A estimativa de gravidezes não planejadas no Brasil é de 1.8 milhão ao ano, o que torna o tema da contracepção fundamental para estudantes e médicos, especialmente aqueles que trabalham com Ginecologia.
Enquanto que a maioria das pessoas inicia um método contraceptivo após já ter vida sexual ativa, o aconselhamento deveria ser feito antes desse início.
Inclusive, envolvendo todas as formas de contracepção. Os comportamentais, cirúrgicos, não hormonais e hormonais (apenas com progestagênio ou combinação de estrogênio e progestagênio)
Anticoncepção de Emergência
Normalmente, essa escolha é movida pelo desejo de prevenir uma gravidez não planejada após relação desprotegida ou falha do método.
O AE (anticoncepcional de emergência) precisa ser usado em até 120h após a exposição. Lembrando que ele não deve ser usado como um método usual ou com frequência e que há redução da eficácia do método se o uso for tardio ou sequenciado.
Nesse momento, também é importante avaliar o risco de ISTs. Nesse caso, é preciso encaminhar o paciente para a PEP (Profilaxia Pós Exposição).
Ainda, estar atento para indícios de violência sexual, como lacerações, hematomas, escoriações, entre outros. Nesse caso, o paciente deve ser encaminhado para avaliação clínica, ginecológica e ao serviço social.
Opções de AE
Há o método Levonorgestrel, normalmente o preferencial e de dose única. E o método Yuzpe, que consta de duas doses e precisa ser feito em até 72h após a exposição.
Ambos tem como efeitos colaterais: náuseas; cefaleia; mastalgia; alteração no sangramento vaginal; tonturas; vômitos; entre outros.
Apesar de o atraso menstrual poder ser um efeito colateral, é indicado realizar um teste de gravidez se o atraso superar uma semana ou se o paciente não menstruar após 4 semanas do AE.
Também é importante ressaltar que haverá redução da eficácia se, durante o uso do medicamento, ocorrer o uso concomitante de barbitúricos, carbamazepina, oxcarbazepina, fenitoína, rifampicina ou topiramato.
Leitura complementar
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