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Entenda o que muda com a regulamentação da cirurgia robótica no Brasil

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Você sabia que a cirurgia robótica já é regulamentada no Brasil? 

Em março de 2022, o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou a resolução n° 2.311/2022. O que torna liberado o tratamento cirúrgico com uso de plataforma robótica.

Na resolução, o CFM explica todos os critérios para a realização deste tipo de cirurgia. Além disso, esclarece os locais em que podem ser feitos e as competências exigidas do cirurgia para um procedimento como esse.

Que tal ficar por dentro deste assunto e de todas as implicações da decisão? Continue lendo este post! 

O que é, como funciona e quais as vantagens da cirurgia robótica? 

A cirurgia robótica consiste num conjunto de braços robóticos, munidos de articulações, que permitem serem movimentadas por um cirurgião à distância.

Essa distância pode variar desde o cirurgião que opera na mesma sala onde está o robô, até mesmo cirurgias que ocorrem com o cirurgião em um país e o paciente em outro. 

A resolução do CFM conceitua como uma modalidade de tratamento cirúrgico a ser utilizada por via minimamente invasiva, aberta ou combinada, para o tratamento de doenças em que já se tenha comprovado sua eficácia e segurança. 

Vale ressaltar que a cirurgia robótica é um procedimento classificado como de alta complexidade. 

Como funciona? 

Em linhas gerais, é uma cirurgia por acesso laparoscópico (pequenos orifícios por onde são introduzidas a câmera e pinças cirúrgicas) onde os movimentos dos instrumentos são realizados por braços robóticos.

Os movimentos são realizados pelo cirurgião, que fica posicionado em um console para controlar os braços robóticos através de  joysticks (uma espécie de alavanca de controle). 

Vantagens para pacientes e médicos 

O procedimento traz uma série de benefícios para o paciente e também para o médico. O conselho Federal de Medicina listou algumas delas. Confira: 

Para o paciente

  • Diminuição da perda de sangue;
  • Menor tempo de internação;
  • Cicatrizes menores devido a não necessidade de incisões amplas;
  • Redução da dor e da necessidade de medicação prolongada;
  • Recuperação mais rápida e com menos complicações;
  • Menor risco de infecção;
  • Redução da necessidade de procedimentos adicionais.

Para o médico 

  • Proporciona melhor visualização;
  • Permite movimentos mecânicos com maior grau de liberdade;
  • Diminuição a fadiga ou tensão nas articulações devido ao design ergonômico do robô.

Aproveite para ler o artigo completo da Dra. Karol Barreto sobre inteligência artificial e a medicina!

Quando a cirurgia robótica surgiu no Brasil? 

A primeira cirurgia “assistida por robô” brasileira aconteceu em 2008. De lá para cá, o número desse procedimento vem aumentando gradativamente e passando a ser viável em diversas especialidades cirúrgicas. 

Confira datas importantes de quando o tratamento cirúrgico passou a ser aprovado:

  • Em 2000, pelo Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos;
  • 2008, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), no Brasil;
  • Em 2015, pelo National Institute for Health and Care Excellence (NICE), na França.  

O que diz a resolução que regulamenta a cirurgia robótica no Brasil? 

Sobre o hospital 

O procedimento deve ser realizado em um hospital capacitado para atender alta complexidade. O serviço precisa atender a todas as normas de segurança previstas pela Anvisa e pelo CFM.

É preciso garantir que na equipe da cirurgia terá, no mínimo, dois cirurgiões. Um operando remotamente e outro ao lado do paciente. Isso sem contar no resto da equipe (como anestesista e enfermeiros).

Sobre os profissionais de medicina 

Esses profissionais de medicina devem, obrigatoriamente, ser portador de Registro de Qualificação de Especialista (RQE) no Conselho Regional de Medicina (CRM) na área cirúrgica relacionada ao procedimento.

Além disso, o cirurgião principal, que fará o manejo do robô, é o responsável pelo procedimento.

O cirurgião auxiliar, que ficará ao lado do paciente, deve ter capacidade para assumir a intervenção cirúrgica em situação emergencial ou em ocorrências não previstas.

Sugestão de leitura complementar

Há chances dos robôs substituírem os cirurgiões? 

A reflexão sobre o como a inteligência artificial impacta na medicina é antiga. 

O ponto aqui é que esse tipo de procedimento precisa ser encarado como uma oportunidade do cirurgião ter diversos recursos à sua disposição que podem melhorar os resultados finais dos procedimentos. 

Os avanços precisam ser vistos como um “mar de novas possibilidades” e não como condições exclusivas.

Referência: Conselho Federal de Medicina, Instituto de Cirurgia Robótica e artigo da Dra. Karol Barreto

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