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Cronograma de imunização 2025 para bebês, crianças e adolescentes

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Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) divulgaram o cronograma de imunização 2025, trazendo mudanças significativas para as vacinas contra COVID-19, meningocócica B e Haemophilus influenzae tipo b.

As atualizações refletem decisões aprovadas no último ano, além de melhorias na clareza e legibilidade do calendário. Além disso, os novos cronogramas foram endossados pela Academia Americana de Pediatria (AAP), que publicou um comunicado detalhando as modificações.

Desafios na vacinação infantil

Atualmente, observa-se um cenário de queda nas taxas de imunização infantil. Dados recentes do CDC apontam que a cobertura vacinal no jardim de infância caiu no último ano letivo. Além disso, crianças nascidas durante a pandemia de COVID-19 apresentam menores taxas de vacinação até os 2 anos de idade.

A redução na cobertura vacinal tem levado ao aumento de doenças evitáveis. Por exemplo, houve 23.544 casos de coqueluche em 2024, cerca de cinco vezes mais do que no mesmo período do ano passado, sendo o maior número desde 2014.

Ademais, foram registrados 277 casos de sarampo, o maior índice desde 2019. Cerca de 41% dos casos ocorreram em crianças menores de 5 anos, e 89% dos pacientes não estavam vacinados ou tinham um estado vacinal desconhecido.

Cronograma de imunização 2025 para bebês, crianças e adolescentes

Nos próximos blocos, veremos o cronograma de imunização 2025, com a a descrição completa das vacinas que devem ser realizadas para bebês, crianças e adolescentes. Além disso, um resumo sobre o cronograma de imunização pode ser visualizado na imagem abaixo.

Cronograma de imunização para crianças e adolescentes com 18 anos ou menos. Fonte: CDC.

Vírus Sincicial Respiratório (RSV)

A vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) protege contra infecções respiratórias graves em bebês. Portanto, administra-se a vacina em dose única para lactentes a depender do estado de vacinação materna contra o VSR e, preferencialmente, durante a hospitalização do parto.

Além disso, algumas situações especiais, com necessidade de uma dose de nirsevimab antes do início da temporada de VSR incluem:

  • Crianças entre 8 e 19 meses com doença pulmonar crônica da prematuridade que necessitam de suporte médico (por exemplo, uso contínuo de corticosteroides, diuréticos ou oxigênio suplementar) em qualquer momento nos seis meses anteriores ao início da segunda temporada de VSR;
  • Pacientes com imunossupressão grave;
  • Crianças com fibrose cística associada a peso para comprimento abaixo do percentil 10;
  • Pacientes com manifestação de doença pulmonar (por exemplo, hospitalização prévia por exacerbação pulmonar no primeiro ano de vida ou alterações persistentes na imagem torácica).

Ademais, recomenda-se administração sazonal para gestantes entre 32 e 36 semanas. Atualmente, não há informações disponíveis sobre a necessidade de doses adicionais em gestações futuras. Dessa forma, recém-nascidos de mães que foram vacinadas contra o VSR em uma gestação anterior devem receber nirsevimab.

Hepatite B

A vacina contra a hepatite B protege contra o vírus da hepatite B, que pode causar infecção crônica no fígado. Dessa forma, administra-se a vacina ao nascimento, com doses subsequentes entre 1 e 2 meses e entre 6 e 18 meses.

Ademais, para recém-nascidos de mães com hepatite B, é necessário realizar um esquema especial, com administração de vacina contra hepatite B e imunoglobulina contra hepatite B dentro de 12 horas após o nascimento, independentemente do peso ao nascer. Nesses casos, recomenda-se, ainda, a realização de testes sorológicos pós-vacinação.

Rotavírus

A vacina contra o rotavírus protege contra gastroenterites graves causadas pelo rotavírus.

Administra-se a vacina por via oral em duas opções:

  • RV1, com 2 doses aos 2 e 4 meses.
  • RV5, com 3 doses aos 2, 4 e 6 meses.

