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Doenças osteometabólicas: tipos, diagnóstico e tratamento

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Doenças osteometabólicas: tudo o que você precisa saber para sua prática clínica!

As doenças osteometabólicas são um grupo de condições médicas que afetam o metabolismo ósseo, resultando em alterações na formação, estrutura e densidade dos ossos. Essas condições podem levar a problemas ósseos como fragilidade, deformidades, dor e risco aumentado de fraturas.

Segundo dados da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), estima-se que aproximadamente 10 milhões de brasileiros enfrentam essa condição.

Quais são as principais doenças osteometabólicas?

As doenças osteometabólicas envolvem um grupo de alterações que variam em sintomas e gravidade. Dentre as principais, é possível citar: 

  • Osteoporose
  • Osteomalácia
  • Doença de Paget
  • Hipofosfatemia familiar (raquitismo)
  • Hiperparatireoidismo
  • Osteogênese imperfeita
  • Hemocromatose
  • Osteopetrose

Quais as manifestações clínicas das doenças osteometabólicas? 

As manifestações clínicas podem variar amplamente entre as doenças osteometabólicas e também dentro de cada condição, dependendo da gravidade e do estágio da doença.

  • Osteoporose: o paciente pode ter fraturas frequentes, especialmente no quadril, coluna vertebral e antebraço. Além de perda de altura ao longo do tempo e postura encurvada (cifose)
  • Osteomalácia: dor óssea, fraqueza e sensibilidade. Além de dificuldade em caminhar e deformidades ósseas em casos graves
  • Doença de Paget: dor óssea, eformidades e aumento do tamanho dos ossos afetados. Também podem cursar com fraturas frequentes
  • Hipofosfatemia familiar (raquitismo): retardo no crescimento, deformidades esqueléticas, como pernas arqueadas, dor óssea e fraqueza muscular
  • Hiperparatireoidismo: fraqueza muscular, fadiga, dor óssea, pedras nos rins (devido ao excesso de cálcio na urina)
  • Osteogênese imperfeita: ossos frágeis e suscetíveis a fraturas, deformidades ósseas e esclera (parte branca dos olhos) azulada em algumas formas
  • Hemocromatose: dor nas articulações, fadiga, problemas de pele e aumento do fígado e do baço em casos avançados
  • Osteopetrose: ossos densos e frágeis, anemia, dificuldade na movimentação e desenvolvimento motor em crianças
  • Hipercalcemia hipercalciúrica familiar benigna: pedras nos rins devido ao excesso de cálcio na urina, fraqueza muscular e fadiga.

Osteoporose: como diagnosticar e manejar o paciente? 

A osteoporose, uma das condições mais prevalentes nesse grupo, representa uma perda gradual de massa óssea. 

Caracterizada pela fragilidade óssea, essa condição pode passar despercebida por anos, até que uma fratura ocorra, destacando a necessidade de uma abordagem preventiva e diagnóstico precoce.

Como fazer o diagnóstico da osteoporose? 

A densitometria óssea é o exame padrão ouro para diagnosticar a osteoporose. Ele mede a densidade mineral óssea, fornecendo informações sobre a saúde óssea e o risco de fraturas.

Além disso, testes laboratoriais podem ser realizados para excluir outras condições que possam afetar a saúde óssea, como deficiências de cálcio, vitamina D ou problemas hormonais.

Também é necessário avaliar o histórico do paciente em relação a fraturas anteriores e analisar possíveis causas, considerando fatores como quedas, trauma leve ou ausência aparente de lesões.

Como tratar um paciente com osteoporose?

Diversos medicamentos estão disponíveis para tratar a osteoporose. Bisfosfonatos, teriparatida, denosumabe e outros podem ser prescritos para aumentar a densidade mineral óssea. 

Além disso, a ingestão adequada de cálcio e vitamina D é crucial para a saúde óssea. A suplementação pode ser recomendada se a ingestão dietética não for suficiente.

Osteomalácia: como a deficiência de vitaminas influencia? 

A osteomalácia é uma condição médica caracterizada por uma desmineralização inadequada dos ossos, resultando em ossos fracos e flexíveis. Essa condição é frequentemente associada à deficiência de vitamina D, cálcio ou fosfato, essenciais para a mineralização adequada dos ossos.

