Dia Internacional da mulher: conheça as médicas que mudaram a história da medicina!
O Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, é uma oportunidade para refletirmos sobre a presença e a importância das mulheres na Medicina. Ao longo da história, diversas médicas revolucionaram suas áreas de atuação, mas muitas ainda são pouco conhecidas, mesmo tendo suas contribuições impactado milhões de vidas.
Hoje, destacamos algumas dessas mulheres inspiradoras e falamos sobre como está a presença feminina na medicina brasileira atualmente.
Patricia Bath: pioneira da cirurgia a laser para catarata
Patricia Bath (1942-2019) foi uma médica, inventora e oftalmologista norte-americana que entrou para a história ao criar o Laserphaco, técnica inovadora de cirurgia a laser para o tratamento da catarata. Em 1988, Patricia se tornou a primeira mulher negra a receber uma patente médica nos Estados Unidos. Sua descoberta não apenas revolucionou o tratamento da catarata, mas também ampliou o acesso à saúde ocular para populações marginalizadas.
Além disso, Patricia foi uma defensora incansável da equidade racial na saúde, fundando o American Institute for the Prevention of Blindness, com foco em garantir o direito à visão para todos.
Zilda Arns: pediatra brasileira e símbolo de humanidade
No Brasil, um dos nomes que merecem destaque é o da Dra. Zilda Arns (1934-2010), pediatra e sanitarista que dedicou sua vida a causas humanitárias. Fundadora da Pastoral da Criança, Zilda implementou ações de saúde e nutrição que ajudaram a reduzir drasticamente a mortalidade infantil em comunidades carentes. Seu trabalho serviu de modelo para diversos outros projetos ao redor do mundo.
Zilda faleceu em 2010, durante o terremoto no Haiti, enquanto trabalhava em uma missão humanitária. Sua história inspira não apenas médicas, mas todos os profissionais de saúde a enxergarem a Medicina como uma ferramenta de transformação social.

Outras médicas que marcaram a história
Além de Patricia Bath e Zilda Arns, outras mulheres também foram pioneiras e merecem ser lembradas:
- Elizabeth Blackwell: primeira mulher a se formar em Medicina nos Estados Unidos (1849)
- Virginia Apgar: criadora do famoso Apgar Score, usado até hoje para avaliação de recém-nascidos
- Nise da Silveira: psiquiatra brasileira que revolucionou o tratamento de pacientes psiquiátricos com métodos humanizados.
Demografia médica no Brasil: qual a participação das mulheres?
De acordo com a Demografia Médica 2023, publicada pelo Conselho Federal de Medicina, as mulheres já são mais da metade dos médicos brasileiros com até 49 anos de idade. Dos 562.229 médicos registrados no Brasil, 285.167 são mulheres, representando 50,7% do total. Essa inversão de gênero entre os médicos mais jovens demonstra o crescimento exponencial da presença feminina na profissão.
No entanto, mesmo com essa representatividade crescente, as mulheres ainda enfrentam desafios relacionados à equidade salarial, à ocupação de cargos de liderança e à conciliação entre carreira e vida pessoal. Essa reflexão é fundamental no Dia Internacional da Mulher, para que possamos seguir construindo uma Medicina mais justa e igualitária.
Dia Internacional da mulher: celebrar e reconhecer para transformar
O Dia Internacional da Mulher é uma data de celebração, mas também de conscientização e luta. As médicas que vieram antes abriram caminhos para que hoje tantas outras possam atuar, inovar e transformar a saúde em diferentes contextos.
Ao conhecermos suas histórias, reafirmamos a importância da equidade de gênero na Medicina e em toda a sociedade.
Referências bibliográficas
- CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Demografia Médica no Brasil 2023. Brasília: CFM, 2023. Disponível em: https://observatorio.cfm.org.br/demografia/dashboard/. Acesso em: 07 mar. 2025.
- NATIONAL INVENTORS HALL OF FAME. Patricia Bath. Disponível em: https://www.invent.org/inductees/patricia-bath. Acesso em: 07 mar. 2025.
- PASTORAL DA CRIANÇA. Dra. Zilda Arns. Disponível em: https://www.pastoraldacrianca.org.br/zildaarns. Acesso em: 07 mar. 2025.
- ABRAMOVITZ, Melissa. Women in Medicine. North Mankato: ABDO, 2014.