Além disso, aplica-se a primeira dose antes das 15 semanas de vida e a idade máxima para a dose final é de 8 meses e 0 dias.

Difteria, Tétano e Coqueluche (DTaP)

A vacina DTaP protege contra três doenças graves: difteria, tétano e coqueluche.

Realiza-se um esquema de 5 doses:

  • Doses aos 2, 4 e 6 meses de idade.
  • Doses de reforço entre 15 e 18 meses e, depois, entre 4 e 6 anos.

Após os 7 anos, utiliza-se a versão Tdap.

Haemophilus influenzae tipo B (Hib)

A vacinação contra Haemophilus influenzae tipo B (Hib), por sua vez, previne doenças graves, como meningite e epiglotite.

Administra-se a vacina aos 2, 4 e 6 meses, com reforço entre 12 e 15 meses. Ademais, para crianças não vacinadas até os 5 anos, a vacinação pode não ser necessária, exceto em casos especiais.

Pneumocócica conjugada

A vacina pneumocócica conjugada protege contra infecções pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo pneumonia e meningite. Portanto, é administrada aos 2, 4 e 6 meses, com reforço entre 12 e 15 meses.

Vacina Inativada Poliomielite (VIP)

A Vacina Inativada Poliomielite previne a poliomielite, infecção que pode causar paralisia irreversível.

Administra-se a vacina nas seguintes doses:

  • Primeira dose aos 2 meses.
  • Segunda dose aos 4 meses.
  • Terceira dose entre 6 e 18 meses.
  • Reforço entre 4 e 6 anos.

Sarampo, Caxumba e Rubéola (SCR)

A vacina tríplice viral é uma vacina que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, três infecções virais altamente contagiosas.

Realiza-se o esquema vacinal da seguinte forma:

  • Primeira dose entre 12 e 15 meses.
  • Segunda dose entre 4 e 6 anos.

Além disso, recomenda-se dose adicional em casos de surtos.

Varicela

A vacina contra a varicela, por sua vez, protege contra a catapora e suas complicações. Para tanto, administra-se a primeira dose entre 12 e 15 meses e a segunda dose entre 4 e 6 anos.

Ademais, pessoas sem histórico de varicela e não vacinadas devem receber duas doses:

  • Se idade entre 7 e 12 anos: com intervalo de 3 meses.
  • Se idade igual ou maior que 13 anos: intervalo de 4 a 8 semanas.

Hepatite A

A vacina protege contra a hepatite A, uma infecção transmitida por alimentos contaminados.

Realiza-se o esquema vacinal em duas doses, iniciando entre 12 e 23 meses com um intervalo mínimo de 6 meses entre elas.

Influenza (Gripe)

A vacina da gripe protege contra o vírus influenza e suas complicações respiratórias. Portanto, recomenda-se a vacinação contra a influenza anualmente para todas as idades a partir dos 6 meses.

Todavia, crianças menores de 9 anos que recebem a vacina pela primeira vez devem tomar duas doses com intervalo de 4 semanas.

    Papilomavírus Humano (HPV)

    A vacina contra o HPV previne cânceres causados pelo papiloma vírus, incluindo câncer do colo do útero e orofaringe.

    Portanto, recomenda-se vacinação para meninos e meninas entre 11 e 12 anos, podendo ser realizada a partir dos 9 anos.

    Quando iniciada antes dos 15 anos, realiza-se 2 doses com intervalo de 6 a 12 meses. Por outro lado, se iniciada após os 15 anos, realiza-se 3 doses (0, 1-2 meses, 6 meses).

    Meningocócica ACWY (MenACWY)

    A vacina meningocócica ACWY protege contra meningites causadas por Neisseria meningitidis dos grupos A, C, W e Y.

    Para tanto, realiza-se o seguinte esquema:

    • Primeira dose aos 11-12 anos.
    • Reforço aos 16 anos.

    Todavia, pessoas com condições médicas de alto risco devem iniciar a vacinação mais cedo.