Uma das causas mais comuns da osteomalácia é a deficiência de vitamina D, crucial para a absorção eficiente de cálcio e fosfato no intestino. A exposição inadequada ao sol, a principal fonte de síntese de vitamina D na pele, ou a ingestão insuficiente dessa vitamina, podem desencadear a desmineralização dos ossos.

Como é feito o diagnóstico da osteomalacia?

O diagnóstico da osteomalácia envolve uma:

  • Avaliação clínica detalhada
  • Exames sanguíneos para medir os níveis de vitamina D, cálcio e fosfato
  • Exames de imagem, como a densitometria óssea e radiografias, para avaliar a densidade mineral óssea e características de desmineralização. 

Como tratar um paciente com osteomalacia? 

O tratamento da osteomalácia geralmente inclui a suplementação adequada de vitamina D, cálcio e fosfato, conforme orientação médica. Além disso, estimular uma exposição segura ao sol e abordar quaisquer distúrbios subjacentes que possam contribuir para a deficiência de nutrientes são passos importantes. 

Em casos mais graves, podem ser prescritos medicamentos para promover a mineralização óssea. O acompanhamento médico regular é crucial para monitorar a resposta ao tratamento, ajustar a terapia conforme necessário e prevenir complicações a longo prazo.

Doença de Paget: como é feito o tratamento? 

A Doença de Paget, também conhecida como osteíte deformante, é uma condição rara, mas progressiva, que afeta o metabolismo ósseo, resultando em crescimento anormal e desordenado do tecido ósseo. Essa condição pode impactar diversos ossos do corpo, levando a deformidades, fragilidade e aumento do risco de fraturas. 

A causa exata da Doença de Paget não é completamente compreendida, mas envolve uma desregulação no processo de remodelação óssea, no qual o osso antigo é reabsorvido e substituído por novo osso. Essa desregulação resulta em um crescimento ósseo desordenado, levando a alterações na estrutura óssea. 

Os sintomas da Doença de Paget podem variar, e muitos pacientes podem permanecer assintomáticos por longos períodos. No entanto, quando sintomas estão presentes, eles podem incluir dor óssea, deformidades, aumento da circunferência dos ossos afetados, e em casos mais graves, fraturas ósseas. 

Como fazer o diagnóstico da doença de Paget?

O diagnóstico da Doença de Paget geralmente envolve exames de imagem, como:

  • Radiografias ou cintilografia óssea, que revelam as características típicas do crescimento ósseo anormal
  • Exames de sangue também podem ser realizados para avaliar os níveis de marcadores ósseos. 

Como tratar um paciente com doença de Paget? 

O manejo da doença de paget visa aliviar os sintomas, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente. O tratamento pode incluir medicamentos para regular o processo de remodelação óssea, como bisfosfonatos. Em casos mais graves ou quando há complicações, pode ser considerada a intervenção cirúrgica para corrigir deformidades ou tratar fraturas. 

O acompanhamento médico regular é fundamental para monitorar a progressão da doença, ajustar o tratamento conforme necessário e prevenir complicações. Pacientes com Doença de Paget muitas vezes podem levar uma vida normal com o manejo adequado, e a compreensão precoce e tratamento são cruciais para otimizar os resultados a longo prazo.

Raquitismo hipofosfatêmico

O raquitismo familiar hipofosfatêmico é, geralmente, uma condição hereditária transmitida de maneira dominante ligada ao cromossomo X. Embora existam casos raros com outros padrões familiares, estes são considerados menos comuns (1). Em situações esporádicas adquiridas, a condição pode ser desencadeada por tumores mesenquimais benignos. Estes tumores têm a capacidade de produzir um fator humoral que interfere na reabsorção tubular renal proximal de fosfato, resultando em um fenômeno conhecido como osteomalacia induzida por tumor.

Manifestações clínicas do raquitismo hipofosfatêmico

A doença se apresenta como um amplo espectro de anormalidades, que variam desde hipofosfatemia isolada até retardo de crescimento com baixa estatura, além de casos mais graves de raquitismo e osteomalacia. 

