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Doença trofoblástica gestacional

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INTRODUÇÃO E CONCEITOS:

A Doença Trofoblástica Gestacional (DTG) se refere a um espectro de tumores placentários associados com a gravidez.

A doença é dividida em tumores molares e tumores não-molares, sendo estes últimos classificados como neoplasia trofoblástica gestacional ou doença trofoblástica gestacional maligna.

Para o manejo da doença, não é necessário a identificação do tipo histopatológico do tumor. No geral, manifestações e história clínica associadas a medições seriadas da gonadotrofina coriônica humana (β-hCG) sérica são suficientes para o diagnóstico e manejo da condição.

Embora sejam muito pouco prevalentes, suas complicações e o potencial de malignidade conferem extrema importância ao assunto. No passado, a doença era associada a maior mobimortalidade. A melhoria e maior rapidez no diagnóstico proporcionaram redução acentuada das complicações, além de bons desfechos clínicos e gestacionais.

ANATOMIA E HISTOLOGIA DOS ANEXOS EMBRIONÁRIOS:

  • Formação inicial e a nutrição fetal nas primeiras semanas

Após a fecundação entre os gametas masculino e feminino, formando o zigoto, iniciam-se uma série de rápidas divisões celulares, sendo as novas células conhecidas como blastômeros. Após várias divisões, a massa com 16 blastômeros passa a ser chamada de “mórula”. Quando a mórula entra na cavidade uterina, após sair da tuba uterina, ela começa a “se encher” de líquido, formando uma cavidade líquida dentro da massa de células, chamada “cavidade blastocística”.

À medida que mais líquido adentra a cavidade blastocística, as células se dispõem em duas camadas: uma camada externa com células achatadas, chamada trofoblasto, que origina a parte embrionária da placenta; e uma camada central, chamada embrioblasto, que dará origem ao embrião.

Cerca de 6 dias após a fecundação, o trofoblasto se insere no epitélio endometrial, dando início ao processo de implantação do blastocisto. A porção do trofoblasto inserida se diferencia, então, em duas partes: uma camada celular interna, chamada citotrofoblasto; e outra sincicial externa, chamada sinciciotrofoblasto. Esta última camada surge pois, durante as divisões, células do citotrofoblasto migram para a parte mais externa, onde perdem a membrana celular e se fundem, resultando em uma massa multinucleada ou sincício.

Uma camada de células cuboides, conhecida como hipoblasto ou endoderma primitivo, forma a superfície ventral da massa celular, constituindo o “teto” da cavidade blastocística. As demais células da massa celular originam o epiblasto. A cavidade amniótica e o saco vitelínico se desenvolvem em associação a essas camadas.

No final da segunda semana, a nutrição embrionária é realizada por difusão do sangue materno através do trofoblasto. O sinciciotrofoblasto corrói o epitélio endometrial e o estroma endometrial, com seus vasos e glândulas. Surgem então espaços lacunares, que logo formam a rede lacunar. O sangue materno, então, vaza para dentro e para fora deste espaço, gerando a circulação ultraplacentária primitiva.

O citotrofoblasto secreta uma espessa camada de células que formam o mesoderma extra-embrionário. Na metade da segunda semana, surgem espaços no mesoderma que logo se confluem formando uma cavidade que gera o saco coriônico (ou cavidade coriônica ou celoma extra-embrionário). A parede desse saco é formada pelo cório, composto de uma camada de mesoderma extra-embrionário e duas camadas de trofoblasto.

No fim da segunda semana, surgem os vilos coriônicos primários como brotamentos do trofoblasto do cório, formados por uma parte central citotrofoblástica coberta por sinciciotrofoblasto. Os vilos coriônicos primários, que iniciam seu desenvolvimento já no fim da segunda semana, começam a se ramificar na terceira semana de desenvolvimento. Neste período, o mesênquima invade o interior dos vilos coriônicos primários, passando a constituir sua parte central. Passam, então, a se chamar vilos coriônicos secundários. Posteriormente, determinadas células mesenquimais da parte central destes vilos começam a se diferenciar e se organizar em capilares sanguíneos, anastomosando-se e formando redes capilares arteriovenosas, passando a denominar-se vilos coriônicos terciários.

À medida que o feto se desenvolve, processos de anostomose acontecem entre os vilos coriônicos secundários e os vasos que se desenvolvem no mesênquima do córion, resultando na ligação destes ao coração fetal. Ao fim da terceira semana, o sangue fetal já passa a circular através dos capilares dos vasos coriônicos.

  • Placenta

A placenta é um órgão materno-fetal, sítio primário da troca de nutrientes e gases entre a mãe e o feto. Possui dois componentes:

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