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Doenças oncológicas: tipos, principais sintomas e mais

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Entenda quais são os principais tipos de doenças oncológicas, seus exames diagnósticos e informações importantes sobre manejo. Bons estudos!

As doenças oncológicas tem sido palco de diversas mudanças na maneira de enxergar a vida. Por parte dos médicos, cabe a clareza sobre a melhor abordagem ao paciente e a identificação precoce dessas doenças.

Câncer vs Tumor: são sinônimos?

Embora esses termos estejam relacionados, possuem distintas definições.

O tumor se refere a uma massa de crescimento anormal que pode se desenvolver em qualquer parte do corpo. Dentre os tumores, podemos ter os malignos e os benignos.

Os tumores benignos são não cancerígenos. Seu crescimento é local, não se espalhando para outras partes do corpo. Por isso, geralmente, não representam uma ameaça à vida, mas podem causar sintomas ou problemas, dependendo de sua localização e tamanho.

Já os tumores malignos são cancerígenos, se multiplicando de forma descontrolada e podem se espalhar para outras partes do corpo, invadindo e danificando tecidos saudáveis. São capazes de causar sérios danos à saúde e podem ser fatais se não forem tratados adequadamente.

Com relação ao câncer, tem-se uma doença de crescimento não apenas descontrolado, mas invasivo de células malignas. As células cancerígenas têm a capacidade de se multiplicar rapidamente e invadir tecidos saudáveis próximos e, eventualmente, se espalhar para outras partes do corpo, através do processo de metástase.

Em resumo, todos os cânceres começam como tumores, mas nem todos os tumores são cancerígenos.

Carcinoma: uma das doenças oncológicas mais agressivas

Os carcinomas são cânceres de origem epitelial. O tecido epitelial reveste os órgãos externos e internos do corpo. Sendo assim, ele tem como função proteção e revestimento das superfícies de órgãos e suas cavidades.

A nomenclatura dos carcinomas variam segundo o órgão afetado. Alguns exemplos são os carcinomas de pulmão, de mama, próstata entre outros.

Os diferentes subtipos de carcinoma existentes são devido à grande variedade histológica de tecidos orgânicos, variando o padrão de crescimento cancerígeno.

As células cancerosas do carcinoma têm um comportamento maligno, ou seja, elas crescem de forma descontrolada e invadem os tecidos circundantes. Por isso, O carcinoma tem a capacidade de se espalhar para outras partes do corpo, através do processo de metástase, o que torna essa forma de câncer mais agressiva e potencialmente fatal.

A identificação correta do tipo de carcinoma é fundamental para determinar o tratamento mais adequado e o prognóstico do paciente. O carcinoma é um dos principais grupos de cânceres e representa uma parte significativa dos casos diagnosticados na prática médica.

Adenomas: suas particularidades dentre as doenças oncológicas

Já os adenomas, possui outro comportamento das células e na capacidade de malignidade que o carcinoma.

Os adenomas se originam em glândulas epiteliais. Por isso, os termos adenomas da tireoide, adenomas da hipófise, adenomas da glândula adrenal, entre outros. Todos se referem a tecido glandular.

O comportamento do adenoma não é de malignidade, mas de benignidade. A benignidade significa significa que elas crescem de forma controlada e não invadem os tecidos circundantes.

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Exemplo de adenoma de tireoide. Fonte: AnatPat (UNICAMP).

Apesar disso, isso não significa que a malignidade não é possível. Alguns adenomas podem apresentar o potencial de se tornarem malignos ao longo do tempo. Por isso, é importante que qualquer lesão suspeita deve ser investigada, realizando um plano de tratamento adequado.

Linfoma Hodgkin e não-Hodgkin

Esse tipo de câncer, como o nome sugere, se origina nas células do sistema linfático, que compõe o sistema imunológico.

Os linfomas podem se desenvolver em qualquer parte do sistema linfático, incluindo os gânglios linfáticos, baço, amígdalas, adenoides e medula óssea. À medida que o linfoma progride, ele pode se disseminar para outros órgãos e tecidos do corpo, incluindo fígado, pulmões e sistema nervoso central. E essa é a grande preocupação quanto aos linfomas.

Linfoma de Hodgkin

Nesse subtipo, encontramos a presença de células chamadas Reed-Sternberg. Esse é um tipo celular anormal encontrado nos gânglios linfáticos.