Em crianças, os sintomas frequentemente se tornam evidentes quando começam a andar, incluindo arqueamento das pernas e outras deformidades ósseas. Pseudofraturas, representadas por achados radiográficos na osteomalácia, podem surgir, indicando áreas de fraturas por estresse antigas substituídas por osteoide inadequadamente mineralizado ou áreas de erosões ósseas. A dor óssea e a baixa estatura também são manifestações comuns. O rápido crescimento ósseo em relação aos ligamentos musculares pode limitar os movimentos das crianças afetadas.

Como fazer o diagnóstico do raquitismo hipofosfatêmico?

Os níveis séricos de fosfato encontram-se reduzidos, entretanto, a excreção urinária de fosfato está aumentada. Paralelamente, os níveis de cálcio sérico e do hormônio paratireoide (PTH) mantêm-se dentro da faixa normal, enquanto a fosfatase alcalina encontra-se elevada. Notavelmente, não ocorre a estimulação induzida por hipofosfatemia na produção de calcitriol. Os níveis de calcidiol permanecem normais, enquanto os níveis de calcitriol oscilam entre normais e baixos.

No contexto do raquitismo calpicênico, observa-se hipocalcemia, sendo a hipofosfatemia leve ou inexistente, e a excreção urinária de fosfato não apresenta elevação significativa.

A realização de radiografias é frequentemente indicada para avaliação.

O diagnóstico dos distintos tipos de raquitismo hipofosfatêmico é estabelecido por meio de uma análise abrangente, incorporando história familiar, manifestações clínicas, exames laboratoriais (sangue e urina) e exames de imagem (conforme descrito na tabela de Formas de raquitismo hipofosfatêmico hereditário). Exames genéticos, utilizando painéis específicos ou sequenciamento do exoma completo, são frequentemente recomendados, especialmente com a orientação de um especialista em genética, para confirmar o diagnóstico.

Tratamento do raquitismo hipofosfatêmico

O tratamento do raquitismo hipofosfatêmico é direcionado para corrigir a deficiência de fosfato e aliviar os sintomas associados. A dose e a formulação são adaptadas às necessidades individuais, com o objetivo de normalizar os níveis séricos de fosfato.

Em alguns casos, a suplementação de vitamina D é necessária para melhorar a absorção de fosfato no intestino. Isso pode incluir calcitriol, a forma ativa da vitamina D.

Hiperparatireoidismo: diagnóstico e tratamento

O hiperparatireoidismo é uma condição caracterizada pelo funcionamento excessivo das glândulas paratireoides, quatro pequenas glândulas localizadas no pescoço, adjacentes à glândula tireoide. Essas glândulas são responsáveis pela produção do hormônio paratireoideano (PTH), que regula os níveis de cálcio e fosfato no organismo. Quando ocorre um excesso na produção de PTH, pode resultar em desequilíbrios no metabolismo do cálcio e fosfato.

Quais as formas de hiperparatireoidismo? 

Existem duas formas principais de hiperparatireoidismo:

  • Hiperparatireoidismo primário: nesta forma, uma ou mais das glândulas paratireoides tornam-se hiperativas, secretando quantidades excessivas de PTH. A causa mais comum é a presença de um adenoma (tumor benigno) em uma das glândulas.
  • Hiperparatireoidismo secundário: geralmente é uma resposta a condições que reduzem os níveis de cálcio no sangue, como deficiência de vitamina D, insuficiência renal crônica ou distúrbios intestinais que afetam a absorção de cálcio.

Tratamento do hiperparatireoidismo

A abordagem terapêutica varia dependendo se estamos lidando com o hiperparatireoidismo primário ou secundário, assim como da presença e gravidade dos sintomas.

No caso do hiperparatireoidismo primário, em que uma ou mais glândulas paratireoides tornam-se hiperativas, a cirurgia pode ser uma opção. A paratireoidectomia, remoção cirúrgica de uma glândula ou adenoma, é considerada em casos mais significativos. Em situações menos graves, pode-se optar por um monitoramento ativo, evitando intervenções cirúrgicas imediatas.

