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COVID-19: como funcionam os medicamentos à base de anticorpos?

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Novas descobertas parecem promissoras para conter o avanço da COVID-19. Recentemente, a empresa farmacêutica norte-americana Eli Lilly anunciou que desenvolveu um anticorpo sintético que reduz em 80% o risco de contrair COVID-19.

Já a Regeneron, empresa de biotecnologia baseada em Nova York, desenvolveu uma terapia conhecida como REG-COV2. Composto pelos anticorpos casirivimab e imdevimab, ela ajuda a reduzir as cargas virais e melhorar os sintomas dos pacientes. Segundo informações da Casa Branca, o coquetel foi usado no tratamento do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, infectado pelo novo coronavírus em outubro de 2020.

Ambos os medicamentos receberam aprovação de emergência para tratar pacientes com COVID-19 nos Estados Unidos. No último domingo (24), a Alemanha anunciou que adquiriu 200 mil doses dos medicamentos à base de anticorpos para tratar pacientes de grupo de risco. A expectativa é que outros países da União Europeia adotem a mesma estratégia.

Mas esses medicamentos são realmente eficazes? Como eles atuam no organismo? Uma reportagem do Deutsche Welle lançou luz sobre o assunto. Abaixo selecionamos algumas das principais informações. Confira:

 Como funcionam os medicamentos à base de anticorpos?

Os dois fármacos têm o mesmo princípio ativo: seus anticorpos produzidos em laboratório que se ligam ao Sars-Cov-2 no local onde a proteína spike se fixa nas células humanas. Com isso, o vírus fica impedido de entrar na célula.

A diferença é que o combo da Regeneron contém dois anticorpos, o que dá a ele vantagem já que aumenta a probabilidade de que pelo menos um deles seja realmente eficaz no combate à COVID-19.

Segundo o ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, os medicamentos agem como uma “vacinação passiva” e podem ajudar pacientes de alto risco na fase inicial de prevenção de um quadro grave.

Para quais pacientes são destinados os medicamentos?

Nos Estados Unidos, os fármacos estão sendo utilizados para tratar pacientes a partir de 12 anos  de idade que correm risco de desenvolver sintomas graves da COVID-19. Já a Alemanha pretende ministrar o tratamento em pessoas do grupo de risco para a doença e em pacientes cujo sistema imunológico é frágil para produzir anticorpos.

Cientistas, porém, ressaltam que ainda não há dados suficientes e que posteriormente painéis interdisciplinares de especialistas deverão decidir criteriosamente quais pacientes devem receber os medicamentos.

Há efeitos colaterais?

Embora os estudos clínicos não tenham apontado efeitos colaterais graves em doentes tratados o agente da Regeneron, a agência regulatória dos Estados Unidos, Food and Drug Administration (FDA), destaca certo potencial para reações graves de hipersensibilidade, como choque anafilático, com ambos os anticorpos usados.

Além disso, podem surgir reações relacionadas à perfusão, como febre, calafrios, náusea, dor de cabeça, broncoespasmo, hipotensão, irritação da garganta, irritação da pele ou tontura.

Já no caso do fármaco da Eli Lilly, dos 850 pacientes que participaram dos estudos clínicos, dois casos reportaram efeitos colaterais graves.

A FDA destaca que como os medicamentos ainda estão sendo estudados é cedo para descartar efeitos colaterais graves e inesperados.

Os benefícios compensam os riscos?

De acordo com estudos recentes, a terapia com anticorpos pode reduzir a carga viral em pessoas infectadas e ter uma influência positiva no curso da doença. Os resultados divulgados pelas empresas são promissores, mas os estudos ainda necessitam de revisão por pares.

Conforme apontou a reportagem do Uol, o uso dos fármacos divide opiniões de especialistas. Para Wolf-Dieter Ludwig, presidente da Comissão de Medicamentos da Associação Médica, a compra do governo alemão foi prematura, uma vez que a eficácia no tratamento da covid-19 ainda não foi suficientemente comprovada através de estudos.

Já o bioquímico Patrick Cramer, do Instituto Max Planck de Química Biofísica de Göttingen, considera que a adoção do tratamento criará opções adicionais na luta contra o coronavírus. “Anticorpos monoclonais têm sido usados há muitos anos como drogas, e a tecnologia já está bastante evoluída”, disse.

Uma análise do Instituto Paul Ehrlich, responsável por vacinas e medicamentos biomédicos, apontou que o tratamento pode ser utilizado após uma avaliação individual de risco-benefício.

Vale o alerta

Apesar de o tratamento com os fármacos à base de anticorpos ter se mostrado promissor, o uso de medicamentos sem prescrição médica não é recomendável.Recentemente, especialistas alertaram para o surgimento de reações adversas graves, resistência bacteriana e o consequente surgimento de “superdoenças” em pacientes que usam medicamentos sem comprovação científica para tratar da COVID-19.

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