Confira neste artigo tudo que você precisa saber sobre Risco cardíaco de Goldman para aprimorar seus conhecimentos e prática clínica.
Os eventos cardiovasculares são uma das principais causas de mortalidade perioperatória em cirurgias não cardíacas.
Dessa forma, em 1960 a Sociedade Americana de Anestesiologia (ASA) criou o escore cardíaco de Goldman. Através dessa ferramenta é possível analisar os pacientes com doença cardíaca suspeita ou documentada.
Assim, o objetivo deste artigo é te orientar acerca do risco cardíaco de goldman, informando como avaliar, a definição e mais informações. Acompanhe!
O que é risco cardíaco de Goldman?
As intervenções cirúrgicas causam uma sobrecarga circulatória ao corpo e em indivíduos de tem cardiopatias, esse impacto é maior. Nesse cenário, observou-se a importância de realizar uma avaliação clínica pré-operatória de pacientes com doença cardíaca.
Dessa forma, em 1960 os autores do escore de Goldman identificaram nove fatores de risco cardíaco que consideraram significativos e clinicamente importantes. Desse modo, através dessa ferramenta o médico pode rastrear e estimar o risco de cardiopatia do paciente.
O que é uma avaliação pré operatória?
A avaliação pré-operatória consiste em uma análise clínica que tem como objetivo quantificar o risco de complicações clínicas perioperatórias. No geral, essa avaliação deve ser baseada em variáveis clínicas e em resultados de exames complementares, que só devem ser solicitados quando indicados. Além disso, essa avaliação deve considerar os riscos de complicações cardíacas e não cardíacas.
Assim, outras informações importantes também são passadas nessa avaliação, como:
- Orientações de manejo pré, intra e pós-operatórias;
- Estratégias protetoras; e
- Sanar dúvidas do paciente.
Quais são os critérios do escore de Goldman?
Existem 9 fatores no escore de Goldman, são eles:
- Terceira bulha cardíaca pré-operatória ou distensão venosa jugular;
- Infarto do miocárdio nos seis meses anteriores;
- Mais de cinco contrações ventriculares prematuras por minuto documentadas a qualquer momento antes da operação;
- Ritmo diferente do sinusal ou presença de contrações atriais prematuras no eletrocardiograma pré-operatório;
- Idade acima de 70 anos;
- Operação intraperitoneal;
- Intratorácica ou aórtica;
- Operação de emergência;
- Estenose valvar aórtica importante;
- Além disso, más condições médicas gerais.

Quais são as classes na escala do risco cardíaco de Goldman?
Durante a avaliação pré-operatória, cada fator que o paciente possui é somado. Dessa forma, quanto maior a soma, maior é o risco de morte cardíaca e de eventos cardíacos ameaçadores à vida, como infarto do miocárdico, edema pulmonar e taquicardia ventricular.
Assim, na imagem abaixo é possível ver qual pontuação cada fator de risco recebe:

Portanto, pacientes que estão na classe I tem 0,9% de risco de eventos, na classe II tem 7,1%. Jána classe III esse número já sobe para 16% e na classe IV o valor estabelecido é de 63,3%.
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Referência bibliográfica
- Goldman L, Caldera DL, Nussbaun SR, et al. Multifactorial index of cardiac risk in noncardiac surgical procedures. N Engl J Med 1977; 297: 845-50.
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