    Meningocócica B (MenB)

    A vacina contra o meningococo do grupo B, por sua vez, deve ser aplicada entre 16 e 23 anos, preferencialmente entre 16 e 18 anos, com duas ou três doses dependendo do fabricante.

    Ademais, indica-se a vacina meningocócica B para grupos de alto risco, incluindo pessoas com asplenia e imunodeficiências.

    COVID-19

    A vacina contra a COVID-19 protege contra formas graves da infecção pelo coronavírus, podendo ser administrada a partir dos 6 meses de idade.

    Além disso, crianças entre 6 meses e 4 anos podem precisar de múltiplas doses, dependendo da vacina utilizada, e adolescentes a partir de 12 anos devem receber reforços anuais conforme disponibilidade.

    Dengue

      Recomenda-se a vacina contra a dengue para crianças entre 9 e 16 anos em áreas endêmicas com infecção prévia confirmada, com esquema realizado em três doses (0, 6 e 12 meses).

      Desse modo, a vacina contra a dengue não deve ser usada por pessoas sem exposição prévia ao vírus.

      Principais atualizações no cronograma de imunização 2025

      As principais atualizações no cronograma de imunização 2025 incluem as seguintes vacinas:

      • COVID-19;
      • Dengue;
      • Difteria, tétano e coqueluche acelular (DTaP);
      • Haemophilus influenzae tipo b (Hib);
      • Vacina Inativada Poliomielite (VIP);
      • Influenza;
      • Sarampo, caxumba e rubéola;
      • Sarampo, caxumba, rubéola e varicela;
      • Meningocócica B;
      • Vírus sincicial respiratório (RSV).

      COVID-19

      A fórmula da vacina foi atualizada para a temporada 2024-2025. Além disso, todos com 6 meses ou mais devem receber pelo menos uma dose da nova vacina, com doses adicionais recomendadas para crianças e adolescentes imunocomprometidos.

      Ademais, recomenda-se que crianças saudáveis de 6 meses a 4 anos e pacientes imunocomprometidos completem a série inicial com doses do mesmo fabricante.

      Dengue

      O novo calendário apresenta um esclarecimento de que a vacina é indicada apenas para determinados grupos etários, incluindo crianças entre 9 e 16 anos.

      Difteria, tétano e coqueluche acelular (DTaP)

      No cronograma atualizado, há uma nova orientação sobre o uso da vacina Td em crianças menores de 7 anos que não podem receber o componente de coqueluche.

      Haemophilus influenzae tipo b (Hib)

      O calendário sugere que, para bebês indígenas americanos e nativos do Alasca, as vacinas preferenciais são Vaxelis e PedvaxHIB.

      Vacina Inativada Poliomielite (VIP)

      Há um esclarecimento sobre uma recomendação acerca da vacinação de reforço ser recomendada para jovens de 18 anos que não foram vacinados ou possuem esquema vacinal incompleto. Nesses casos, indica-se a administração das doses faltantes para completar 3 doses.

      Influenza

      As vacinas para 2024-2025 serão trivalentes. Pessoas imunossuprimidas após transplante de órgãos podem receber vacinas inativadas de alta dose ou com adjuvante, sem preferência sobre outras vacinas adequadas para a idade.

      Sarampo, caxumba e rubéola

      Em caso de viagens internacionais, crianças de 12 meses ou mais vacinadas com uma dose devem receber a segunda pelo menos quatro semanas após a primeira.

      Sarampo, caxumba, rubéola e varicela

      Contraindica-se a vacina contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela para indivíduos com HIV.

      Meningocócica B

      A vacina Bexsero passa a ser administrada em duas doses para adolescentes saudáveis e três doses para grupos de risco. Além disso, em situações que exigem proteção rápida, como surtos, também recomenda-se a série de três doses.

      Vírus sincicial respiratório (VSR)

      Recomenda-se que o momento ideal para aplicar nirsevimab em bebês nascidos entre outubro e março é ainda durante a internação do parto. Além disso, bebês de mães que receberam vacina contra VSR em uma gravidez anterior devem ser imunizados com nirsevimab.

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