Já no hiperparatireoidismo secundário, associado frequentemente a deficiências nutricionais ou problemas renais, o tratamento concentra-se em corrigir a causa subjacente. Isso pode envolver a suplementação de vitamina D e cálcio, bem como a abordagem de distúrbios renais ou outras condições contribuintes.

Osteogênese imperfeita ou “ossos de vidro”

A osteogênese imperfeita (OI), também conhecida como “ossos de vidro,” é uma doença genética rara do tecido conjuntivo que afeta principalmente os ossos. Essa condição é caracterizada por uma fragilidade óssea significativa, tornando os ossos mais suscetíveis a fraturas mesmo sob impactos leves

A osteogênese imperfeita é geralmente causada por uma mutação genética que afeta a produção de colágeno, uma proteína essencial na formação da estrutura óssea. Existem vários tipos de OI, cada um associado a diferentes mutações genéticas.

Como fazer o diagnóstico da osteogênese imperfeita?

O diagnóstico da osteogênese imperfeita (OI) envolve uma combinação de avaliação clínica, exames de imagem e, frequentemente, testes genéticos. 

A presença de fragilidade óssea, fraturas recorrentes e deformidades nos ossos são indicadores clínicos importantes. Radiografias ajudam a identificar características específicas, como ossos quebradiços e deformidades. Os testes genéticos, por sua vez, podem confirmar a presença de mutações genéticas associadas à OI.

Osteopetrose: aumento anormal da densidade óssea

A osteopetrose é uma condição rara do desenvolvimento ósseo caracterizada por um aumento anormal na densidade dos ossos. Essa condição genética afeta o processo de reabsorção óssea, resultando em ossos mais densos, mas frequentemente mais frágeis. 

A osteopetrose é geralmente causada por mutações genéticas que afetam as células responsáveis pela reabsorção óssea, conhecidas como osteoclastos. Essas mutações interferem no equilíbrio entre a formação e a reabsorção óssea, levando a um aumento excessivo na densidade óssea.

Doenças osteometabólicas: como é feito o diagnóstico da osteopetrose? 

O diagnóstico da osteopetrose envolve uma abordagem integrada. Exames de imagem, como radiografias e tomografias, são cruciais para avaliar a densidade e a estrutura óssea. Já os testes genéticos desempenham um papel fundamental na identificação de mutações genéticas associadas à condição. 

A avaliação clínica, incluindo exame físico para observar deformidades ósseas e avaliar sintomas neurológicos, auditivos e visuais, complementa o diagnóstico.

Como tratar um paciente com osteopetrose? 

Não há uma cura definitiva para a osteopetrose. No entanto, certos tratamentos e abordagens médicas podem ser implementados para gerenciar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos indivíduos afetados.

O uso de corticosteroides, como a prednisona, representa uma opção terapêutica. Esses medicamentos têm a capacidade de reduzir a formação de novas células ósseas e acelerar a eliminação de células antigas, contribuindo para o fortalecimento dos ossos. Além disso, os corticosteróides podem aliviar a dor nos ossos e melhorar a força muscular.

Embora o transplante de células-tronco tenha demonstrado curar alguns casos de osteopetrose de início precoce, o prognóstico a longo prazo após esse procedimento ainda é desconhecido.

O tratamento das complicações associadas à osteopetrose é essencial. Fraturas, anemia, hemorragias e infecções demandam abordagens específicas para cada caso.

Em situações em que os nervos que passam pelo crânio estão comprimidos, a intervenção cirúrgica pode ser necessária para aliviar a pressão sobre eles. A cirurgia também pode ser indicada para mitigar o aumento da pressão no crânio. Procedimentos de cirurgia plástica podem ser realizados para corrigir deformações graves na face e mandíbula.

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Referências bibliográficas

  • Bitzan M, Goodyer PR: Hypophosphatemic rickets. Pediatr Clin N Am 66(1):179–207, 2019. doi: 10.1016/j.pcl.2018.09.004
  • GOLDMAN, Lee; AUSIELLO, Dennis. Cecil Medicina Interna. 24. ed. Saunders Elsevier, 2012.

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