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CID Q36: Fenda labial

Q360
Fenda labial bilateral
Q361
Fenda labial mediana
Q369
Fenda labial unilateral

Mais informações sobre o tema:

Definição

A fenda labial é uma malformação congênita caracterizada por uma fissura no lábio superior, resultante da falha na fusão dos processos embrionários durante o desenvolvimento facial, tipicamente entre a quarta e sétima semanas de gestação. Esta condição pode ocorrer de forma isolada ou associada a outras anomalias, como a fenda palatina, e está classificada no CID-10 sob o código Q36, dentro do capítulo de malformações congênitas. A fenda labial pode variar em gravidade, desde uma pequena incisão no lábio até uma fissura completa que se estende ao nariz, impactando funções como sucção, alimentação e fala, além de implicações estéticas e psicossociais. Epidemiologicamente, é uma das malformações craniofaciais mais comuns, com incidência variável globalmente, influenciada por fatores genéticos e ambientais, e requer intervenção multidisciplinar precoce para otimização do prognóstico.

Descrição clínica

A fenda labial manifesta-se como uma abertura no lábio superior, que pode ser unilateral ou bilateral, completa ou incompleta, e frequentemente associada a deformidades nasais. Clinicamente, observa-se dificuldade na alimentação devido à incapacidade de vedação labial adequada, risco aumentado de otite média por disfunção da tuba auditiva, e potenciais problemas de fala relacionados à articulação. A avaliação inclui inspeção visual para caracterizar o tipo e extensão da fenda, além de investigação de comorbidades, como anomalias cardíacas ou síndromes genéticas.

Quadro clínico

O quadro clínico inclui fenda visível no lábio superior, que pode ser classificada como microforma, incompleta ou completa, unilateral ou bilateral. Sintomas comuns são dificuldade na amamentação, regurgitação nasal, choro fraco e atraso no ganho de peso. Em casos associados à fenda palatina, há risco de aspiração, otite média recorrente e distúrbios da fala. Exame físico revela assimetria facial, possível envolvimento do assoalho nasal e, em síndromes, outras malformações como cardiopatias ou anomalias limbais.

Complicações possíveis

Dificuldades alimentares

Problemas de sucção e deglutição levando a desnutrição e desidratação.

Otite média

Infecções recorrentes do ouvido médio devido à disfunção da tuba auditiva.

Distúrbios da fala

Alterações na articulação e ressonância vocal, resultando em fala nasalada.

Problemas dentários

Maloclusão, hipodontia ou dentes supranumerários na região da fenda.

Impactos psicossociais

Ansiedade, depressão e baixa autoestima relacionados à aparência facial.

Epidemiologia

A fenda labial ocorre em aproximadamente 1 em 700 a 1.000 nascidos vivos globalmente, com variações regionais; é mais comum em populações asiáticas e nativas americanas. A incidência é influenciada por fatores étnicos, socioeconômicos e exposições ambientais, com maior risco em gestações de mães fumantes ou com deficiência nutricional.

Prognóstico

O prognóstico da fenda labial é geralmente bom com intervenção cirúrgica precoce e acompanhamento multidisciplinar, permitindo função normal e estética satisfatória. Complicações como distúrbios da fala e auditivos podem persistir se não tratadas adequadamente. Fatores como presença de síndromes, acesso a cuidados e adesão ao tratamento influenciam os desfechos a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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