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CID R35: Poliúria

R35
Poliúria

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Definição

A poliúria é definida como uma produção urinária excessiva, tipicamente superior a 3 litros por 24 horas em adultos, ou mais de 2 litros por metro quadrado de superfície corporal por dia em crianças. Representa um sintoma clínico significativo, frequentemente associado a distúrbios do equilíbrio hídrico e eletrolítico, e pode ser um marcador de condições sistêmicas subjacentes. A fisiopatologia envolve mecanismos centrais (como alterações na secreção de hormônio antidiurético - ADH) ou periféricos (como resistência renal à ação do ADH ou diurese osmótica). O impacto clínico inclui risco de desidratação, distúrbios eletrolíticos (especialmente hiponatremia ou hipernatremia) e comprometimento da qualidade de vida. Epidemiologicamente, a poliúria é comum em condições como diabetes mellitus não controlado, diabetes insipidus e uso de diuréticos, com prevalência variável conforme a etiologia subjacente.

Descrição clínica

A poliúria manifesta-se clinicamente como um aumento no volume urinário, frequentemente acompanhado de polidipsia (sede excessiva) como mecanismo compensatório para prevenir a desidratação. Pode ser classificada em poliúria osmótica (devido à excreção de solutos como glicose ou manitol) ou aquosa (devido a defeitos na concentração urinária, como no diabetes insipidus). A avaliação requer diferenciação entre causas centrais, nefrogênicas, psicogênicas ou iatrogênicas, com implicações terapêuticas distintas. Sinais associados podem incluir fadiga, perda de peso, alterações no estado mental e sinais de desidratação, dependendo da etiologia e duração.

Quadro clínico

O quadro clínico da poliúria inclui produção urinária excessiva (geralmente >3 L/dia em adultos), polidipsia compensatória, noctúria e, em casos prolongados, sinais de desidratação como pele seca, mucosas ressecadas, hipotensão ortostática e taquicardia. Sintomas associados dependem da causa subjacente: no diabetes mellitus, pode haver perda de peso, polifagia e fadiga; no diabetes insipidus, há preferência por água fria e urina incolor; em causas iatrogênicas, história de uso de diuréticos ou ingestão compulsiva de líquidos. A apresentação pode ser aguda ou crônica, com impacto variável no estado geral.

Complicações possíveis

Desidratação

Perda hídrica excessiva levando a hipovolemia, hipotensão e choque em casos graves.

Distúrbios eletrolíticos

Hiponatremia ou hipernatremia devido à perda desproporcional de água e solutos.

Insuficiência renal aguda

Redução da perfusão renal secundária à desidratação severa.

Alterações neurológicas

Confusão, convulsões ou coma em casos de desequilíbrios eletrolíticos graves.

Epidemiologia

A epidemiologia da poliúria é heterogênea, refletindo suas diversas causas. No diabetes mellitus, a poliúria é um sintoma comum, com prevalência aumentada em populações com controle glicêmico inadequado. O diabetes insipidus é raro, com incidência estimada em 1:25.000, sendo o central mais comum que o nefrogênico. A poliúria iatrogênica por diuréticos é frequente em idosos e pacientes com insuficiência cardíaca. Dados brasileiros são escassos, mas a condição é subnotificada, muitas vezes identificada apenas em investigação de sintomas associados. Fatores de risco incluem idade avançada, comorbidades renais ou endócrinas, e uso de medicamentos nefrotóxicos.

Prognóstico

O prognóstico da poliúria depende da etiologia subjacente e da adequação do manejo. Em causas reversíveis (como correção de hiperglicemia ou suspensão de diuréticos), o prognóstico é geralmente bom com resolução dos sintomas. No diabetes insipidus crônico, o prognóstico é favorável com terapia de reposição de ADH (desmopressina) e monitoramento, mas requer adesão vitalícia. Complicações como desidratação grave ou distúrbios eletrolíticos podem levar a morbidade significativa ou mortalidade se não tratadas. O acompanhamento regular é essencial para ajuste terapêutico e prevenção de recidivas.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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