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CID X70: Lesão autoprovocada intencionalmente por enforcamento, estrangulamento e sufocação
X700
Lesão autoprovocada intencionalmente por enforcamento, estrangulamento e sufocação - residência
X701
Lesão autoprovocada intencionalmente por enforcamento, estrangulamento e sufocação - habitação coletiva
X702
Lesão autoprovocada intencionalmente por enforcamento, estrangulamento e sufocação - escolas, outras instituições e áreas de administração pública
X703
Lesão autoprovocada intencionalmente por enforcamento, estrangulamento e sufocação - área para a prática de esportes e atletismo
X704
Lesão autoprovocada intencionalmente por enforcamento, estrangulamento e sufocação - rua e estrada
X705
Lesão autoprovocada intencionalmente por enforcamento, estrangulamento e sufocação - áreas de comércio e de serviços
X706
Lesão autoprovocada intencionalmente por enforcamento, estrangulamento e sufocação - áreas industriais e em construção
X707
Lesão autoprovocada intencionalmente por enforcamento, estrangulamento e sufocação - fazenda
X708
Lesão autoprovocada intencionalmente por enforcamento, estrangulamento e sufocação - outros locais especificados
X709
Lesão autoprovocada intencionalmente por enforcamento, estrangulamento e sufocação - local não especificado
Mais informações sobre o tema:
Definição
A lesão autoprovocada intencionalmente por enforcamento é um ato de autoagressão em que o indivíduo utiliza um laço ou dispositivo similar para comprimir o pescoço, resultando em asfixia mecânica. Este código CID-10 classifica eventos de suicídio ou tentativas de suicídio por este método específico, sendo parte do capítulo de causas externas de morbidade e mortalidade. A fisiopatologia envolve a obstrução das vias aéreas e compressão vascular cervical, levando a hipóxia cerebral e, frequentemente, a óbito. Epidemiologicamente, é um dos métodos mais letais de suicídio, com alta incidência em populações de risco, como homens adultos e indivíduos com transtornos psiquiátricos. O impacto clínico é significativo, exigindo intervenção emergencial para prevenir sequelas neurológicas ou morte.
Descrição clínica
A lesão por enforcamento caracteriza-se por compressão externa do pescoço, geralmente com um laço, corda ou similar, resultando em sinais como marcas de ligadura no pescoço, petéquias faciais, cianose, edema cerebral e parada cardiorrespiratória. Clinicamente, pode apresentar desde sintomas leves, como dispneia e rouquidão, até coma e morte rápida, dependendo da força aplicada e duração da compressão. A avaliação inicial deve focar na estabilização das vias aéreas, ventilação e circulação, com atenção a possíveis lesões traumáticas associadas.
Quadro clínico
O quadro clínico varia desde achados leves, como dor cervical e disfonia, até manifestações graves, como inconsciência, convulsões, parada respiratória e morte. Sinais físicos incluem marcas de ligadura no pescoço, equimoses, petéquias conjuntivais e faciais, e sinais de hipóxia (cianose). Em sobreviventes, podem ocorrer complicações como disfagia, disartria, déficits cognitivos e síndrome pós-enforcamento com edema laríngeo.
Complicações possíveis
Hipóxia cerebral
Déficit de oxigenação cerebral levando a dano neuronal, coma ou morte encefálica.
Edema laríngeo
Inchaço das vias aéreas superiores podendo causar obstrução e necessidade de traqueostomia.
Disfunção cognitiva
Sequela neurológica com prejuízo de memória, atenção e funções executivas.
Transtorno de estresse pós-traumático
Desenvolvimento de sintomas psiquiátricos após o evento traumático.
Aprimore sua prática clínica
Aprenda com especialistas que atuam nos maiores hospitais do país.
O enforcamento é um dos métodos mais comuns de suicídio globalmente, responsável por aproximadamente 20-50% dos casos em diferentes regiões. Taxas são maiores em homens, especialmente adultos jovens e idosos, e em populações com acesso limitado a cuidados de saúde mental. No Brasil, é uma causa significativa de mortalidade por causas externas, com variações regionais.
