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Entenda tudo sobre a Dissecção Aguda de Aorta

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A dissecção aguda de aorta consiste em um evento no qual ocorre uma laceração na camada íntima do vaso, acarretando a formação de um falso lúmen, geralmente entre as camadas média e adventícia. Essa falsa luz é produzida pela infiltração de sangue, dado o evento de delaminação anterógrada e retrógrada de suas paredes, sendo separada da luz verdadeira por um septo denominado retalho de dissecção.

A dissecção de aorta pode ser um evento catastrófico no caso de rotura da adventícia, o que pode cursar com uma hemorragia nos espaços adjacentes.

Imagem de Dissecção aguda de aorta Imagem: Dissecção de aorta. Fonte: Robbins & Cotran, Patologia, 8ª Ed., Elsevier. 

A classificação do tipo de dissecção ocorrida é fundamental, pois, além de caracterizar o acometimento aórtico quanto a sua extensão e localização, também define a conduta terapêutica a ser adotada, bem como o grau de urgência para esta.

Classificação da Dissecção Aguda de Aorta

As dissecções de aorta são geralmente classificadas de duas formas.

Stanford

Podemos classifica-las pelo sistema proposto por Stanford, no qual existem dissecções do tipo A, que são aquelas que acometem a aorta ascendente, independentemente de acometerem ou não os demais segmentos do vaso, e temos as lesões do tipo B, que são aquelas que não acometem a aorta ascendente.

DeBakey

Um outro sistema de classificação consiste no modelo de DeBakey, no qual temos a dissecção do tipo I, que é aquela mais extensa, acometendo tanto a aorta ascendente quanto os seus segmentos mais distais; o tipo II consiste na dissecção isolada da aorta ascendente; enquanto que o tipo III corresponde a dissecções do tipo B de Stanford, que são distais, sem envolvimento dos grandes vasos.

SE LIGA! Quando encontramos um quadro de dissecção de aorta, o mais importante é saber se ela acomete a porção ascendente do vaso, uma vez que esse segmento contém os chamados “grandes vasos”, que contêm as artérias carótidas, responsáveis pela irrigação do encéfalo, bem como possui os óstios coronarianos, por meio dos quais o sangue bombeado pelo coração ganha as artérias coronárias. Então, você já deve ter percebido que as dissecções que atingem essa porção da aorta são bem mais perigosas pelos riscos de complicações eminentemente fatais, não é? Portanto, na hora de investigar dissecções, procuramos ver se o paciente se enquadra na classificação I ou II de DeBakey, ou A de Stanford. Por ser mais simplificada, caracterizando simplesmente o acometimento da aorta ascendente, a classificação de Stanford é tida como mais simples, sendo cada vez mais utilizada.

Imagem sobre a classificação das dissecções aguda de aorta

Imagem: Classificação das dissecções de aorta. Fonte: adaptado de Sabiston, Textbook of Surgery, 20th Ed., Saunders

Epidemiologia e etiologias da Dissecção de Aorta

Apesar de ser um evento raro (cerca de 15 a cada um milhão), devemos saber as possíveis causas e fatores de risco para dissecção de aorta, dada a gravidade e urgência do quadro. Podemos inserir no grupo de risco homens de 40 a 60 anos, com histórico de hipertensão, que consistem na maioria dos casos encontrados, e também jovens com anormalidades sistêmicas quanto ao tecido conjuntivo que afetam a aorta, como ocorre no caso da Síndrome de Marfan.

Dissecções do tipo espontânea são as mais comuns, ocorrendo a partir da degeneração da camada média do vaso, por meio da necrose cística do colágeno e da elastina, o que propicia a laceração. Como já mencionado, nesse caso, o principal fator de risco é a hipertensão, sendo que esta aumenta a chance de ocorrência do evento em picos pressóricos transitórios.

Se enquadram nessa etiologia os pacientes que possuem aneurismas aórticos, uma vez que esses tornam a parede arterial mais frágil, possibilitando que ocorra a laceração do vaso. Junto a isso, o evento pode ocorrer em jovens mediante o uso de cocaína ou crack, que proporcionam os já mencionados aumentos pressóricos transitórios. Além disso, deformidades anatômicas associadas, como válvula aórtica bicúspide e coarctação de aorta, também aumentam a chance de indivíduo vir a ter uma dissecção aguda.

Dissecções do tipo iatrogênicas ou traumáticas ocorrem após algum acidente com acometimento do vaso, ou após algum procedimento no qual a aorta esteja envolvida direta ou indiretamente, como ocorre no caso do cateterismo. Os eventos geneticamente mediados são associados a doenças como as Síndromes de Marfan e de Ehler-Danlos, nas quais ocorre a degeneração do vaso, dada a doença do tecido conjuntivo instalada que fragiliza a parede do mesmo.

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