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CID Q35: Fenda palatina

Q351
Fenda do palato duro
Q353
Fenda do palato mole
Q355
Fenda do palato duro com fenda do palato mole
Q357
Fenda da úvula
Q359
Fenda palatina não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A fenda palatina é uma malformação congênita caracterizada pela falha na fusão dos processos palatinos durante o desenvolvimento embrionário, resultando em uma comunicação anormal entre as cavidades oral e nasal. Esta condição pode ocorrer isoladamente ou como parte de síndromes genéticas, como a síndrome de Pierre Robin ou a síndrome velocardiofacial, e está frequentemente associada a alterações no gene TBX22 e outros fatores genéticos e ambientais. A fenda palatina impacta significativamente a função orofacial, incluindo dificuldades na alimentação, fala e respiração, além de predispor a infecções recorrentes do trato respiratório superior e otite média. Epidemiologicamente, apresenta uma incidência de aproximadamente 1 em 1.000 nascidos vivos, com variações regionais e influência de fatores como exposição a teratógenos e história familiar.

Descrição clínica

A fenda palatina manifesta-se como uma abertura no palato duro e/ou mole, que pode ser completa (envolvendo todo o palato) ou incompleta (parcial). Clinicamente, observa-se dificuldade na sucção e deglutição no período neonatal, com regurgitação nasal de líquidos, além de alterações na fala, como hipernasalidade e articulação comprometida. A presença de fenda pode estar associada a malformações dentárias, como má oclusão, e a complicações otorrinolaringológicas, incluindo otite média crônica devido à disfunção da tuba auditiva. Em casos sindrômicos, podem coexistir anomalias cardíacas, faciais ou neurológicas.

Quadro clínico

O quadro clínico inclui dificuldade alimentar no lactente, com regurgitação nasal e aspiração, atraso no ganho de peso, e choro com escape de ar nasal. Na infância, observa-se fala hipernasal, articulação imprecisa de consoantes orais, e histórico de otites recorrentes. Exame físico revela a fenda no palato, que pode variar em extensão, e possivelmente assimetria facial ou outras malformações em casos sindrômicos. Complicações incluem desnutrição, infecções respiratórias, e impactos psicossociais devido à estética e comunicação.

Complicações possíveis

Otite média crônica

Infecção recorrente do ouvido médio devido à disfunção da tuba auditiva.

Dificuldades alimentares

Regurgitação nasal e desnutrição no lactente.

Distúrbios da fala

Hipernasalidade e articulação deficiente, impactando comunicação.

Problemas dentários

Má oclusão e anomalias dentárias.

Impactos psicossociais

Ansiedade e baixa autoestima devido à estética e fala.

Epidemiologia

A fenda palatina tem uma incidência global de aproximadamente 1 em 1.000 nascidos vivos, com variações étnicas e geográficas; é mais comum em populações asiáticas e nativas americanas. Fatores de risco incluem história familiar, exposição a teratógenos e idade materna avançada. No Brasil, dados do DATASUS indicam milhares de casos anuais, com necessidade de intervenção precoce.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente bom com tratamento multidisciplinar precoce, incluindo cirurgia corretiva, que pode restaurar a função palatina em mais de 90% dos casos. No entanto, sequelas como distúrbios da fala e otite podem persistir, exigindo acompanhamento a longo prazo. Em casos sindrômicos, o prognóstico depende das comorbidades associadas.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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