Aumentar o consumo de nozes aos 40 anos pode diminuir as chances de ter demência na velhice, revela um estudo recém-publicado no periódico Age and Aging. A explicação está relacionada à alta concentração de ácidos fenólicos e flavonoides presente em castanhas e nozes.
Segundo informações do Uol, o estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade Nacional de Cingapura, que acompanharam 17 mil pessoas entre os anos de 1993 e 2016, avaliando suas dietas e funções cognitivas.
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Os participantes que aumentaram o consumo de nozes aos 40 anos, com a ingestão de duas ou mais vezes durante a semana, tinha menos probabilidade de ter problemas de memória aos 60 anos.
Aqueles que consumiram nozes uma vez por semana eram 19% menos propensos a ter as funções cognitivas prejudicadas após os 60 anos.
Outros fatores também diminuem chance de demência
O mesmo site também destaca que a relação entre dieta e prevenção de perda das funções cerebrais não é de causa e efeito. Genética, estilo de vida, prática de exercícios e outras variantes também influenciam no funcionamento do organismo.
Estudos anteriores, porém, já mostram que ter uma alimentação balanceada é um importante fator protetivo contra a demência. Em 2006, uma pesquisa feita pela Universidade de Columbia analisou mais de duas mil pessoas durante quatro anos e descobriu que a dieta mediterrânea – rica em peixes e alimentos frescos e naturais – pode reduzir em até 40% os riscos de Alzheimer, o tipo mais comum de demência.
Isso porque é rica em ômega-3, vitaminas, sais minerais e substâncias antioxidantes, que protegem as células sadias do organismo da ação de radicais livres, moléculas responsáveis pelo envelhecimento.
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