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CID R51: Cefaléia

R51
Cefaléia

Mais informações sobre o tema:

Definição

A cefaleia, codificada como R51 na CID-10, é um sintoma comum caracterizado por dor ou desconforto na região craniana, facial ou cervical superior. Pode ser classificada em primária (quando a dor é a própria doença, como na enxaqueca) ou secundária (quando resulta de outra condição subjacente, como traumatismo craniano ou infecção). A fisiopatologia envolve mecanismos complexos, incluindo ativação de vias nociceptivas, inflamação neurogênica e alterações vasculares, com impacto significativo na qualidade de vida e produtividade. Epidemiologicamente, é uma das queixas mais frequentes na prática clínica, afetando até 90% da população em algum momento da vida, com maior prevalência em mulheres e em faixas etárias economicamente ativas.

Descrição clínica

A cefaleia se manifesta como dor localizada ou difusa na cabeça, podendo variar em intensidade, qualidade (por exemplo, pulsátil, pressão, pontada), duração e fatores desencadeantes. Pode estar associada a sintomas como fotofobia, fonofobia, náuseas, vômitos ou aura visual, dependendo do tipo. A avaliação clínica deve incluir história detalhada, exame físico neurológico e, quando indicado, investigação de causas secundárias.

Quadro clínico

O quadro clínico varia amplamente: na enxaqueca, dor unilateral pulsátil com náuseas; na cefaleia tensional, dor bilateral em faixa; na cefaleia em salvas, dor orbital unilateral intensa com lacrimejamento. Sinais de alerta incluem início súbito, piora progressiva, febre, déficit neurológico ou alteração do estado mental, sugerindo causas secundárias.

Complicações possíveis

Status migranosus

Crise de enxaqueca prolongada por mais de 72 horas, refratária ao tratamento habitual.

Cefaleia por uso excessivo de medicamentos

Desenvolvimento de cefaleia crônica devido ao uso frequente de analgésicos ou triptanos.

Depressão e ansiedade

Comorbidades psiquiátricas frequentes em pacientes com cefaleia crônica, impactando a qualidade de vida.

Déficit neurológico permanente

Resultante de causas secundárias não tratadas, como acidente vascular cerebral ou tumor cerebral.

Epidemiologia

A cefaleia é um dos distúrbios mais comuns no mundo, com prevalência global estimada em até 50% para cefaleia tensional e 14% para enxaqueca em adultos. É mais frequente em mulheres, com pico de incidência na meia-idade. Fatores de risco incluem história familiar, obesidade e estresse.

Prognóstico

O prognóstico varia conforme o tipo de cefaleia: as primárias tendem a ser crônicas e recorrentes, com controle sintomático possível; as secundárias dependem da doença de base. Intervenções precoces e manejo adequado podem melhorar a qualidade de vida, mas cefaleias crônicas podem levar a incapacidade significativa.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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