivos aos profissionais de saúde – os já inseridos e os emergentes no sistema – como plano de carreira, infraestrutura adequada ao desenvolvimento das atividades pois assim, a captação de profissionais especializados , que hoje veem seus próprios consultórios como fonte mais rentável e ambiente mais salubre, aumentaria , diminuindo consequentemente as filas de espera para consultas com especialistas.
Ademais, tem-se o gargalo financeiro , invariavelmente prejudicado pelas trocas de governo, haja visto que os investimentos com a saúde não apresentam-se de modo fixo, afetando diretamente a infraestrutura e a qualidade dos atendimentos.
Na era das soluções digitais, o Brasil, poderia a exemplo dos Estados Unidos que em 2009 implantou o sistema Mobile Health, realizar investimentos em saúde móvel – pagamentos, agendamentos de consultas, resolução de dúvidas – visando reduzir a superlotação e fazendo a rede de atenção à saúde funcionar de forma mais fluida , dinâmica e eficaz.
Mudanças requerem esforços. Resultados são paulatinos , mas para receber apenas flores, o protagonista se aprimora a cada dia, um pouco mais.
REFERÊNCIAS
Seis Soluções em Saúde Pública para Inspirar o Brasil. Revista Veja. Disponível aqui
Panorama da Saúde. Politize! Disponível aqui
Saúde Avança mas Segue Longe do Idealizado em 1988. Agência de Notícias IBGE. Disponível aqui .
