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CID R92: Achados anormais, de exames para diagnóstico por imagem, da mama
R92
Achados anormais, de exames para diagnóstico por imagem, da mama
Mais informações sobre o tema:
Definição
A categoria R92 da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) refere-se a achados anormais identificados em exames de imagem da mama, como mamografia, ultrassonografia mamária ou ressonância magnética, que não são classificados em outras categorias específicas. Esses achados incluem, mas não se limitam a, microcalcificações suspeitas, assimetrias focais, distorções arquiteturais, massas ou densidades não palpáveis, que requerem investigação adicional para esclarecimento diagnóstico. A importância clínica reside no fato de que tais achados podem representar lesões benignas, pré-malignas (como carcinoma ductal in situ) ou malignas (como carcinoma invasivo), sendo um marcador de risco para câncer de mama. A abordagem desses achados segue diretrizes baseadas em evidências, como o sistema BI-RADS (Breast Imaging-Reporting and Data System), que padroniza a descrição e a recomendação de conduta, visando otimizar o rastreamento e o diagnóstico precoce do câncer de mama, uma das neoplasias mais prevalentes em mulheres globalmente.
Descrição clínica
Achados anormais em exames de imagem da mama são identificados incidentalmente durante rastreamento mamográfico ou em investigação de sintomas mamários, como dor ou nódulos palpáveis. Esses achados são caracterizados por alterações na arquitetura mamária visíveis em imagens, mas sem confirmação histopatológica imediata. A apresentação clínica é frequentemente assintomática, sendo a detecção primariamente radiológica. A avaliação requer correlação com fatores de risco (idade, história familiar, densidade mamária) e exame físico, seguida de etapas diagnósticas adicionais, como biópsia guiada por imagem, para definir a natureza da lesão.
Quadro clínico
O quadro clínico é tipicamente assintomático, com achados detectados em exames de rotina ou investigação de queixas mamárias. Em alguns casos, pode haver sintomas associados, como dor mamária cíclica ou nódulos palpáveis, mas os achados de imagem frequentemente precedem sinais clínicos. A apresentação inclui: microcalcificações agrupadas ou lineares em mamografia, massas não palpáveis com bordas irregulares ou espiculadas, assimetrias focais persistentes ou distorções arquiteturais. A avaliação requer história clínica detalhada, exame físico e correlação com imagens.
Complicações possíveis
Atraso no diagnóstico de câncer de mama
Falha em investigar adequadamente achados anormais pode resultar em progressão de lesões malignas, impactando prognóstico.
Ansiedade e estresse psicológico
A incerteza associada a achados suspeitos pode causar angústia significativa em pacientes, requerendo suporte emocional.
Procedimentos desnecessários
Sobrediagnóstico ou biópsias em lesões benignas podem levar a morbidade física e custos elevados.
Falso-negativo em exames de imagem
Limitações técnicas ou interpretativas podem resultar em falha na detecção de malignidades, especialmente em mamas densas.
Aprimore sua prática clínica
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Achados anormais em exames de imagem da mama são comuns, especialmente em programas de rastreamento mamográfico. Estima-se que até 10-20% das mamografias de rastreamento apresentem achados suspeitos, requerendo avaliação adicional. A prevalência aumenta com a idade e densidade mamária. No Brasil, conforme dados do INCA, o câncer de mama é a neoplasia mais frequente em mulheres, com cerca de 66 mil novos casos anuais, destacando a importância da detecção precoce. Fatores de risco incluem história familiar, mutações genéticas e exposição hormonal.
Prognóstico
O prognóstico depende da natureza subjacente do achado anormal. Para lesões benignas confirmadas por biópsia, o prognóstico é excelente, com baixo risco de malignização. Em casos de lesões pré-malignas (como carcinoma ductal in situ), o risco de progressão para carcinoma invasivo varia, necessitando acompanhamento ou tratamento. Se maligno, o prognóstico é determinado pelo estágio, subtipo histológico e marcadores moleculares, com sobrevida variável. A detecção precoce através de investigação adequada melhora significativamente os desfechos, reduzindo mortalidade por câncer de mama.
