Anúncio

Como fazer uma boa apresentação oral | Colunistas

Índice

ÚLTIMA CHANCE | SÓ ATÉ 30/05

Você só tem +2 dias para garantir sua pós em medicina com até 54% DE DESCONTO no aniversário Sanar.

A sua aprovação no ENAMED 2026, com quem dominou a prova em 2025

Na área da saúde, as apresentações orais são frequentes, representando a oportunidade de discutir um trabalho com colegas e aprimorar o próprio projeto. Entretanto, o que à primeira vista é algo estimulante, pode-se tornar objeto de angústias. 

Este texto busca, através de revisão da literatura, trazer elementos para uma boa apresentação oral, desde a confecção do slide, até a forma de se apresentar.   

Regras para um bom slide 

Os slides são fortes aliados da apresentação oral, sendo um recurso capaz de reforçar a informação que é transmitida ao mesmo tempo em que serve como um gatilho de memória para o apresentador. Sua estrutura pode ter algumas variações, todavia, para apresentação de trabalhos, é comum que se adote a estrutura composta por título, introdução, objetivos do trabalho, materiais e métodos, resultados, discussão, conclusões e referências (1).

Na elaboração do conteúdo do slide, os tópicos são preferíveis aos textos corridos, visto que quem acompanha uma apresentação ou aula tende a ler tudo que aparece na tela, podendo desviar a atenção da apresentação. Por isso, o texto do slide deve destacar pontos fundamentais e ser complementar. Não é a finalidade do slide substituir a fala do apresentador. Ademais, sempre que possível, deve-se buscar substituir textos por imagens, fluxogramas e gráficos que auxiliem a compreensão do que é apresentado (1,2,3). É recomendado que não mais de seis linhas devem compor um slide e não se deve ter mais do que um slide por minuto (4).

Assim como para elementos textuais, a razoabilidade deve ser o princípio da escolha dos elementos visuais. Eles não devem ser supérfluos, não devem trazer informações que vão desviar o público da apresentação. O uso de cores, figuras e formas semelhantes pode ser empregado para demonstrar padrões mais facilmente, visto que o público não terá tempo bastante para perscrutar um slide no qual a informação-chave não está destacada (3). 

Um bom slide evita fluxogramas com muitas palavras, fontes pequenas, excessivo número de tópicos e informações (1,2,3). É necessário se manter um slide simples, isto é com fundos claros e com mínimo de distração. Também se recomenda o uso de fontes uniformes (1). 

Ademais, o apresentador precisa garantir que os slides estão passando a informação principal de sua palestra de forma satisfatória. Um dos recursos que podem auxiliar nesse processo é o da repetição de uma descoberta ou achado com diferentes recursos visuais. Contudo, a repetição excessiva pode implicar em perda da atenção do espectador (3). 

Garanta ainda que os slides não contenham erros, seja na escrita, seja nas informações passadas, e que são coerentes ao roteiro da apresentação. Portanto, várias revisões devem ser realizadas.

Roteiro de apresentação 

Na hora de apresentar, é preciso passar segurança e domínio da própria pesquisa. Neste sentido, um roteiro é uma ferramenta que torna uma apresentação mais fluída e organizada. É uma estratégia para escapar dos “apagões” e garantir a coerência das ideias. Nele, deve-se pensar em qual é o público, em como se dirigir a ele, o tempo que se destinará a cada slide, quais informações são compatíveis com cada um, como interagirá com o conteúdo e com os presentes (2). Uma estratégia possível é utilizar de perguntas na elaboração do roteiro. Faça as perguntas essenciais sobre sua pesquisa e, a partir das respostas extraídas, elabore o texto que servirá de base ao que vai apresentar.   

E não se esqueça de treinar. Deve-se apresentar, reapresentar e ouvir o que se está apresentando. Grave sua apresentação, ouça-a, mostre a colegas, peça a opinião deles. Garanta que está seguro sobre as informações da sua pesquisa e sobre os termos utilizados na apresentação (1,2,5). 

Chegou a hora de apresentar

O momento de apresentar é de grande tensão, não obstante você é a pessoa que mais conhece sua própria pesquisa. Deve-se focar nessa certeza. Não tenha medo de errar. O medo do fracasso e do desconhecido podem ser distrações que vão levar ao esquecimento da informação que quer dizer (1,5,6). 

Ao se colocar no palco, respire fundo e busque fazer contato visual com o máximo de pessoas possível. Coloque o microfone em uma proximidade que garanta volume adequado durante toda a apresentação. Não se afaste do microfone, fale com autoridade, isto é, adotando um ritmo adequado e um tom impositivo (1,5). Tenha também cuidado com o ritmo. Não fale muito rápido, mantenha um ritmo adequado para que as informações sejam compreendidas. Também tenha cuidado com os ruídos de pausa, uns, eee, né, ahhn (1,6). Não se esqueça de que as pausas são necessárias, mas sem ruídos (!!!) (1). 

Traga sua mensagem de forma clara, lógica, com um começo, meio e fim. Conte uma narrativa que envolva o público, podendo utilizar recursos como humor, contudo não tente ser algo que não é (5). 

Gesticular é uma forma útil de enfatizar informações. A comunicação não verbal é muito importante, sendo esse um dos seus representantes. Evite brincar com objetos em bolsos, manter mãos em bolso ou imóveis, cruzar braços sobre o peito, movimentar excessivamente os braços, brincar com cabelo e óculos (6). 

Também não deve se cair na tentação de ler slides ou manuscritos (5). Esse ato torna a apresentação enfadonha e transmite ao ouvinte insegurança e desconhecimento do autor do próprio material. 

Conclusão

A apresentação oral é uma grande oportunidade de expor ideias e avançar em projetos. Elementos básicos podem auxiliar nessa tarefa. Uma adequada preparação e roteirização são fundamentais para minimizar erros. Erros, claro, podem ocorrer, não sendo possível eliminá-los por completo, contudo o medo de que ocorram não pode ser um limitante do apresentador.  

Autor: Josué da Silva Brito 

Instagram: @descomplica.josu


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Referências:

1 – Wellstead G, Whitehurst K, Gundogan B et al. How to deliver an oral presentation. Int J Surg Oncol (NY). 2017; 2(6):e25. 

2 – Kurzweil D, Meyer E, Marcellas K, Henry B. Evidence-Based Guidelines for Recording Slide-Based Lectures. Med Sci Educ. 2020;30(4):1-6. doi:10.1007/s40670-020-01032-w

3 – Lortie CJ. Ten simple rules for short and swift presentations. PLoS Comput Biol. 2017;13(3):e1005373. doi:10.1371/journal.pcbi.1005373

4 – Blome C, Sondermann H, Augustin M. Accepted standards on how to give a Medical Research Presentation: a systematic review of expert opinion papers. GMS J Med Educ. 2017;34(1):Doc11. doi:10.3205/zma001088

5 – Bourne PE. Ten simple rules for making good oral presentations. PLoS Comput Biol. 2007;3(4):e77. doi:10.1371/journal.pcbi.0030077

6 – John M. Message in a body: controlling your nerves during an oral presentation. HSR Proc Intensive Care Cardiovasc Anesth. 2010;2(4):303-305.

Compartilhe este artigo:

SanarFlix2.0-color
Comece os estudos com o apoio certo, desde o Ciclo Básico até o R1

Anúncio

Não vá embora ainda!

Temos conteúdos 100% gratuitos para você!

🎁 Minicursos com certificado + e-books

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