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CID Y90: Evidência de alcoolismo determinada por taxas de alcoolemia

Y900
Alcoolemia inferior a 20 mg/100 ml
Y901
Alcoolemia de 20-39 mg/100ml
Y902
Alcoolemia de 40-59 mg/100ml
Y903
Alcoolemia de 60-79 mg/100ml
Y904
Alcoolemia de 80-99 mg/100ml
Y905
Alcoolemia de 100-119 mg/100ml
Y906
Alcoolemia de 120-199 mg/100ml
Y907
Alcoolemia de 200-239 mg/100ml
Y908
Alcoolemia igual ou superior a 240 mg/100ml
Y909
Presença de álcool no sangue, taxa não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A categoria Y90 refere-se a evidências de intoxicação por álcool determinadas pelo nível de álcool no sangue, conforme especificado pela Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10). Esta codificação é utilizada para documentar achados laboratoriais que indicam concentração de álcool no sangue (CAS) igual ou superior a 20 mg/100 mL, servindo como um marcador objetivo de exposição recente ao etanol. A intoxicação alcoólica aguda é um estado clínico resultante do consumo excessivo de álcool em um curto período, levando a alterações neuropsiquiátricas, comportamentais e fisiológicas. O código Y90 é empregado em contextos de vigilância epidemiológica, pesquisa e registro em saúde, complementando diagnósticos clínicos de transtornos relacionados ao álcool, como intoxicação aguda (F10.0) ou dependência (F10.2). Sua aplicação é crucial para monitorar padrões de consumo, avaliar riscos de acidentes e complicações agudas, e orientar políticas públicas de saúde.

Descrição clínica

A evidência de intoxicação por álcool, codificada como Y90, baseia-se exclusivamente em achados laboratoriais do nível de álcool no sangue, sem necessariamente correlacionar-se com manifestações clínicas. No entanto, quando presente, a intoxicação alcoólica aguda pode manifestar-se por euforia, desinibição, fala arrastada, ataxia, nistagmo, rubor facial, hipotermia, hipoglicemia, depressão do sistema nervoso central (podendo evoluir para coma), e em casos graves, depressão respiratória e morte. A interpretação clínica deve considerar fatores como tolerância individual, velocidade de consumo e comorbidades. Profissionais de saúde devem integrar esses dados com a avaliação clínica para manejo adequado, especialmente em emergências.

Quadro clínico

O quadro clínico da intoxicação alcoólica aguda varia conforme a concentração de álcool no sangue (CAS): CAS 20-50 mg/100 mL: leve euforia e desinibição; CAS 50-100 mg/100 mL: ataxia, fala arrastada, prejuízo de julgamento; CAS 100-200 mg/100 mL: nistagmo, vômitos, sonolência; CAS 200-300 mg/100 mL: estupor, hipotermia, risco de aspiração; CAS >300 mg/100 mL: coma, depressão respiratória, potencialmente fatal. Sintomas associados incluem taquicardia, hipotensão ortostática e, em casos crônicos, sinais de abstinência upon cessation.

Complicações possíveis

Depressão respiratória

Supressão do centro respiratório no bulbo, levando a hipoxemia e risco de parada cardiorrespiratória.

Aspiração pulmonar

Perda de reflexos protectores das vias aéreas, resultando em pneumonia aspirativa.

Hipoglicemia

Inibição da gliconeogênese hepática, podendo causar coma hipoglicêmico.

Hipotermia

Vasodilatação periférica e perda de calor, com risco de arritmias e morte.

Traumatismos

Aumento do risco de acidentes por prejuízo motor e cognitivo.

Epidemiologia

A intoxicação alcoólica é um problema de saúde global, com altas taxas de morbidade e mortalidade. Segundo a OMS, o uso nocivo de álcool contribui para 3 milhões de mortes anuais, sendo comum em jovens adultos e associado a eventos agudos como acidentes de trânsito e violência. No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que episódios de intoxicação alcoólica são frequentes em serviços de emergência, com picos em fins de semana e feriados. Fatores de risco incluem sexo masculino, idade entre 18-35 anos, e histórico de binge drinking.

Prognóstico

O prognóstico da intoxicação alcoólica aguda é geralmente bom com suporte adequado, mas depende da CAS, velocidade de metabolização (cerca de 15-20 mg/100 mL/hora), e presença de complicações. Casos leves a moderados resolvem-se em horas; graves podem evoluir para óbito por depressão respiratória ou aspiração. Pacientes com tolerância reduzem o risco, mas o uso crônico predispõe a dependência e comorbidades hepáticas, cardiovasculares e neuropsiquiátricas.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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