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CID Y20: Enforcamento, estrangulamento e sufocação, intenção não determinada

Y200
Enforcamento, estrangulamento e sufocação, intenção não determinada - residência
Y201
Enforcamento, estrangulamento e sufocação, intenção não determinada - habitação coletiva
Y202
Enforcamento, estrangulamento e sufocação, intenção não determinada - escolas, outras instituições e áreas de administração pública
Y203
Enforcamento, estrangulamento e sufocação, intenção não determinada - área para a prática de esportes e atletismo
Y204
Enforcamento, estrangulamento e sufocação, intenção não determinada - rua e estrada
Y205
Enforcamento, estrangulamento e sufocação, intenção não determinada - áreas de comércio e de serviços
Y206
Enforcamento, estrangulamento e sufocação, intenção não determinada - áreas industriais e em construção
Y207
Enforcamento, estrangulamento e sufocação, intenção não determinada - fazenda
Y208
Enforcamento, estrangulamento e sufocação, intenção não determinada - outros locais especificados
Y209
Enforcamento, estrangulamento e sufocação, intenção não determinada - local não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

A categoria Y20 da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) refere-se a lesões resultantes de enforcamento, estrangulamento ou sufocação, onde a intenção (acidental, autoprovocada ou agressão) não pode ser determinada com base nas evidências disponíveis. Esta codificação é aplicada quando, após investigação, não é possível classificar o evento como acidental, suicida ou homicida, sendo comum em contextos onde informações são limitadas ou ambíguas. O enforcamento envolve a aplicação de força externa ao pescoço, geralmente por meio de um laço, resultando em compressão das estruturas cervicais, o que pode levar a hipóxia cerebral, obstrução vascular ou danos neurológicos. Epidemiologicamente, esses casos são significativos em vigilância de saúde pública, pois sublinham a importância da determinação precisa da intenção para orientar políticas de prevenção e intervenção clínica.

Descrição clínica

Lesões por enforcamento caracterizam-se por trauma no pescoço devido à aplicação de força por um laço ou objeto similar, podendo resultar em compressão da traqueia, vasos sanguíneos (artérias carótidas e veias jugulares) e estruturas nervosas. Clinicamente, os pacientes podem apresentar desde sinais leves, como equimoses ou marcas no pescoço, até complicações graves como edema cerebral, isquemia miocárdica, ou parada cardiorrespiratória. A apresentação varia conforme a duração e intensidade da compressão, com possibilidade de sequelas neurológicas persistentes em sobreviventes. Em casos de intenção não determinada, a anamnese e o contexto do evento são cruciais, mas muitas vezes inconclusivos, exigindo avaliação multidisciplinar.

Quadro clínico

O quadro clínico varia de acordo com a gravidade: em casos leves, pode haver dor cervical, disfagia, ou rouquidão; em moderados a graves, observam-se cianose, convulsões, perda de consciência, e sinais de insuficiência respiratória ou cardíaca. Sinais físicos incluem marcas de ligadura no pescoço, petéquias faciais, e edema cervical. Em situações de intenção não determinada, a história pode ser vaga, com relatos de encontro do paciente inconsciente ou em circunstâncias suspeitas, necessitando de exclusão de outras causas de trauma cervical.

Complicações possíveis

Encefalopatia hipóxico-isquêmica

Dano cerebral devido à privação de oxigênio, podendo levar a déficits cognitivos ou motores persistentes.

Edema cerebral

Acúmulo de líquido no cérebro, com risco de herniação e aumento da pressão intracraniana.

Parada cardiorrespiratória

Cessação da função cardíaca e respiratória, frequentemente fatal se não revertida rapidamente.

Lesões traqueais ou laríngeas

Danos estruturais que podem causar estenose ou disfunção vocal.

Síndrome pós-enforcamento

Sequela neurológica com sintomas como distúrbios de memória, alterações de personalidade ou convulsões.

Epidemiologia

Casos de enforcamento com intenção não determinada são relativamente incomuns, representando uma minoria nas estatísticas de causas externas. Dados epidemiológicos variam globalmente, com maior incidência em regiões com limitações na investigação forense. No Brasil, são subnotificados, mas relevantes para vigilância em saúde pública, destacando a necessidade de protocolos padronizados para determinação de intenção. Grupos de risco incluem adultos jovens e indivíduos com histórico de uso de substâncias.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente reservado, dependendo da duração da anóxia, rapidez do atendimento e extensão das lesões. Sobreviventes podem apresentar sequelas neurológicas significativas, com mortalidade elevada em casos de parada cardiorrespiratória. Fatores como idade, comorbidades e acesso a cuidados intensivos influenciam os desfechos. Em intenção não determinada, o acompanhamento psicológico é crucial devido ao risco de transtornos psiquiátricos subjacentes.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.

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