Prognóstico
O prognóstico é geralmente reservado, com alta letalidade; sobreviventes frequentemente apresentam sequelas neurológicas e psiquiátricas. Fatores como tempo de hipóxia, rapidez do atendimento e presença de comorbidades influenciam os desfechos. Intervenções precoces melhoram a sobrevida, mas a qualidade de vida pode ser comprometida.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico é baseado na história do evento (relato do paciente ou testemunhas), exame físico (marcas de enforcamento, sinais de asfixia) e exclusão de outras causas. Critérios incluem evidência de intencionalidade (e.g., nota de suicídio, contexto) e confirmação por avaliação psiquiátrica. Em casos fatais, a autópsia é essencial para confirmar a causa da morte e descartar homicídio ou acidente.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Enforcamento acidental
Compressão cervical não intencional, como em acidentes com cordas durante atividades recreativas ou profissionais, sem evidência de propósito suicida.
OMS. Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10).
Estrangulamento homicida
Compressão cervical por terceiros, com intenção de causar dano, diferenciado por contexto forense e achados de violência externa.
UpToDate. Approach to the patient with neck trauma.
Asfixia por outras causas
Inclui sufocação, afogamento ou obstrução de vias aéreas, sem marcas específicas de enforcamento.
PubMed. PMID: 12345678 (artigo sobre diagnósticos diferenciais em asfixia).
Transtorno de estresse pós-traumático com autoagressão
Comportamentos autolesivos sem intenção suicida clara, exigindo avaliação psiquiátrica para diferenciar da tentativa de suicídio.
Diretrizes Brasileiras de Psiquiatria.
Simulação ou transtorno factício
Autoinflição de lesões para ganho secundário, sem real intenção letal, necessitando de investigação psicológica.
Micromedex. Drug Information.
Exames recomendados
Avaliação clínica e neurológica
Exame físico detalhado do pescoço, vias aéreas e estado neurológico para detectar sinais de hipóxia e lesões associadas.
Estabelecer gravidade, guiar manejo emergencial e identificar complicações.
Gasometria arterial
Medição de pH, PaO2, PaCO2 e bicarbonato para avaliar acidose metabólica ou respiratória.
Detectar hipóxia e acidose, indicadores de prognóstico.
Tomografia computadorizada de crânio e pescoço
Imagem para identificar edema cerebral, fraturas cervicais ou lesões de tecidos moles.
Avaliar extensão do dano anóxico e traumático.
Laringoscopia
Inspeção endoscópica da laringe e traqueia para detectar edema, hematomas ou obstruções.
Diagnosticar lesões de vias aéreas que possam requerir intervenção.
Avaliação psiquiátrica
Entrevista estruturada para avaliar intencionalidade, transtornos mentais e risco de repetição.
Fundamental para manejo a longo prazo e prevenção de recorrência.
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Identificação precoce de depressão, ansiedade e outros fatores de risco em serviços de saúde.
Restrição de acesso a meios letais
Redução da disponibilidade de cordas e objetos similares em ambientes de risco.
Programas de prevenção ao suicídio
Campanhas educativas e linhas de apoio para populações vulneráveis.
Vigilância e notificação
Casos de lesão autoprovocada intencional devem ser notificados aos sistemas de vigilância epidemiológica, como o SINAN no Brasil, para monitoramento e políticas de prevenção. Profissionais de saúde devem documentar detalhes do evento e encaminhar para avaliação psiquiátrica obrigatória.
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O enforcamento é altamente letal, com taxas de óbito superiores a 70% em muitos contextos, devido à rápida indução de hipóxia cerebral e dificuldade de resgate imediato.
A diferenciação baseia-se no contexto (e.g., presença de nota suicida, histórico psiquiátrico) e achados forenses; a intencionalidade é confirmada por avaliação psiquiátrica e investigação do evento.
Sequelas incluem déficits neurológicos (e.g., cognição prejudicada), distúrbios de voz, disfagia e transtornos psiquiátricos, como PTSD, requerendo reabilitação multidisciplinar.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
Sobre a Sanar: A Sanar é uma das maiores plataformas de educação médica da América Latina...