1. Definição
O divertículo faringoesofágico, ou divertículo de Zenker, é classificado como um divertículo falso (pseudodivertículo), pois é formado pela herniação das camadas mucosa e submucosa sobre a muscular (os divertículos classificados como verdadeiros possuem herniação de todas as camadas de sua parede).
Encontra-se em uma região frágil da parede posterior da faringe distal conhecida como triângulo de Killian, entre o músculo constritor inferior da faringe e o músculo cricofaríngeo.

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2. Etiologia
Trata-se de uma patologia rara, porém,
dentre os divertículos esofagianos, é o mais comum. Acomete mais comumente o
sexo masculino na sétima década de vida, com incidência entre 70 e 80% nos
pacientes com mais de 60 anos.
3. Fisiopatologia
Sua patogênese não é muito bem delimitada. Estudos sugerem que ocorre uma motilidade anormal do esfíncter esofagiano superior, o que aumenta a pressão intraluminal e, somado com uma região muscular enfraquecida, forma o divertículo de Zenker, em um fenômeno conhecido como pulsão.

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4. Classificação
O divertículo de Zenker pode ser
classificado como pequeno (menor que 2cm), médio (entre 2 e 4cm) ou grande (maior
que 4cm). Essa classificação será importante na escolha da melhor estratégia de
tratamento.
5. Quadro Clínico
Os pacientes são inicialmente assintomáticos, até que o divertículo atinge um tamanho maior e começa a se tornar sintomático. Os sintomas descritos são disfagia de condução progressiva, halitose (pela retenção de alimentos e saliva na região do divertículo), regurgitação (principalmente quando o paciente se deita), tosse (podendo ocorrer pneumonias de repetição por aspiração), caquexia ao longo de grandes períodos de disfagia e até mesmo carcinoma do divertículo, ulceração e sangramentos devido à retenção de medicamentos.
Em casos mais avançados, pode-se perceber a presença de uma massa na região cervical à esquerda que pode ser esvaziada através de manobras como tossir repetidamente e realizar pressão sobre o esôfago.
Nos pacientes com divertículo de
Zenker, a introdução de tubos deve ser realizada com cuidado para evitar qualquer
perfuração. Com isso, deve-se ter atenção para a realização de endoscopia digestiva
alta e passagem de sonda nasogástrica.
6. Diagnóstico
Os achados clínicos colhidos através da anamnese sugerem o diagnóstico, que será confirmado através do esofagograma com sulfato de bário, no qual se observa a imagem do divertículo preenchido pelo material radiopaco na região posterior do esôfago (imagem sacular). A manometria e endoscopia digestiva alta não são necessárias para o diagnóstico, mas podem ser solicitadas para exclusão de outras causas.

Inserir imagem 3 aqui (referência: http://www.spenzieri.com.br/2012/04/29/diverticulo-de-zenker/)
7. Tratamento
O tratamento vai ser realizado de acordo com o tamanho do divertículo, sendo a intervenção cirúrgica ou endoscópica o mais utilizado. Nos divertículos pequenos (menores que 2cm) e assintomáticos pode ser indicado o tratamento conservador, com orientações para a mastigação e ingestão de líquidos.
O tratamento cirúrgico padrão seria a excisão do divertículo com miotomia do cricofaríngeo, mas outras técnicas podem ser utilizadas a depender do tamanho do divertículo e experiência do cirurgião.
Autor: Isabella Carvalho de Andrade
Instagram: @isaabellacarvalho
Texto muito bem escrito, porém não alcança o limite mínimo
de 800 palavras. Reenviar ao autor.