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Criptococose: epidemiologia, etiologia e muito mais!

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A Criptococose é uma micose sistêmica causada pelo fungo encapsulado Cryptococcus neoformans, acomete mais frequentemente os pulmões e o sistema nervoso central, além de pele, rins, próstata e sistema musculoesquelético.

É muito mais comum em pacientes com a síndrome da deficiência imunológica adquirida ou em pacientes com alguma outra imunodeficiência, como por exemplos portadores de neoplasias hematolinfoides.

São identificados sorotipos por meio de determinantes antigênicos da cápsula polissacáride: A, B, AB, C e D. O C. neoformans também é classificado em variedades patogênicas: C. neoformans var.neoformans (sorotipos A e D) e C. neoformans var. gattii (sorotipo B e C).

Recentemente, o sorotipo A foi reclassificado como var.grubii. As variedades de C. neoformans diferem quanto a epidemiologia, ecologia e propriedades bioquímicas.

VOCÊ SABIA? A maioria dos laboratórios de microbiologia clínica não distingue rotineiramente entre o C. neoformans e C. gatti ou entre variedades, identificando e descrevendo todos os isolados simplesmente como C. neoformans.

SAIBA MAIS: A infecção criptocócica em neonatos é rara, e apenas alguns casos de meningite e fungemia disseminada devido a Cryptococcus neoformans e Crycptococcus laurentii foram relatados. Foi relatada a transmissão transplacentária da infecção criptocócica em conjunto com o HIV materno. Em crianças, a disseminação do organismo resulta em envolvimento de vários sistemas do cérebro, meninges, olhos, fígado e baço. Invariavelmente, é uma infecção fatal sem terapia.

Epidemiologia da Criptococose

A criptococose foi descrita pela primeira vez na década de 1890, mas continuou relativamente rara até meados do século XX, quando os avanços no diagnóstico e o maior número de indivíduos imunossuprimidos aumentaram de maneira acentuada sua prevalência relatada.

Embora a evidência sorológica de infecção criptocócica seja comum entre indivíduos imunocompetentes, a doença criptocócica é relativamente rara na ausência de comprometimento da imunidade. Indivíduos sob alto risco de criptococose incluem pacientes com doenças malignas hematológicas, receptores de transplantes de órgãos sólidos que precisam de terapia imunossupressora, pessoas cujas condições clínicas precisam de tratamento com glicocorticoide e pacientes com infecção avançada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e contagem de linfócitos T CD4+ <200/μL.

Em contraste, a doença relacionada ao C. gattii não está associada a deficiências imunes específicas e muitas vezes ocorre em indivíduos imunocompetentes.

São encontradas cepas de C. neoformans em todo o mundo, porém as da variante grubii (sorotipo A) são muito mais comuns que as da variante neoformans (sorotipo D), tanto em isolados clínicos quanto ambientais.

Pensava-se que a distribuição geográfica do C. gattii estivesse praticamente limitada às regiões tropicais até ocorrer um surto de criptococose causado por uma nova cepa, o sorotipo B, que começou em Vancouver em 1999. Esse surto estendeu-se para os Estados Unidos e infecções por C. gattii estão sendo encontradas em vários estados no noroeste do Pacífico.

A carga global da criptococose foi recentemente estimada em cerca de 1 milhão de casos, com > 600 mil mortes anualmente. Por conseguinte, os criptococos são importantes patógenos humanos. Desde o início da pandemia do HIV no começo da década de 1980, a maioria dos casos de criptococose ocorreu em pacientes com síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS).

Para entender o impacto da infecção pelo HIV sobre a epidemiologia da criptococose, vale a pena lembrar que, no início da década de 1990, houve > 1.000 casos de meningite criptocócica por ano na cidade de Nova Iorque, um número que ultrapassou muito o número de casos de meningite bacteriana. Com o advento da terapia antirretroviral efetiva, a incidência de criptococose relacionada com a AIDS foi marcadamente reduzida entre as pessoas tratadas.

Assim, a maioria dos casos atualmente ocorre em regiões do mundo com recursos limitados. A doença continua bastante comum nas regiões onde o tratamento antirretroviral não está disponível com facilidade, como a África e a Ásia; nessas regiões até um terço dos pacientes com AIDS têm criptococose. Entre as pessoas infectadas por HIV, aquelas com uma porcentagem diminuída de células B de memória que expressam IgM podem ter risco maior de criptococose.

SE LIGA! No Brasil, a doença por C. gattii ocorre em até pouco mais de um terço da população nas regiões Norte e Nordeste, na sua maioria em pacientes não portadores de HIV. A doença por C. neoformans vem sendo descrita principalmente entre indivíduos imunodeprimidos, sendo identificada em até 6% dos pacientes com AIDS no momento do diagnóstico. Em indivíduos internados em hospital de Uberlândia/MG, a maioria dos casos (mais de 80%) estava associada com a presença de AIDS.

Etiologia da Criptococose

O Cryptococcus neoformans tem sido associado aos pombos e morcegos; as aves não são infectadas, mas o organismo cresce exuberantemente em excrementos secos de pombos devido ao seu elevado teor de compostos nitrogenados.

Cryptococcus gattii é agora uma espécie separada distinta da C. neoformans e com mais frequência infecta hospedeiros imunocompetentes do que os pacientes com HIV. Ele é menos frequente no ambiente e é encontrado principalmente nas áreas tropicais e subtropicais da Austrália e Sudeste Asiático, onde o nicho ecológico é o eucalipto.

O C. neoformans é uma levedura tanto em meio ambiente quanto em tecidos. Em tecidos, o micro-organismo é envolvido por uma grande cápsula polissacarídica que constitui um importante fator de virulência. Em meio ambiente, as leveduras do C. neoformans são menores e menos encapsuladas. Dessa forma, elas são mais facilmente aerossolizadas e inaladas.

SAIBA MAIS: O fungo apresenta de 5-10 mm de diâmetro, possui espessa cápsula gelatinosa e reproduz-se por brotamento. A cápsula é bastante importante para o diagnóstico: (1) no HE, a cápsula se apresenta como um “halo” claro que pode ser visto rodeando o fungo. Tinta da Índia ou coloração pelo ácido periódico de Schiff evidenciam o microrganismo. (2) Os antígenos polissacarídeos da cápsula são o substrato para o teste de aglutinação em látex, que demonstra positividade em 95% dos pacientes infectados com o microrganismo.

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