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Covid-19: qual exame fazer?| Colunistas

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Com a virada das estações, sintomas como tosse seca ou produtiva, dor de cabeça, cansaço e febre podem gerar dúvidas em relação ao tema: será que estou com covid?

Acontece que sendo a COVID-19 uma virose, seus sintomas cursam com diversas viroses causadas por outros agentes etiológicos. Podemos dizer que a Síndrome gripal é o conjunto de sinais e sintomas que podem ser causados pelo vírus sincicial respiratório, influenza vírus, bem como pelo SARS-CoV-2.

A fim de sanar essa dúvida cruel e fazermos o isolamento de 14 dias é importante entendermos quais exames estão disponíveis, em que momento fazer e onde fazer.

Para quem está com sintomas ou teve exposição recente ao vírus

O padrão ouro para diagnóstico da infecção pelo SARS-CoV-2 é o RT- PCR para SARS-CoV-2 em swab combinado de nasofaringe. A sigla do inglês reverse-transcriptase polymerase chain reaction significa transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase.Esse teste molecular capaz de pesquisar a presença do RNA viral (material genético do vírus) na secreção coletada de nasofaringe. A técnica é baseada na amplificação do material genético viral convertido em DNA, e, assim, pode-se verificar a detecção do vírus na secreção do paciente.

Recomenda-se a realização deste exame de 4 a 6 dias da exposição ao vírus ou do início dos sintomas, o que varia de acordo com os laboratórios e com as variedades de testes, mas em geral essa é a regra para qualquer PCR.

No SUS, o RT-PCR pode ser realizado em pacientes sintomáticos para a SARS-CoV-2, o resultado sai em torno de 8 dias. Em laboratórios particulares, o resultado sai em até 2 dias e pode ser feito através de pedido médico, caso o paciente esteja sintomático sem custos. Caso o paciente não tenha pedido médico ou não apresente sintomas, ele pode realizar o teste em laboratórios particulares ou em drogarias que ofereçam o serviço, este irá investir em média 300 reais.

Existem variações desse exame que podem ser encontradas, principalmente, em laboratórios particulares e são eles:

  • RT-LAM para SARS-CoV-2: teste molecular, que pesquisa o material genético viral por amplificação isotérmica. A coleta é realizada por swab de nasofaringe. A vantagem é que seu resultado é o mais rápido das opções para a fase inicial, porém sua sensibilidade é inferior ao RT-PCR convencional.
  • RT-PCR para SARS-CoV-2 em saliva: trata-se de um teste RT-PCR realizado em saliva somente. A principal vantagem é a facilidade de coleta, sendo opção para crianças ou pessoas com restrição à coleta de nasofaringe, já que é um exame que pode incomodar bastante devido à introdução profunda do swab até a nasofaringe. Sua sensibilidade, porém, é inferior ao PCR tradicional (78%).

Pesquisa do antígeno de SARS-CoV-2: trata-se de um teste imunológico em que o antígeno viral é reconhecido nas amostras de swab de nasofaringe. A principal vantagem é o valor e a rapidez dos resultados. Sua sensibilidade, porém, é inferior, variando de 74-85%.

Para quem não tem sintomas atualmente e exposição ao vírus nos últimos 14 dias

Nesses casos, em que o paciente atualmente não apresenta sintomas, mas apresentou há 14 dias ou que pode ter tido contato com o vírus há mais de 14 dias podemos lançar mão de sorologias. No SUS estão disponíveis para pacientes que precisam acompanhar o desenvolvimento da doença em relação à produção de anticorpos.

As sorologias são ensaios imunológicos, realizados em amostras de sangue, que pesquisam a presença de anticorpos das classes IgG, IgM ou IgA produzidos pelo hospedeiro para combater o vírus. Na maioria dos pacientes, a produção de anticorpos inicia-se a partir do 7° dia do contágio, mas só se tornam detectáveis a partir de 14 dias da infecção. Sendo assim, as sorologias são indicadas para verificar se o paciente já teve a doença ou se ele teve exposição recente.