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Embora esse subtipo seja menos comum, os tratamentos e métodos diagnósticos são capazes de identificá-lo com brevidade. Ainda, costumam afetar adultos jovens e idosos, e possuem um tipo de disseminação mais ordenado.

Linfoma não-Hodgkin

Apesar de ser um subtipo de linfoma, outros muitos subtipos derivam do linfoma não-Hodgkin.

Por isso, a variedade e comportamento de cada um deles se distinguem muito. Assim, dentre eles existem cânceres que são mais agressivos, chamados de alto grau, e menos agressivos, conhecidos como indolentes ou de baixo grau.

Outros tipos de tumores comuns entre as doenças oncológicas

Principais sintomas das doenças oncológica

Como comentamos, as doenças oncológicas variam muito de acordo com o tipo de tecido afetado. Ainda assim, alguns tipos podem ser assintomáticos em estágios iniciais.

De maneira geral, os sintomas que devem chamar a atenção do médico no consultório são:

  • Perda de peso sem causa aparente e em curto período de tempo;
  • Nódulos ou edemas em qualquer parte do corpo, como axilas, mamas ou abdome;
  • Perda de sangue nas fezes, comuns em neoplasias de cólon;
  • Mudanças no hábito intestinal ou urinário;
  • Febre também sem causa aparente, persistente;
  • Fadiga crônica e mudança de padrão respiratório ou rouquidão.

Como vemos, não existem sintomas específicos ou “coringas” para suspeitar de doenças oncológicas. Isso reforça a importância de o paciente conhecer o seu corpo, estar atento à mudanças e alerta quanto à histórico familiar para determinados tipos oncológicos.

Métodos diagnóstico das doenças oncológicas

Dada a grande relevância e variedade de doenças oncológicas, a ciência tem se dedicado cada vez mais para o aumento de acurácia dos exames diagnósticos.

Mais uma vez, é importante ressaltar que os principais métodos diagnósticos para as doenças oncológicas variam de acordo com o tipo de câncer e a sua localização. Ou seja, nem todos os exames listados abaixo serão ideais para todos os tipos de doenças oncológicas.

Exames de imagem

Atualmente, temos que a radiografia é um exame interessante para se identificar tumores em ossos e em alguns órgãos, como pulmão. No entanto, outros exames são melhores para complementar o diagnóstico, oferecendo mais informações sobre dimensão e extensão dos cânceres.

A tomografia computadorizada (TC), por sua vez, fornece imagens detalhadas de estruturas internas do corpo. É por meio dela que a localização e tamanho podem ser melhor especificados.

Somado à esses dois métodos, a ultrassonografia e ressonância magnética (RM), permite visualizar tecidos moles e internos com mais detalhes.

Outros exames

Outros exames, porém, são mais específicos e sensíveis especificamente para doenças oncológicas. São eles:

Biópsia:

  • Biópsia: método mais definitivo para confirmar o diagnóstico de câncer. Consiste na retirada de uma amostra de tecido suspeito para análise microscópica em laboratório;
  • Cintilografia: técnica que utiliza materiais radioativos para mapear o funcionamento e a anatomia dos órgãos e detectar áreas anormais;
  • PET-CT: combinação de tomografia computadorizada com uma substância radioativa injetada no paciente para avaliar o metabolismo celular e detectar áreas de maior atividade, indicando a presença de câncer;
  • Mamografia: exame de rastreamento para detectar câncer de mama em estágios iniciais;
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Fonte: Douglas S Ross, MD.

Na imagem acima, vemos uma cintilografia de tireoide com 123-I demonstrando aparência típica de um grande nódulo hipofuncionante (“frio“) de 3,5 cm no lobo superior esquerdo da tireoide. A posição do nódulo é contornada em branco.

Quimioterapia vs Radioterapia: entenda a diferença entre essas duas terapêuticas das doenças oncológicas

A quimio e a radioterapia são as duas modalidades de tratamento contra as doenças oncológicas mais conhecidas. Apesar de terem abordagens distintas, é comum que o paciente tenha dúvidas acerca de cada uma delas e suas diferenças.

A quimioterapia envolve o uso de medicamentos quimioterápicos, chamados também de citostáticos ou antineoplásicos. Ou seja, que visam inibir o crescimento das células cancerígenas.

Diferente do que se pensa, a quimioterapia não é administrada apenas por via intravenosa ou infusão, mas também oralmente. Essa medicação, independente da via de administração, circula por todo o sistema, alcançando as células cancerígenas em diversas partes do corpo.

