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DESAFIO A vida por um fio…

Desafio LIET - UNEB - Sanar Medicina

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Área do desafio: Emergência

Apresentação do caso: JKL, sexo masculino, 38 anos, operário de
construção civil na manhã de 07 de junho de 2019, enquanto trabalhava, foi
vítima de choque elétrico após contato com fio de alta tensão. A corrente teve
entrada da região hipotenar esquerda e saída na região calcânea de mesmo lado,
levando à perda de consciência e à Parada cardiorrespiratória. Prontamente, um
colega de trabalho acionou Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU)
através do telefone 192. Durante a ligação, o médico regulador orientou o
solicitante
a respeito das manobras de RCP, que foram prontamente iniciadas. Após alguns
minutos, uma unidade de suporte avançado chegou ao local onde o solicitante prosseguia
com a RCP no paciente. Os socorristas constataram fibrilação ventricular no
monitor cardíaco e procederam a desfbrilação com dispositivo externo automático
(DEA) com a conseqüente recuperação do paciente após 7 dias de internação no
Hospital Universitário da LIET.

Questões:

  1. Quando deve-se suspeitar de parada
    cardiorrespiratória?
  2. Além da fibrilação ventricular (FV), quais são
    os outros ritmos de parada?
  3. Quais desses ritmos são chocáveis e quais são
    não-chocáveis?
  4. No suporte avançado de vida, quais drogas podem
    ser utilizadas na situação descrita?

Gabarito:

  1. Deve-se pensar em PCR sempre que o paciente
    estiver irresponsivo ao estímulo, com respiração agônica ou ausente, sem pulso
    central palpável, instituindo-se prontamente as manobras de ressuscitação
    adequadas o mais rápido possível.
  2. Taquicardia Ventricular Sem pulso (TVSP),
    Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) e Assistolia.
  3. São chocáveis: TVSP E FV, e não-chocáveis: AESP
    e assistolia
  4. Epinefrina: 1 mg intravenoso (IV)/IO em bolus
    seguido de 20 mL de solução salina 0,9% e elevação do membro (repetir a cada 3
    a 5 minutos), e antiarrítmico: Preferência para amiodarona 300 mg EV (1ª dose)
    em bolus, seguido de bolus de 20 mL de solução salina a 0,9% e elevação do
    membro. Pode ser repetida após 3 a 5 minutos na dose de 150 mg (2ª dose); se
    não disponível, administrar lidocaína: 1 a 1,5 mg/kg IV/IO (pode ser repetida
    após 5 a 10 minutos na dose de 0,5 a 0,75 mg/kg).

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