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Colo do útero: Anatomia, função e patologias | Colunistas

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O colo do útero é uma estrutura localizada abaixo do corpo uterino. É uma estrutura que consegue alterar de várias formas sua espessura, consistência e tamanho de acordo com a idade e outras características (como a quantidade de gestações e partos) e funciona, principalmente, como uma barreira física entre o canal vaginal e o útero.

O útero é um órgão muscular, de paredes espessas, com capacidade de dilatação para o desenvolvimento da gestação e que tem em sua porção inferior um dos orifícios do colo uterino.

Anatomia

O colo uterino possui formato cilíndrico, comprimento variável entre 2,5cm e 3cm e sua extremidade inferior é de aspecto cônico, com uma protrusão na parte superior vaginal.

Pode ser dividido em regiões anatômicas distintas como a ectocérvice, endocérvice, zona de transformação e junção escamosa colunar (JEC). Cada porção do colo uterino tem uma função e pode ser acometida por diferentes patologias.

A camada mais acometida por patologias é a JEC, sendo de extrema importância que esta seja avaliada durante a realização dos exames.

Função do colo uterino

O colo uterino tem como função principal criar uma barreira física entre o canal vaginal e o útero.

Os músculos dessa região são responsáveis por manter a gestação, impedindo nascimentos pré-termo, impedem a ascensão de bactérias para dentro do corpo uterino, dilata-se para o nascimento do bebê eabre-se para a saída da menstruação.

A textura e abertura do colo se modifica de acordo com as fases da vida. A proteção conferida pelo colo do útero dificulta a ocorrência da ascensão de micro organismos que podem causar infecções mais sérias como a doença inflamatória pélvica que pode levar a dor crônica, infertilidade e outras complicações na saúde feminina.

Gravidez

Durante a gravidez o colo do útero sofre mudanças conhecidas como remodelamento, transformando-se de uma estrutura rígida para uma complacente, composto pelo amolecimento, apagamento, dilatação e reparo pós parto, que permitem a passagem do feto durante o parto.

Além disso, o colo torna-se mais posterior com o passar das semanas de gestação, dificultando o acesso, e voltando a tornar-se centralizado no momento do parto.

O colo uterino deve permanecer fechado durante o desenvolvimento e crescimento do feto para evitar o trabalho de parto pré-termo, sendo esse um dos parâmetros de avaliação da progressão do trabalho de parto nas gestantes e, em alguns casos, até um dos sinais de indicação de repouso e/ou aumento do risco de perda gestacional ou trabalho de parto pré-termo.

Lesões: Diagnóstico e tratamento

As lesões do colo uterino são de grande importância no rastreio do carcinoma de colo, tendo seu diagnóstico feito inicialmente pela colpocitologia oncótica (papanicolau) e, se necessário, por biópsias e conização a depender da lesão encontrada.

Existem as chamadas alterações benignas, atipias de significado indeterminado, lesões intraepiteliais de baixo (LSIL) e de alto grau (HSIL), sendo essas últimas as mais sugestivas de carcinoma invasivo causado pelo HPV.

As lesões também podem ser classificadas em NIC I, II e III, sendo diferenciadas pelos níveis de invasão, sendo o NIC I menos invasivo, e com menor potencial de malignidade e o NIC III o mais invasivo, mais sugestivo de carcinoma e, muitas vezes, podendo ser classificado inclusive como carcinoma in situ.

Tratamento de lesões

O tratamento de cada lesão depende da idade e da lesão encontrada, podendo ser desde conservador, aguardando e repetindo a realização dos exames, como com a realização de conização e retirada da lesão in situ.

Grande parte das lesões têm regressão espontânea, especialmente em mulheres mais jovens, quando se trata de lesões de baixo grau.

HPV

O HPV é um vírus com diversos subtipos, que são divididos entre baixo e alto risco oncogênico. Os de maior risco oncogênico são o 16, 18, 45 e 31. A infecção pelo HPV se dá por via sexual e o vírus pode causar condilomas (em especial os subtipos 6 e 11) ou lesões precursoras do câncer de colo uterino.

Os condilomas são tratados por eletrocauterização, criocauterização ou com ácido tricloroacético. Em alguns casos pode ser necessário a remoção cirúrgica.

O tratamento das lesões precursoras visa que não ocorra a evolução para o câncer de fato, sendo realizada a excisão das áreas de lesão e o seguimento.

Câncer de colo uterino

O câncer de colo uterino é o terceiro tipo de tumor mais diagnosticado em mulheres e grande parte das mortes ocorrem por falta de rastreio, sendo esse um dos motivos da importância tão grande da realização dos exames de detecção precoce.

O diagnóstico é feito através do exame de papanicolau e da biópsia de lesões sugestivas e seu tratamento depende do estadiamento da lesão, que inclui grau de invasão, presença ou não de metástases e acometimento ou não de linfonodos.

O tratamento pode ser realizado por histerectomia total ou parcial, com ou sem esvaziamento de linfonodos e podendo necessitar de quimioterapia ou radioterapia adjuvante, a depender do estadiamento encontrado.

Autora: Thays Davanço Pedroso dos Passos

Instagram: @thadavanco

Referências

1 – CARDOZO R.F. O volume do colo uterino na gravidez: comparação entre aferição sonográfica bidimensional e tridimensional. Disponível em: https://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/40373/2/renan_cardozo_iff_mest_2018.pdf

2 – Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede. – 2. ed. rev. atual. – Rio de Janeiro: INCA, 2016

3 – Estadiamento do câncer de colo de útero. Disponível em: http://www.oncoguia.org.br/mobile/conteudo/estadiamento-do-cancer-de-colo-do-utero/1286/284/

4 – HPV: Prevenção, diagnóstico e abordagem. Disponível em: https://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/48478/2/hpv.pdf

5 – O colo do útero. Disponível em: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/o-colo-do-utero/765/128/


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


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