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Diagnóstico e Tratamento de DPOC

DPOC é uma doença crônica, porém de curso passível de estabilização.

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1. Definição de DPOC

A  doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é definida  como obstrução das vias aéreas que não é totalmente reversível, em de forma geral é progressiva e associada à bronquite crônica, ao enfisema, ou a ambos.

Figura 1: DPOC. Fonte: medicinamitoseverdades.com.br/blog/falta-de-ar-e-cansaco-constante

2. Etiologias

A DPOC tem como etiologia mais frequente o tabagismo, que está associado a aproximadamente 90% dos casos de DPOC. Ainda se tem como etiologias da DPOC a exposição passiva à fumaça de cigarro e exposições ocupacionais a poeiras ou a produtos químicos.

Uma etiologia rara de DPOC é a deficiência genética de a 1-antitripsina,que atinge mais comumente brancos, e deve ser considerada quando há desenvolvimento de enfisema em faixas etárias mais baixas , abaixo dos 45 anos, especialmente em não fumantes.

3. Semiologia do paciente com DPOC

O exame de um paciente com DPOC classificado com leve ou moderada, com ele  fora de uma exacerbação vai se apresentar normalmente . À medida que a doença vai evoluindo  os pacientes apresentam o chamado ”tórax em barril” , que acontece quando há um aumento do diâmetro anteroposterior do tórax, esse formato de tórax é gera na ausculta bulhas cardíacas distantes, como consequência da hiperinflação pulmonar.

O murmúrio vesicular também pode estar distante, sendo possível notar sibilos expiratórios e presença de fase expiratória prolongada. Durante uma exacerbação aguda, os pacientes podem se apresentar ansiosos e taquipneicos; podem usar a musculatura respiratória acessória, e na ausculta há sibilos e/ou crepitações. Além disso, ele pode estar acianótico.

Figura 2: Tórax em barril. Fonte:sem.ioclin.files.wordpress.com/2018/01/exame-pulmonar.pdf

4. Diagnóstico de DPOC

Quando houver sintomas respiratórios em pacientes que são tabagistas deve-se sempre ter em mente a suspeita para o diagnóstico de DPOC.

4.1 Espirometria 

Obter curva expiratória volume-tempo é obrigatória na suspeita clínica de DPOC. Vale ressaltar, que esta precisa ser feita antes e depois da administração de broncodilatador.

O mais importante de ser avaliado são os parâmetros:

1-  Capacidade vital forçada (CVF)

2-  Volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1)

3 – Relação entre esses parâmetros (VEF1/CVF).

A limitação permanente ao fluxo aéreo vai ser definida  quando VEF1/CVF <0,70 pós broncodilatador., então se fecha o diagnóstico de DPOC.

4.2 Radiografía de tórax 

O raio-X vai nos ajudar  a eliminar outras doenças pulmonares do diagnóstico diferencial ,principalmente neoplasias, além disso, esse exame permite avaliar as  complicações das exacerbações da doença. As incidência solicitadas são: (1) póstero-anterior e (2) perfil. A TC é indicada nos casos dos pacientes que possuem suspeita de bronquiectasias ou bolhas.

No entanto, vale a pena ressaltar que somente a espirometria é exame  necessário e obrigatório para fechar o diagnóstico da DPOC .

5. Estadiamento 

Usando os parâmetros avaliados na espirometria, podemos avaliar a gravidade da DPOC, o que pode auxiliar a determinar o tratamento.

Figura 3: Estadiamento da DPOC. Fonte: Sanarflix

6. Tratamento da DPOC

No manejo da DPOC vamos aliviar os sintomas, prevenir ou retardar a evolução da doença, e tratar exacerbações e as eventuais complicações.

Algo de extrema relevância que precisa ser posto em prática é que os pacientes com DPOC devem ser incentivados a deixarem o tabagismo. A função pulmonar de fumantes reduz de forma mais rápida que a de não fumantes. Mesmo que esses pacientes  não tenham  uma melhora significativa na função pulmonar, eles conseguem reduzir a velocidade da deterioração posterior igual à de um não fumante. E ainda se tem os outros diversos benefícios de se deixar de fumar.

O mais importante ator do tratamento dos sintomas na DPOC são os broncodilatadores. Utilizado pela  inalatória. Os B2-agonistas ,como formoterol e salmeterol, de longa duração são mais eficazes quando se trata em obter controle dos sintomas , e podem ser associados a anticolinérgicos, que tem como  o representante principal o brometo de ipratrópio, que atua como um antagonista específico dos receptores muscarínicos.

Vamos lançar mão de usar corticoides inalatórios somente nos pacientes com VEF1 < 50% e que no anterior tiveram exacerbação que precisou utilizar  antibiótico ou corticoide oral.

E como principal tratamento para melhorar a sobrevida dos pacientes que possuem DPOC e estão hipoxêmicos temos a oxigenoterapia , que possui a meta de manter a SaO2 ≥ 90%.

7. Imunização em pacientes com diagnóstico de DPOC

Os pacientes com pneumopatias crônicas e todos os fumantes devem receber a vacina contra o pneumococo, além da vacina da influenza, sendo essa necessária anualmente.

Como realizar o diagnóstico de DPOC?

Paciente deve possuir sintomas respiratórios condizentes e/ou histórico de exposição a fatores de risco, estes, somados à espirometria com VEF1/CVF < 70%.

Com estagiar a DPOC?

O estagiamento pode ser feito vias escalas mMRC, cuja avaliação é orientada aos sintomas do paciente, e pela escala de GOLD, que afere o VEF1 e a função ventilatória do paciente.

Quando pedir espirometria no paciente com DPOC?

Sempre que houver necessidade de confirmação diagnóstica na avaliação inicial. Pacientes estáveis com DPOC classe B (bienalmente) ou C e D (anualmente). Pacientes C e D sem melhora clínica após duas consultas.

Perguntas frequentes:

1 – Como realizar o diagnóstico de DPOC?

Paciente deve possuir sintomas respiratórios condizentes e/ou histórico de exposição a fatores de risco, estes, somados à espirometria com VEF1/CVF < 70%.

2 – Com estagiar a DPOC?

O estagiamento pode ser feito vias escalas mMRC, cuja avaliação é orientada aos sintomas do paciente, e pela escala de GOLD, que afere o VEF1 e a função ventilatória do paciente.

3 – Quando pedir espirometria no paciente com DPOC?

Sempre que houver necessidade de confirmação diagnóstica na avaliação inicial. Pacientes estáveis com DPOC classe B (bienalmente) ou C e D (anualmente). Pacientes C e D sem melhora clínica após duas consultas.

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