Outra dúvida comum é o estágio em que a quimioterapia está indicada. Ela pode ser utilizada em diferentes estágios do câncer, seja como tratamento primário para reduzir o tamanho do tumor antes da cirurgia ou da radioterapia, ou como tratamento adjuvante para eliminar células cancerígenas remanescentes após a cirurgia.

Já na radioterapia, não se tem um tratamento sistêmico. A abordagem é mais localizada, utilizando radiação ionizante como estratégia de destruição das células cancerígenas.

A radioterapia é frequentemente utilizada para tratar tumores localizados em uma área específica do corpo ou para reduzir o tamanho do tumor antes da cirurgia. Pode ainda ser utilizada isoladamente ou em combinação com a quimioterapia para aumentar a eficácia do tratamento.

Como é feita a escolha do tratamento de cada doença oncológica?

Muitos são os fatores levados em conta para a escolha do tratamento da doença oncológica. Alguns deles são:

  • Tipo de câncer;
  • Estágio da doença;
  • Resposta a tratamentos anteriores (se houver);
  • Fatores prognósticos;
  • Comorbidades do paciente.

O diagnóstico preciso do tipo de câncer e seu estágio é fundamental para essa decisão. Somente assim poderá ser pensado em uma abordagem que já tenha evidências científicas de eficácia e uma clínica favorável.

As características específicas do câncer, como sua biologia molecular e a presença de marcadores tumorais, também são consideradas na escolha do tratamento. Algumas formas de câncer podem responder melhor a tratamentos específicos, como terapias-alvo ou imunoterapia.

Ainda, fatores como a idade e estado geral do paciente, bem como a funcionalidade orgânica são levados em conta nessa decisão. Tratamentos mais agressivos podem tirar a qualidade de vida do paciente, podendo ainda arriscar sua vida devido à possíveis efeitos colaterais do medicamento.

Mesmo que a equipe médica tenha uma boa opção de tratamento, ela ainda assim merece ser discutida com o paciente e familiares. Somente assim será garantida a autonomia de oferecer um bom cuidado e respeito à dignidade do doente.

Cuidados paliativos: tema cada vez mais discutido dentro das doenças oncológicas

Os cuidados paliativos são uma abordagem cada vez mais inserida nos cuidados ao paciente com doença oncológica terminal ou não.

O objetivo desse conjunto de medidas é melhorar a qualidade de vidae de morte – dos pacientes que enfrentam doenças graves, como as oncológicas. Os principais aspectos dos cuidados paliativos são:

  • Controle dos sintomas, oferecendo conforto ao paciente;
  • Comunicação aberta;
  • Suporte emocional;
  • Tomada compartilhada de decisões;
  • Cuidados também aos familiares;
  • Respeito à crenças e valores do paciente.

Os cuidados paliativos podem ser fornecidos em qualquer estágio da doença, desde o diagnóstico até a fase terminal. Eles não são exclusivos para pacientes em estado terminal e podem ser oferecidos em conjunto com tratamentos curativos, quando apropriado.

Por isso, é fundamental que os pacientes tenham acesso à opção de ter os cuidados paliativos. Assim, é mais importante do que nunca que os médicos tenham conhecimento sobre o tema e ofereçam uma abordagem digna ao seu paciente.

Sugestão de leitura completa: continue aprendendo

Perguntas frequentes

  1. O que são doenças oncológicas?
    Doenças oncológicas são cânceres que se originam a partir do crescimento descontrolado de células malignas no corpo.
  2. Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de câncer?
    Fatores de risco incluem tabagismo, dieta pouco saudável, falta de atividade física, exposição a substâncias carcinogênicas e histórico familiar de câncer.
  3. Quais são os tratamentos comuns para doenças oncológicas?
    Os tratamentos podem incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, terapia-alvo e cuidados paliativos, dependendo do tipo e estágio do câncer.

Referências

  1. Avaliação de Conhecimentos acerca da Doença Oncológica e
    Práticas de Cuidado com a Saúde. Gerli Elenise Herr.
  2. Visão geral dos sinais e sintomas comuns de apresentação do câncer infantil. Daniel S Wechsler, MD, PhD. UpToDate
  3. Quimioterapia sistêmica para câncer em idosos. Stuart M. Lichtman, MD. UpToDate

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