A Doença de Parkinson é, sem dúvidas, uma das doenças mais comuns dentro do espectro dos distúrbios do movimento. Essa doença é caracterizada por ser uma doença neurológica de caráter progressivo que acomete principalmente homens a partir dos 40 anos.
Os distúrbios do movimento, com certeza, são um grande desafio para médicos clínicos. A grande quantidade de doenças que podem se apresentar com distúrbios do movimento, em muitas das vezes, dificulta o diagnóstico para àqueles que não são especialistas.
Para o diagnóstico da Doença
de Parkinson é necessário três passos, que serão vistos a seguir.
Caracterização da síndrome parkinsoniana
O que temos que ter em mente
inicialmente, é que a doença de Parkinson (DP) apresenta três diferentes fases,
que podem ser subdesenvolvidas em fase pré motora, fase motora e fase avançada.
A fase pré motora é um
importante dado que deve ser coletado na anamnese. Paciente com DP,
inicialmente cursam com um quadro de hiposmia, constipação intestinal,
distúrbios do sono REM e depressão. Esses dados, apresar não fecharem o
diagnósticos, são bastantes sugestivos da doença de Parkinson.
A fase motora, sem dúvidas,
é a mais importante de ser observada e compreendida. Sendo um doença que se
apresenta como uma síndrome parkinsoniana, quatros componentes que caracterizam
essa síndrome podem estar presente, que são: bradicinesia, rigidez, tremor de
repouso e instabilidade postural.
A bradicinesia vai ser
observada na marcha ( Marcha Parkinsoniana – diminuição ou ausência dos
movimentos passivos dos braços e passoscurtos), na fala ( diminuição do volume
e baixa entonação) e na escrita (micrografia). Um fenômeno característico desse
componente é o freezing ou bloqueio, que geralmente acomete a marcha
A rigidez pode ser observada
no exame físico, onde é possível observar uma hipertonia plástica quando o
médico tenta movimentar o membro acometido do paciente. Essa rigidez é muitas
vezes caracterizada como uma “ roda dentada”.
O tremor de repouso, é um
dos principais componentes da doença de Parkinson. Esse tremor se exacerba em
momentos de tensão emocional, esforço mental ou durante a marcha. O tremor
afeta na maioria das vezes as mãos, sendo unilateral e assimétrico. Essa
informação é de suma importância, tendo em vista que o tremor essencial é um
importante diagnóstico diferencial. O tremor essencial, ao contrário do tremor
de repouso, acomete os dois lado, e possuem uma simetria. Além disso, esse
tremor tende a diminuir ou cessar com o uso de bebidas alcoólicas.
A instabilidade postural,
por fim, se apresenta na maioria das vezes já na fase avançada da doença. Essa
instabilidade é decorrente da perda da capacidade de readaptação postural no
paciente. Pacientes que apresentam instabilidade postural precocemente é
sugestivo de Parkinsonismos atípicos, como a paralisia supranuclear progressiva
(PSP).
Definição etiológica do Parkinson
Após entendermos a
caracterização da doença de Parkinson, devemos buscar entender qual a causa do
parkinsonismo. Deve – se ter mente que a doença de Parkinson é idiopática, ou
seja, não há uma causa aparente.
Portanto, diante de um
paciente que apresenta uma síndrome parkinsoniana é imperativo descartamos
outras etiologias que podem cursar com parkinsonismos. Dentre elas,
destaca – se o Parkinsonismo Secundário
a exposição de drogas que podem agir como bloqueadores de receptores
dopaminérgicos no SNC, Parkinsonismo Vascular e Parkinsonismos atípicos, como
Demência dos Corpos de Lewy, Paralisia Supranuclear Progressiva (PSP),
Degeneração Corticobasal e Atrofia de Múltiplos Sistemas (AMS).
Resposta do Parkinson a Levodopa
A droga de escolha para o
tratamento da Doença de Parkinson é a Levodopa. A boa resposta ao tratamento é
um dos critérios obrigatórios para confirmação do diagnóstico de DP, apesar de
outras doenças responderem bem ao mesmo tratamento, como o PSP e o AMS.
Outra característica marcante do uso da Levodopa a longo prazo em pacientes com DP, é a apresentação de discinesias, induzidas por este fármaco.
Mapa mental da doença de Parkinson