Existem três tipos de teste sorológicos:

  • anticorpos neutralizantes: inibem a ação do vírus por impedirem sua entrada no organismo. Esses dificultam a replicação viral e, portanto, o adoecimento do paciente. A sorologia de anticorpos neutralizantes detecta a presença desses anticorpos e é positiva em casos de infecção natural pelo SARS-CoV-2 ou após vacinação contra COVID-19.
  • anticorpos totais: verifica a presença de anticorpos IgM e IgG que são produzidos na fase aguda e como memória, respectivamente, pelo hospedeiro. Os anticorpos IgM já podem ser detectados a partir da segunda semana da infecção. Já os da classe IgG aparecem mais tardiamente, geralmente após 14 dias da infecção e permanecem por mais tempo
  • sorologia IgG: IgG são anticorpos de memória e verificam a fase de recuperação do paciente, principalmente, após duas semanas de infecção.
  • teste rápido/ imunocromatográficos: realizado através de sangue capilar por punção digital. Os testes rápidos verificam a presença de anticorpos IgG e IgC. Devido à urgência da sua liberação para uso, eles não foram adequadamente validados e apresentam incertezas quanto à sua precisão. Por isso, não são recomendados para confirmar o diagnóstico nos casos agudos.

Conclusão

Diante de uma pandemia causada por um vírus, todo cuidado é pouco, mesmo assim o vírus pode estar em qualquer lugar e presente em qualquer pessoa, portanto, nunca saberemos o momento exato de contágio. É importante entendermos que diante da dúvida em assintomáticos, que o RT-PCR seja realizado no tempo ideal para que não haja falsos negativos. O exame deve ser realizado após 4 a 6 dias após os sintomas ou a possível data do contágio.

Em relação aos exames sorológicos, estes devem ser realizados após 14 dias do início dos sintomas ou do possível contágio. Os exames sorológicos são importantes para verificar a produção de anticorpos da fase aguda da doença e a produção de memória imunológica e podem cursar com o prognóstico do paciente.

Vale ressaltar que os testes para COVID, assim como qualquer exame laboratorial, têm seus intempéries e por isso não garantem um resultado com 100% de eficácia, principalmente, em resultados “negativo” ou “não detectável”. É por esta razão que os resultados devem ser sempre associados a exames de imagem e da análise médica dos sinais e sintomas dos pacientes.

Diante de resultados “positivo” e “detectável”, o paciente deve fazer isolamento de 14 dias e caso apresente sintomas como anosmia, agnosia, falta de ar ou qualquer sintoma incapacitante, ele deve buscar ajuda médica imediatamente, do contrário a proposta é manejo dos sintomas como febre, dores no corpo com uso de antipiréticos e analgésicos. O protocolo no Ministério da Saúde recomenda ainda o uso de Azitromicina, um antibiótico, que ajuda na prevenção de doenças bacterianas oportunistas.

Autora: Fernanda Ferreira de Morais

Instagram: @nandamoraiss

Referências

Coronavírus Brasil Disponível em: https://covid.saude.gov.br/  Acesso em: 21/04/2021

Covid-19: saiba mais sobre testes rápidos — Português (Brasil) Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/covid-19-saiba-mais-sobre-testes-rapidos Acesso em: 21/04/2021

Conheça os diferentes tipos de teste para COVID-19 Disponível em: https://www.fleury.com.br/noticias/conheca-os-diferentes-tipos-de-teste-para-covid-19 Acesso em: 21/04/2021

Testes para a Covid-19: como são e quando devem ser feitos. Disponível em: https://portal.fiocruz.br/noticia/testes-para-covid-19-como-sao-e-quando-devem-ser-feitos#:~:text=ZV%3A%20Os%20testes%20r%C3%A1pidos%20sorol%C3%B3gicos,o%20v%C3%ADrus%20como%20c%C3%A9lulas%20infectadas. Acesso em: 21/04/2021



O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

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