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Ressonância Magnética: o que é, como é feita e mais

ressonância magnética

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O que é a ressonância magnética?

A ressonância magnética é um exame de imagem, não invasivo e que não utiliza radiação, com alta resolução de contraste das estruturas do corpo. Deve-se solicitar esse exame apenas se houver a real necessidade para o fechamento do diagnóstico.

Quais as sequências da RM?

Como é feita a ressonância magnética? 

Para realizar a RM, o paciente deita-se em uma maca e é colocado dentro do aparelho de RM (imagem 1) em que cria-se imagens de alta definição dos órgãos internos.

Essas imagens são formadas por meio de um campo magnético, que irá provocar agitação das moléculas do corpo, captadas pelo aparelho e transferidas para um computador.

Imagem 1 – aparelho de RM

Fonte: imexmedicalgroup.com.br/

O exame é demorado, levando de 40min a 1h de relógio. No geral, é necessário utilizar gadolínio por via endovenosa.

Quais as principais contraindicações para a realização da ressonância magnética?

O aparelho que realiza a ressonância magnética utiliza o campo magnético, que é uma espécie de imã. Dessa forma, itens metálicos podem sofrer alterações durante o exame. Por conta disso, o exame é contraindicado para pessoas que utilizam: 

  • Implantes do tipo pino
  • Prótese
  • Aparelho ortodôntico metálico
  • Marcapasso
  • Aparelho auditivo

Além disso, por ser um tubo fechado, em que o paciente fica deitado e imóvel, esse exame também é contraindicado para pacientes com claustrofobia.

Em alguns casos, para facilitar, poderá ser administrada uma sedação leve. Para tornar o processo mais seguro, também é oferecido um botão para comunicação com o técnico ou médico do lado de fora.

Riscos da ressonância magnética

A maior parte dos riscos relacionados a RM tem correlação com o uso de constraste à base de gardolínio, que poderá causar reações adversas de 2% a 4% dos pacientes. 

De acordo com um estudo científico sobre as complicações do uso intravenoso de agentes de contraste à base de gadolínio para ressonância magnética, reações agudas como laringoespasmo (obstrução da glote) e choque anafilático podem ocorrer, apesar de serem raras.

Além disso, o gadolínio também pode provocar complicações crônicas, principalmente em indivíduos com insuficiência renal. Nesses pacientes é necessário: 

  • Utilizar contrastes macrocíclicos na menor dose possível
  • Evitar outros exames com gadolínio num período de pelo menos 1 ano
  • Tentar não realizar Gd em pacientes com IRA.
  • Avaliar a real necessidade do contraste.

No entanto, um dos acometimentos mais perigoso é a fibrose nefrogênica sistêmica, uma doença progressiva que causa endurecimento da pele e fibrose.

Além disso, o gadolínio poderá causar reações adversas como sensação de calor, dores de cabeça, urticária, gosto metálico na boca, náuseas e vômitos. Para evitar complicações pelo uso de contraste, é necessária uma avaliação prévia e a administração somente da quantidade necessária de contraste para obtenção de imagens nítidas.

Referência bibliográfica

  • ACR Manual on Contrast Media – Version 10.2, 2016.
  • Kuo PH, Kanal E, Abu-Alfa AK, Cowper SE. Gadolinium-based MR contrast agents and nephrogenic systemic fibrosis. Radiology 2007;242:647–649.
  • Muglia et. al. Complicações do uso intravenoso de agentes de contraste à base de gadolínio para ressonância magnética. Disponível aqui. Acesso em 13 de Junho de 2022. 

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