Critérios diagnósticos
Os critérios diagnósticos baseiam-se no sistema BI-RADS, que classifica achados de imagem em categorias de 0 a 6, conforme a probabilidade de malignidade e necessidade de investigação. Para R92, focam-se em categorias BI-RADS 3 (provavelmente benigno, com acompanhamento em curto prazo), 4 (suspeito, requer biópsia) e 0 (incompleto, necessita avaliação adicional). O diagnóstico definitivo requer confirmação histopatológica por biópsia guiada por imagem (como core biopsy ou mamotomia), com correlação clínico-radiológica. Diretrizes como as da Sociedade Brasileira de Mastologia e do Colégio Americano de Radiologia orientam a conduta.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
N60 - Doença fibrocística da mama
Condição benigna comum caracterizada por alterações proliferativas e não proliferativas do tecido mamário, podendo apresentar microcalcificações ou cistos em exames de imagem, simulando achados suspeitos.
OMS - Classificação Internacional de Doenças para Oncologia (ICD-O-3)
C50 - Neoplasia maligna da mama
Inclui carcinomas invasivos e in situ, que são a principal preocupação em achados anormais de imagem, requerendo diferenciação através de biópsia para excluir malignidade.
OMS - CID-10
D05 - Carcinoma in situ da mama
Lesões pré-malignas, como carcinoma ductal in situ, frequentemente associadas a microcalcificações em mamografia, necessitando distinção de alterações benignas.
OMS - CID-10
N63 - Massa não especificada da mama
Nódulos ou massas palpáveis ou não, que podem corresponder a achados de imagem, mas requerem avaliação para diferenciar entre cistos, fibroadenomas ou neoplasias.
OMS - CID-10
R93.8 - Achados anormais em exames para diagnóstico por imagem de outros órgãos e sistemas
Achados similares em outras regiões do corpo, como pulmão ou fígado, que podem ser confundidos em contextos de metástases, mas diferem pela localização mamária específica.
OMS - CID-10
Exames recomendados
Mamografia digital
Exame de imagem padrão-ouro para rastreamento de câncer de mama, capaz de detectar microcalcificações e massas não palpáveis.
Triagem inicial e caracterização de achados anormais, com classificação BI-RADS.
Ultrassonografia mamária
Modalidade complementar à mamografia, útil para diferenciar lesões sólidas de císticas e avaliar densidade mamária.
Avaliação adicional de massas ou assimetrias, guiando decisões de biópsia.
Ressonância magnética da mama
Exame de alta sensibilidade, indicado em casos selecionados, como alto risco genético ou avaliação pré-cirúrgica.
Detecção de lesões ocultas e estadiamento local, especialmente em mamas densas.
Biópsia guiada por imagem (core biopsy ou mamotomia)
Procedimento minimamente invasivo para obtenção de tecido para análise histopatológica.
Confirmação diagnóstica de achados suspeitos, definindo natureza benigna ou maligna.
Citologia por punção aspirativa por agulha fina (PAAF)
Método menos invasivo para avaliação citológica de nódulos, mas com limitações em diferenciar lesões pré-malignas.
Avaliação inicial de massas palpáveis ou císticas, quando indicado.
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Recomendado para mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos, conforme diretrizes do Ministério da Saúde, para detecção precoce de alterações.
Avaliação de risco genético
Triagem para mutações BRCA1/2 em mulheres com história familiar forte, permitindo estratégias preventivas personalizadas.
Autoexame das mamas
Educação para reconhecimento de alterações palpáveis, complementando exames de imagem, embora não substitua o rastreamento formal.
Vigilância e notificação
No Brasil, a vigilância de achados anormais da mama é integrada ao Sistema de Informação do Câncer (SISCAN) e ao Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), com notificação compulsória de casos de câncer conforme Portaria GM/MS nº 1.271/2014. Para achados classificados como BI-RADS 4 ou 5, recomenda-se encaminhamento para serviços especializados em mastologia e registro em prontuários eletrônicos. Programas de rastreamento, como o recomendado pelo Ministério da Saúde para mulheres de 50 a 69 anos, visam monitorar e reduzir a mortalidade por câncer de mama.
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Refere-se a alterações na imagem da mama, como microcalcificações ou massas, que não são claramente benignas e requerem investigação adicional para excluir malignidade, seguindo classificação BI-RADS.
Indica suspeição moderada a alta de malignidade, necessitando biópsia guiada por imagem para confirmação histopatológica, com encaminhamento a mastologista.
Não, a maioria corresponde a alterações benignas, mas a avaliação é crucial para diferenciar e garantir diagnóstico precoce em casos malignos.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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